Ursídeas: chuva de meteoros 2026 | Astronomia

Ursídeas

As Ursídeas têm pico por volta de 22 de dezembro, com radiante na constelação Ursa Menor e meteoros de velocidade média (33 km/s). Do Brasil, a visibilidade é fraca.

Dados das Ursídeas

Período de atividade17 de dezembro a 26 de dezembro
Pico (máximo)por volta de 22 de dezembro, todo ano
ZHR (taxa teórica em céu perfeito)10 meteoros por hora
RadianteUrsa Menor (AR 217°, Dec +76°)
Velocidade33 km/s (de velocidade média)
Corpo de origemCometa 8P/Tuttle
Designação IAU015 URS
Fase da Lua no pico de 2026🌔 Crescente gibosa (98% iluminada, interferência alta)

Dá para ver do Brasil?

Radiante praticamente no polo norte celeste (declinação +76), quase circumpolar no hemisfério norte. No Brasil o radiante não sobe acima do horizonte na maior parte do país, o que torna a chuva essencialmente inobservável por aqui.

Fase da Lua no pico deste ano: 🌔 Crescente gibosa, com 98% do disco iluminado, o que representa interferência alta no céu. A luz forte da Lua vai apagar boa parte dos meteoros mais fracos neste ano.

Altura do radiante ao longo da noite do pico

Altura do radiante (em graus acima do horizonte) na noite do pico de 2026, calculada para três cidades de referência. Quanto mais alto o radiante, mais meteoros ficam visíveis. Abaixo de cerca de 20 graus, a taxa observada cai bastante. Valores negativos significam que o radiante está abaixo do horizonte (nada visível).

Cidade 22h (local)0h (local)2h (local)4h (local)
São Paulo abaixo do horizonte abaixo do horizonte abaixo do horizonte abaixo do horizonte
Recife abaixo do horizonte abaixo do horizonte abaixo do horizonte
Porto Alegre abaixo do horizonte abaixo do horizonte abaixo do horizonte abaixo do horizonte

Neste ano, a melhor altura do radiante entre esses horários é de cerca de 0 graus, às 4h em Recife. Horários em fuso local de cada cidade. 22h é a noite do pico; 0h, 2h e 4h já são a madrugada seguinte.

A história das Ursídeas

Uma chuva discreta que ocorre próxima ao solstício, com radiante junto à Ursa Menor, perto da Estrela Polar. Vem do cometa 8P/Tuttle. Por ficar tão ao norte, é uma chuva de hemisfério norte e praticamente escapa dos observadores brasileiros.

Perguntas frequentes

Quando é o pico das Ursídeas?

O pico das Ursídeas acontece por volta de 22 de dezembro, todo ano. Em 2026, a Lua no pico está na fase crescente gibosa (98% iluminada), com interferência alta.

Dá para ver as Ursídeas do Brasil?

Radiante praticamente no polo norte celeste (declinação +76), quase circumpolar no hemisfério norte. No Brasil o radiante não sobe acima do horizonte na maior parte do país, o que torna a chuva essencialmente inobservável por aqui.

Quantos meteoros por hora vou ver nas Ursídeas?

O ZHR de referência é 10 por hora, mas essa é a taxa teórica em céu perfeito: com o radiante no zênite, céu escuro sem Lua e sem nuvens. Na prática, o número observado costuma ser bem menor, dependendo da altura do radiante, da Lua e da poluição luminosa. Não há contagem garantida.

Preciso de telescópio para ver as Ursídeas?

Não. Meteoros são vistos melhor a olho nu, que abrange um campo amplo do céu. Telescópio e binóculo atrapalham. Basta um céu escuro, longe das luzes da cidade, e paciência.

De onde vêm as Ursídeas?

As Ursídeas são causadas por partículas deixadas por Cometa 8P/Tuttle. Quando a Terra cruza essa trilha de poeira, os grãos entram na atmosfera em alta velocidade e queimam, formando os riscos de luz que chamamos de meteoros.

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Fontes

Radiante, velocidade, período, data de pico e ZHR de referência: International Meteor Organization (IMO), Meteor Shower Calendar 2026. Visibilidade a partir do Brasil cruzada com o Observatório Nacional (projeto Exoss). A fase da Lua no pico e a altura do radiante são calculadas pelo próprio O Calendário. A taxa observada depende das condições locais e não é garantida.