Chuvas de meteoros 2026: calendário e quando ver

A próxima chuva de meteoros é a das Orionídeas, com pico por volta da noite de 21 para 22 de outubro, com Crescente Gibosa. Veja o calendário do ano e o que dá para ver do Brasil.

Crescente Gibosa
na madrugada do pico

Chuva de meteoros: a próxima Horário de Brasília

Orionídeas

Pico por volta da noite de 21 para 22 de outubro

Faltam 1 dia para a noite do pico

Taxa ideal no pico (ZHR)
20
meteoros por hora, radiante no alto e céu perfeito
Altura máxima do radiante
Manaus71°
São Paulo51°
Porto Alegre44°
Em Órion · alto no céu em São Paulo
Período de atividade
2 out a 7 nov
Meteoros a 66 km/s · poeira do cometa Halley

Taxa ideal no pico (ZHR): 20 por hora, com o radiante no alto e céu perfeito. Velocidade dos meteoros: 66 km/s.

Calendário das chuvas de meteoros de 2026

As 14 principais chuvas anuais de 2026, na ordem do pico. A data é aproximada: o máximo de cada chuva acontece quando a Terra passa por um ponto fixo da órbita, e o site calcula o dia e a hora desse ponto para cada ano. A Lua é a da madrugada da noite do pico, às 3h de Brasília. Toque numa linha para ver o período de atividade, a velocidade e a altura do radiante no Norte e no Sul.

ChuvaPico, por volta da noite deTaxa ideal (ZHR)Lua na madrugadaNo céu de São Paulo
Quadrântidasradiante em Boieiro 3 para 4 de janeiro 80 por hora 99% baixo no horizonte
Alfa-Centaurídeasradiante em Centauro 7 para 8 de fevereiro 6 por hora 62% alto no céu
Líridasradiante em Lira 22 para 23 de abril 18 por hora 41% meia altura
Eta-Aquáridasradiante em Aquário 5 para 6 de maio 50 por hora 82% alto no céu
Alfa-Capricornídeasradiante em Capricórnio 30 para 31 de julho 5 por hora 97% alto no céu
Delta-Aquáridas do Sulradiante em Aquário 30 para 31 de julho 25 por hora 97% alto no céu
Perseidasradiante em Perseu 12 para 13 de agosto 110 por hora 0% baixo no horizonte
Dracônidasradiante em Dragão 8 para 9 de outubro variável, perto de 5 por hora 2% baixo no horizonte
Orionídeasradiante em Órion 21 para 22 de outubro 20 por hora 83% alto no céu
Táuridas do Sulradiante em Touro 5 para 6 de novembro 7 por hora 9% alto no céu
Táuridas do Norteradiante em Touro 12 para 13 de novembro 5 por hora 14% meia altura
Leônidasradiante em Leão 17 para 18 de novembro 15 por hora 58% meia altura
Geminídeasradiante em Gêmeos 13 para 14 de dezembro 150 por hora 23% meia altura
Úrsidasradiante em Ursa Menor 22 para 23 de dezembro 10 por hora 99% não aparece

Horário de Brasília. Lista e números da tabela de chuvas visuais da Organização Internacional de Meteoros (IMO). A taxa ideal é a de um observador com o radiante no zênite e céu perfeito; do Brasil a taxa vista é menor.

As chuvas de 2026 mês a mês

Cada dia de pico aparece em azul escuro na grade, com a sigla da chuva. Abaixo de cada mês, a lista diz a noite do pico; as chuvas cujo radiante fica baixo ou não aparece no céu de São Paulo vêm em cinza.

