Calendário de chuvas de meteoros 2026 | Astronomia

Calendário de chuvas de meteoros 2026

A próxima chuva de meteoros é Delta Aquáridas do Sul, com pico na noite de 31 de julho. Abaixo estão as principais chuvas do ano, ordenadas pela mais próxima de acontecer, com o pico, a taxa teórica (ZHR), o radiante, a fase da Lua no pico e as condições de observação a partir do Brasil.

Próxima chuva em destaque: Delta Aquáridas do Sul

O pico das Delta Aquáridas do Sul acontece por volta de 31 de julho (em 31/07/2026, em 15 dias). Taxa teórica em céu perfeito de até 25 meteoros por hora. Fase da Lua no pico: 🌖 Minguante gibosa (94% iluminada, interferência alta).

Ver a página completa das Delta Aquáridas do Sul →

As principais chuvas de 2026

Ordenadas pela próxima a acontecer a partir de hoje. A coluna ZHR mostra a taxa teórica em céu perfeito (número máximo de meteoros por hora que um observador ideal veria com o radiante no zênite e céu escuro sem Lua). Na prática, a quantidade observada é quase sempre menor.

Chuva Período de atividade Pico ZHR (taxa teórica) Lua no pico 2026 Condições no Brasil
Delta Aquáridas do Sul 12 jul a 23 ago por volta de 31 de julho 25 / h 🌖 94% (interferência alta) Ótima
Alfa Capricórnidas 3 jul a 15 ago por volta de 31 de julho 5 / h 🌖 94% (interferência alta) Boa
Perseidas 17 jul a 24 ago por volta de 13 de agosto 100 / h 🌒 2% (interferência baixa) Fraca
Dracônidas 6 out a 10 out por volta de 9 de outubro 5 (variável) / h 🌑 0% (interferência baixa) Fraca
Oriônidas 2 out a 7 nov por volta de 21 de outubro 20 / h 🌔 80% (interferência alta) Boa
Táuridas do Sul 20 set a 20 nov por volta de 5 de novembro 5 a 10 / h 🌘 11% (interferência baixa) Boa
Leônidas 6 nov a 30 nov por volta de 17 de novembro 15 / h 🌓 55% (interferência média) Boa
Gemínideas 4 dez a 20 dez por volta de 14 de dezembro 150 / h 🌒 29% (interferência baixa) Ótima
Ursídeas 17 dez a 26 dez por volta de 22 de dezembro 10 / h 🌔 98% (interferência alta) Fraca
Quadrântidas 28 dez a 12 jan por volta de 3 de janeiro 80 / h 🌕 100% (interferência alta) Fraca
Líridas 14 abr a 30 abr por volta de 22 de abril 18 / h 🌒 38% (interferência média) Razoável
Eta Aquáridas 19 abr a 28 mai por volta de 6 de maio 50 / h 🌖 77% (interferência alta) Ótima

A interferência da Lua é classificada pela porcentagem iluminada do disco na noite do pico: baixa abaixo de 30%, média de 30% a 70% e alta acima de 70%. Lua cheia ou quase cheia clareia o céu e apaga os meteoros mais fracos.

Como observar uma chuva de meteoros

Observar meteoros não exige nenhum equipamento. Telescópio e binóculo, na verdade, atrapalham, porque fecham demais o campo de visão. Os olhos, bem adaptados ao escuro, são o melhor instrumento.

  • Fuja da luz da cidade. Quanto mais escuro o céu, mais meteoros fracos ficam visíveis. Um local afastado de postes e faróis faz toda a diferença.
  • De tempo aos olhos. A visão noturna leva cerca de 20 a 30 minutos para se adaptar por completo. Evite olhar para o celular nesse período.
  • Não olhe direto para o radiante. Olhe cerca de 45 graus ao lado do ponto de onde os meteoros parecem sair. Ali os rastros aparecem mais longos e vistosos.
  • Prefira a madrugada. Na maioria das chuvas, o radiante sobe mais alto e a taxa aumenta depois da meia-noite, rumo ao amanhecer.
  • Verifique a Lua. Uma Lua cheia próxima ao pico clareia o céu e reduz muito o número de meteoros visíveis. As melhores noites combinam radiante alto e Lua ausente.
  • Deite-se e tenha paciência. Use uma espreguiçadeira ou um cobertor, agasalhe-se e observe por pelo menos uma hora. Os meteoros vêm em rajadas, com pausas entre elas.

O que é o ZHR, sem promessa exagerada

ZHR é a sigla de Zenithal Hourly Rate, ou taxa horária zenital. É um número de referência, não uma previsão do que você vai ver.

O ZHR representa a taxa teórica em céu perfeito: quantos meteoros por hora um observador ideal veria se o radiante estivesse exatamente no zênite (bem no alto), sob céu totalmente escuro, com magnitude limite de 6,5, e sem nenhuma nuvem ou Lua. Nenhuma dessas condições costuma ser satisfeita na prática.

Por isso o número real quase sempre fica bem abaixo do ZHR. Se o radiante está baixo no horizonte, se há luz da cidade, se a Lua está no céu ou se há alguma nuvem, a taxa observada cai, às vezes para uma fração do valor teórico. Trate o ZHR como um teto ideal, útil para comparar a intensidade das chuvas entre si, e não como uma contagem garantida.

Fontes

Dados de radiante, velocidade, período de atividade, data de pico e ZHR de referência: International Meteor Organization (IMO), Meteor Shower Calendar 2026, Working List of Visual Meteor Showers. Avaliação de visibilidade a partir do Brasil cruzada com o Observatório Nacional (projeto Exoss). Fase da Lua no pico e altura do radiante são calculadas pelo próprio site (motor astronômico do laboratório). A taxa observada de meteoros depende das condições locais e nunca é garantida.