Quando é o Tratado de Petrópolis em 2026?

Em 2026, o Tratado de Petrópolis é no dia 17/11/2026 (Terça-feira). A data é fixa, sempre em 17 de novembro, e é feriado estadual em todo o Acre pela Lei Estadual nº 57/1965, citada no calendário oficial de feriados do Acre. O marco que a data lembra é a assinatura do tratado, em 17 de novembro de 1903.

Quantos dias faltam para o Tratado de Petrópolis?

Faltam 32 dias para o Tratado de Petrópolis, em 17/11/2026 (Terça-feira).

O Tratado de Petrópolis, 17 de novembro, é feriado no Acre?

Sim, é feriado estadual em todo o Acre, não ponto facultativo.

O dia 17 de novembro suspende o atendimento de bancos, repartições públicas estaduais e escolas da rede estadual nos 22 municípios acreanos. A base legal é a Lei Estadual nº 57/1965, segundo os calendários oficiais do Governo do Acre.

Por ser feriado pleno, a regra vale também para o setor privado, e quem é escalado para trabalhar tem direito a remuneração em dobro ou folga compensatória, conforme a legislação trabalhista aplicada pelo TRT da 14ª Região.

Onde o 17 de novembro é feriado?

Atenção: o alcance é estadual, não nacional

O Tratado de Petrópolis vale apenas no Acre. Fora do estado, o dia 17 de novembro costuma ser dia útil normal, salvo regra local específica de outros estados.

LocalEfeito em 2026
Rio BrancoFeriado estadual pleno; bancos e repartições fecham
Cruzeiro do SulFeriado estadual; mesma regra da capital
XapuriFeriado estadual em todo o território acreano
Sena MadureiraFeriado estadual em todo o território acreano
Outros estados do BrasilSem efeito; dia útil normal

O que abre e o que fecha no Acre no Tratado de Petrópolis?

Costuma funcionar

  • Hospitais, UPAs, prontos-socorros e Samu (atendimento 24h)
  • Farmácias de plantão em Rio Branco e interior
  • Postos de combustível (maioria opera normalmente)
  • Aplicativos de transporte (Uber, 99) e delivery (iFood)
  • Pix, internet banking e caixas de autoatendimento (sem interrupção)

Costuma fechar

  • Agências bancárias presenciais em todo o Acre
  • Repartições públicas estaduais (Sefaz, Detran, secretarias, Tribunal de Justiça do Acre)
  • Repartições públicas municipais de Rio Branco e demais municípios
  • Escolas estaduais e municipais
  • Correios (agências presenciais)
  • Cartório de Registro Civil e serviços de protocolo jurídico

Como o 17 de novembro é tratado como feriado estadual no Acre, as agências bancárias presenciais costumam fechar em todo o estado. Vencimentos bancários e boletos que caem nessa data normalmente são prorrogados para o próximo dia útil. Pix e canais digitais continuam disponibilizando as operações normalmente.

Emenda possível em 2026?

Em 2026, dá para emendar, porque o Tratado de Petrópolis cai numa terça-feira, então uma folga na segunda (a ponte) junta quatro dias seguidos com o fim de semana.

Os feriados prolongados e as emendas de 2026 estão no calendário de 2026, e o mês inteiro, no calendário de novembro de 2026.

A Lei Estadual nº 2.126/2009 permite que o calendário oficial do Acre transfira a comemoração de feriado estadual que cai no meio da semana para um dia próximo, em geral a sexta-feira; o decreto anual do Governo do Acre diz em que dia a folga acontece. Vale acompanhar esse decreto e o da sua prefeitura, e lembrar que a data fica próxima do 20 de novembro (Consciência Negra), o que reforça o planejamento de pontes no fim do ano.

Como o 17 de novembro é feriado estadual obrigatório, qualquer empresa que escale funcionários nessa data deve remunerar o período em dobro ou conceder folga compensatória, independentemente de emenda.

História e significado do Tratado de Petrópolis

O Tratado de Petrópolis, assinado em 17 de novembro de 1903 na cidade de Petrópolis (RJ), é o acordo diplomático mais importante da história acreana. O documento foi negociado entre o Brasil e a Bolívia e estabeleceu definitivamente que o território do Acre pertenceria ao Brasil, encerrando uma disputa que havia gerado conflito armado nos anos anteriores.