Janeiro20261 pico
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segS
terT
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sexS
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QUA
  • 3/4: Quadrântidas, Lua Cheia
  • Dia de pico, com a sigla
  • Chuva ativa
Fevereiro20261 pico
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quiQ
sexS
sabS
ACE
  • 7/8: Alfa-Centaurídeas, Minguante Gibosa
  • Dia de pico, com a sigla
  • Chuva ativa
Março2026
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sabS
  • Sem pico de chuva principal
  • Dia de pico, com a sigla
  • Chuva ativa
Abril20261 pico
domD
segS
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sabS
LYR
  • 22/23: Líridas, Lua Crescente
  • Dia de pico, com a sigla
  • Chuva ativa
Maio20261 pico
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sexS
sabS
ETA
  • 5/6: Eta-Aquáridas, Minguante Gibosa
  • Dia de pico, com a sigla
  • Chuva ativa
Junho2026
domD
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terT
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quiQ
sexS
sabS
  • Sem pico de chuva principal
  • Dia de pico, com a sigla
  • Chuva ativa
Julho20262 picos
domD
segS
terT
quaQ
quiQ
sexS
sabS
CAP +1
  • 30/31: Alfa-Capricornídeas, Lua Cheia
  • 30/31: Delta-Aquáridas do Sul, Lua Cheia
  • Dia de pico, com a sigla
  • Chuva ativa
Agosto20261 pico
domD
segS
terT
quaQ
quiQ
sexS
sabS
PER
  • 12/13: Perseidas, Lua Nova
  • Dia de pico, com a sigla
  • Chuva ativa
Setembro2026
domD
segS
terT
quaQ
quiQ
sexS
sabS
  • Sem pico de chuva principal
  • Dia de pico, com a sigla
  • Chuva ativa
Outubro20262 picos
domD
segS
terT
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quiQ
sexS
sabS
DRA
ORI
  • 8/9: Dracônidas, Lua Nova
  • 21/22: Orionídeas, Crescente Gibosa
  • Dia de pico, com a sigla
  • Chuva ativa
Novembro20263 picos
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sabS
STA
NTA
LEO
  • 5/6: Táuridas do Sul, Lua Minguante
  • 12/13: Táuridas do Norte, Lua Crescente
  • 17/18: Leônidas, Crescente Gibosa
  • Dia de pico, com a sigla
  • Chuva ativa
Dezembro20262 picos
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GEM
URS
  • 13/14: Geminídeas, Lua Crescente
  • 22/23: Úrsidas, Lua Cheia
  • Dia de pico, com a sigla
  • Chuva ativa
  • Dia de pico, com a sigla da chuva
  • Chuva ativa, uma barra por chuva
  • Fim de semana
  • Hoje

A barra separa a noite em que o pico começa e a madrugada seguinte (por exemplo, 13/14 é a noite de 13 para 14).

Quais chuvas de meteoros dá para ver do Brasil

Quase todas, mas não com a mesma força. O que decide é a altura do radiante, o ponto do céu de onde os meteoros parecem sair. Quanto mais perto do alto da cabeça ele fica, mais meteoros aparecem; quando ele fica baixo, perto do horizonte, boa parte dos rastros acontece abaixo da linha de visão. O Brasil está quase todo no hemisfério sul, e por isso as chuvas com radiante no céu do sul rendem mais aqui do que na Europa e nos Estados Unidos.

As melhores do ano para quem observa daqui são as Eta-Aquáridas, em maio, e as Delta-Aquáridas do Sul, no fim de julho. A Sociedade Americana de Meteoros diz que as Eta-Aquáridas são fortes nos trópicos do sul e que as Delta-Aquáridas do Sul são mais bem vistas também dos trópicos do sul. As Alfa-Capricornídeas, no mesmo fim de julho, aparecem igualmente bem dos dois lados do equador, poucas por hora, mas com muitos meteoros brilhantes.

As Geminídeas, de dezembro, são a maior chuva do ano e também aparecem do Brasil, com taxa menor e melhor perto do meio da noite, segundo a mesma sociedade. Já as Perseidas, de agosto, famosas no hemisfério norte, ficam baixas: a Organização Internacional de Meteoros diz que elas não podem ser bem observadas da maior parte do hemisfério sul. As Úrsidas, de dezembro, têm o radiante tão ao norte que ele não chega a passar do horizonte nos trópicos do sul.

No Norte e no Sul do país

A diferença de latitude dentro do Brasil muda bastante a conta. Em Manaus, perto do equador, o radiante das Perseidas sobe a cerca de 29 graus; em Porto Alegre, mal passa do horizonte, com cerca de 2 graus. Com as chuvas do sul acontece o contrário: o radiante das Alfa-Centaurídeas, em fevereiro, fica a 62 graus em Porto Alegre e a 35 graus em Manaus.

A janela de cada chuva na tabela acima mostra a altura máxima do radiante nas três cidades de referência, Manaus, São Paulo e Porto Alegre. É a altura no momento em que ele passa pelo ponto mais alto do céu naquela noite, que nem sempre coincide com a hora mais escura. Para o Nordeste, a conta fica perto da de Manaus; para o Centro-Oeste, perto da de São Paulo.

O que é uma chuva de meteoros

Chuva de meteoros é o aumento de meteoros num período do ano, todos parecendo sair do mesmo ponto do céu. Ela acontece quando a Terra atravessa a trilha de poeira deixada por um cometa ou, mais raramente, por um asteroide. Cada grão entra na atmosfera em alta velocidade, esquenta e brilha por menos de um segundo: é o risco de luz que o povo chama de estrela cadente.

