Dracônidas: chuva de meteoros 2026 | Astronomia

Dracônidas

As Dracônidas têm pico por volta de 9 de outubro, com radiante na constelação Dragão e meteoros lentos (2 km/s). Do Brasil, a visibilidade é fraca.

Dados das Dracônidas

Período de atividade6 de outubro a 10 de outubro
Pico (máximo)por volta de 9 de outubro, todo ano
ZHR (taxa teórica em céu perfeito)5 (variável) meteoros por hora
RadianteDragão (AR 263°, Dec +56°)
Velocidade2 km/s (lentos)
Corpo de origemCometa 21P/Giacobini-Zinner
Designação IAU009 DRA
Fase da Lua no pico de 2026🌑 Lua nova (0% iluminada, interferência baixa)

Dá para ver do Brasil?

Radiante bem ao norte (declinação +56) e circumpolar só acima de 45 graus de latitude norte. No Brasil o radiante fica muito baixo, e a chuva é praticamente inobservável por aqui. Os meteoros são os mais lentos entre as chuvas principais.

Fase da Lua no pico deste ano: 🌑 Lua nova, com 0% do disco iluminado, o que representa interferência baixa no céu. A Lua interfere pouco neste ano, deixando o céu escuro para a observação.

Altura do radiante ao longo da noite do pico

Altura do radiante (em graus acima do horizonte) na noite do pico de 2026, calculada para três cidades de referência. Quanto mais alto o radiante, mais meteoros ficam visíveis. Abaixo de cerca de 20 graus, a taxa observada cai bastante. Valores negativos significam que o radiante está abaixo do horizonte (nada visível).

Cidade 22h (local)0h (local)2h (local)4h (local)
São Paulo abaixo do horizonte abaixo do horizonte abaixo do horizonte abaixo do horizonte
Recife abaixo do horizonte abaixo do horizonte abaixo do horizonte abaixo do horizonte
Porto Alegre abaixo do horizonte abaixo do horizonte abaixo do horizonte abaixo do horizonte

Neste ano o radiante não alcança uma altura útil nos horários listados a partir dessas cidades, o que confirma a visibilidade limitada por aqui. Horários em fuso local de cada cidade. 22h é a noite do pico; 0h, 2h e 4h já são a madrugada seguinte.

A história das Dracônidas

Uma chuva imprevisível: quase nula na maioria dos anos, mas capaz de surtos espetaculares quando a Terra cruza uma trilha densa do cometa Giacobini-Zinner, como em 1933 e 1946. É vista melhor logo após o anoitecer, ao contrário da maioria.

Perguntas frequentes

Quando é o pico das Dracônidas?

O pico das Dracônidas acontece por volta de 9 de outubro, todo ano. Em 2026, a Lua no pico está na fase lua nova (0% iluminada), com interferência baixa.

Dá para ver as Dracônidas do Brasil?

Radiante bem ao norte (declinação +56) e circumpolar só acima de 45 graus de latitude norte. No Brasil o radiante fica muito baixo, e a chuva é praticamente inobservável por aqui. Os meteoros são os mais lentos entre as chuvas principais.

Quantos meteoros por hora vou ver nas Dracônidas?

O ZHR de referência é 5 (variável) por hora, mas essa é a taxa teórica em céu perfeito: com o radiante no zênite, céu escuro sem Lua e sem nuvens. Na prática, o número observado costuma ser bem menor, dependendo da altura do radiante, da Lua e da poluição luminosa. Não há contagem garantida.

Preciso de telescópio para ver as Dracônidas?

Não. Meteoros são vistos melhor a olho nu, que abrange um campo amplo do céu. Telescópio e binóculo atrapalham. Basta um céu escuro, longe das luzes da cidade, e paciência.

De onde vêm as Dracônidas?

As Dracônidas são causadas por partículas deixadas por Cometa 21P/Giacobini-Zinner. Quando a Terra cruza essa trilha de poeira, os grãos entram na atmosfera em alta velocidade e queimam, formando os riscos de luz que chamamos de meteoros.

← Ver o calendário completo de chuvas de meteoros

Fontes

Radiante, velocidade, período, data de pico e ZHR de referência: International Meteor Organization (IMO), Meteor Shower Calendar 2026. Visibilidade a partir do Brasil cruzada com o Observatório Nacional (projeto Exoss). A fase da Lua no pico e a altura do radiante são calculadas pelo próprio O Calendário. A taxa observada depende das condições locais e não é garantida.