Vapores ancorados no porto de Xapuri, no Rio Acre, no auge do ciclo da borracha que tornou o território acreano disputado por Brasil e Bolívia
Vapores no porto de Xapuri, Rio Acre, por volta de 1913. O comércio fluvial da borracha movia a economia que fez do Acre um território cobiçado. Coleção Oswaldo Cruz, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.

A negociação foi conduzida pelo diplomata brasileiro José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão do Rio Branco, figura que daria nome à capital acreana. Para chegar ao acordo, o Brasil comprometeu-se a pagar à Bolívia uma indenização de 2 milhões de libras esterlinas, valor equivalente a uma fortuna na época, além de ceder uma faixa de território no Mato Grosso. Em contrapartida, a Bolívia abriu mão de todas as pretensões sobre o território acreano.

Na memória acreana, o Tratado de Petrópolis é o desfecho diplomático de um processo que havia começado com a Revolução Acreana de 1902. A revolta armada liderada por Plácido de Castro havia criado um fato consumado no campo; o tratado legalizou esse fato no plano internacional. Por isso, o 17 de novembro tem peso duplo no Acre: é o registro histórico da formação do estado e, ao mesmo tempo, um feriado com impacto prático na rotina, por marcar o momento jurídico em que o território passou a ser, de forma incontestável, parte do Brasil.

O texto do tratado foi promulgado no Brasil pelo Decreto nº 5.161, de 10 de março de 1904. Além do pagamento de 2 milhões de libras esterlinas, o documento previa que o Brasil construiria uma estrada de ferro do porto de Santo Antônio, no rio Madeira, até Guajará-Mirim, no rio Mamoré, compromisso que daria origem mais tarde à ferrovia Madeira-Mamoré. Pelo Brasil, assinaram o Barão do Rio Branco e J. F. de Assis Brasil; pela Bolívia, Fernando E. Guachalla e Cláudio Pinilla.

Logo após o acordo, a União organizou a administração da nova área. O Decreto nº 5.188, de 7 de abril de 1904, criou o Território Federal do Acre e o dividiu em três departamentos, Alto Acre, Alto Purus e Alto Juruá. O território ficou sob administração federal por quase seis décadas, até a Lei nº 4.070, de 15 de junho de 1962, que o elevou à condição de estado. É por isso que o Acre carrega duas datas-marco no calendário, o 17 de novembro, ligado ao tratado, e o 15 de junho, ligado à criação do estado.

Linha do tempo: da disputa ao tratado

1867Tratado de Ayacucho: Brasil e Bolívia estabelecem fronteiras que deixam o Acre sob soberania boliviana.
1899Bolívia tenta instalar posto alfandegário no Acre; seringueiros nordestinos se rebelam.
1902Plácido de Castro inicia a campanha armada a partir de Xapuri, em agosto; a Revolução Acreana entra em curso.
1903Em janeiro, a queda de Puerto Alonso deixa o Acre sob controle acreano-brasileiro de fato; em março, o Brasil ocupa o território enquanto as negociações avançam em Petrópolis.
1903Em 17 de novembro, é assinado o Tratado de Petrópolis: o Brasil paga 2 milhões de libras esterlinas à Bolívia e incorpora o Acre.
1904Criação formal do Território Federal do Acre, administrado pela União até 1962.

Como é comemorado o Tratado de Petrópolis

Por ser feriado, a data suspende o expediente público em todo o Acre, e a lembrança do tratado aparece em atos cívicos e homenagens a figuras da história acreana, como o Barão do Rio Branco e Plácido de Castro.

Curiosidades sobre o Tratado de Petrópolis

O Barão do Rio Branco assumiu o Ministério das Relações Exteriores em dezembro de 1902 e conduziu a negociação com a Bolívia ao longo de 1903, com J. F. de Assis Brasil ao lado dele na assinatura.

Além da indenização de 2 milhões de libras esterlinas, o Brasil assumiu a construção da ferrovia entre Santo Antônio, no rio Madeira, e Guajará-Mirim, no rio Mamoré. Em troca, recebeu um território rico em seringais, num tempo em que a borracha era um dos principais produtos de exportação do país.

Próximas datas do Tratado de Petrópolis

AnoDataDia da semana
202617 de novembroTerça-feira
202717 de novembroQuarta-feira
202817 de novembroSexta-feira
202917 de novembroSábado
203017 de novembroDomingo
203117 de novembroSegunda-feira