A NASA separa três nomes. Meteoroide é a pedra ou o grão que ainda está no espaço; meteoro é o brilho que ele faz ao queimar na atmosfera; meteorito é o pedaço que sobrevive e chega ao chão, algo entre o tamanho de uma pedrinha e o de um punho. Bólido, ou bola de fogo, é o meteoro mais brilhante que o planeta Vênus.

A Terra passa pela mesma trilha sempre no mesmo ponto da órbita, e por isso cada chuva volta todo ano mais ou menos na mesma data. A Organização Internacional de Meteoros marca esse ponto pela longitude solar, uma medida da posição da Terra na órbita que não depende das voltas do calendário. É com ela que o site calcula o dia e a hora do pico de cada ano.

Por que os meteoros parecem sair de um ponto

Os grãos de uma mesma trilha viajam em órbitas quase paralelas. Vistos do chão, por efeito de perspectiva, os rastros parecem nascer de um ponto só, do mesmo jeito que os trilhos de uma ferrovia parecem se encontrar no horizonte. Esse ponto é o radiante.

A chuva leva o nome da constelação onde fica o radiante: Perseidas, de Perseu; Geminídeas, de Gêmeos; Leônidas, de Leão. Quando duas chuvas têm o radiante na mesma constelação, o nome usa a estrela mais próxima, como nas Eta-Aquáridas e nas Delta-Aquáridas, as duas em Aquário. O radiante não precisa estar no campo de visão: os meteoros cruzam o céu inteiro, e os mais longos aparecem longe dele.

De onde vem a poeira de cada chuva

A maior parte das chuvas vem de cometas. Quando um cometa se aproxima do Sol, o gelo vira gás e solta poeira, que fica espalhada pela órbita dele. O cometa Halley alimenta duas chuvas por ano, as Eta-Aquáridas em maio e as Orionídeas em outubro; as Perseidas vêm do cometa 109P/Swift-Tuttle, e as Leônidas, do 55P/Tempel-Tuttle.

Há exceções. As Geminídeas vêm do asteroide 3200 Faetonte, o primeiro asteroide ligado a uma chuva de meteoros, e as Quadrântidas, do asteroide 2003 EH1. As duas chuvas das Táuridas, a do Sul e a do Norte, vêm do cometa 2P/Encke e se sobrepõem entre outubro e novembro, com meteoros lentos e muitas vezes brilhantes.

Como ver uma chuva de meteoros

Não precisa de equipamento. Basta um lugar escuro, longe da iluminação da cidade, com o céu aberto em boa parte do horizonte. Deite numa cadeira reclinável ou numa canga, olhe para a parte mais escura e mais alta do céu e espere: os olhos levam alguns minutos para se acostumar ao escuro, e cada olhada no celular desfaz parte disso.

Telescópio e binóculo atrapalham, porque mostram um pedaço pequeno do céu e o meteoro pode surgir em qualquer direção. Para fotografar, a câmera fica num tripé, com a lente mais aberta que houver e exposições longas seguidas; o celular com modo noturno pega os meteoros mais brilhantes.

Leve agasalho mesmo no verão. Nas madrugadas do campo a temperatura cai, e uma observação boa dura pelo menos uma hora: a chuva vem em ondas, com minutos sem nada e depois dois ou três meteoros seguidos. A noite do pico é a melhor, mas as noites vizinhas também rendem, porque a maioria das chuvas fica ativa por semanas.

Que horas ver os meteoros

Na maioria das chuvas, a madrugada. Depois da meia-noite o lado da Terra em que você está fica de frente para o sentido em que o planeta avança na órbita, e os grãos batem de frente, como a chuva no para-brisa de um carro andando. Além disso, o radiante de muitas chuvas só ganha altura nas horas seguintes.

Há exceções: as Geminídeas têm o radiante alto já perto da meia-noite, e por isso aparecem bem no meio da noite. A janela de cada chuva, na tabela, mostra o dia e a hora aproximada do pico em Brasília; o pico, porém, é largo, e quem perde a hora exata vê quase a mesma coisa na madrugada da mesma noite.

A Lua atrapalha?

Atrapalha, e muito. A Lua Cheia clareia o céu e apaga os meteoros mais fracos, que são a maioria. Por isso a tabela traz a iluminação da Lua na madrugada do pico, calculada pelo mesmo motor do calendário lunar de 2026.

Com a Lua abaixo de uns 30% iluminada, ou já posta na hora da observação, o céu fica escuro o bastante. Com a Lua perto de cheia, vale virar de costas para ela e procurar a parte do céu mais escura. A fase de cada noite está em Lua hoje, e as noites de Lua Nova, as mais escuras do mês, em Lua Nova.

O que significa a taxa por hora (ZHR)

ZHR é a sigla em inglês para taxa horária zenital. A Organização Internacional de Meteoros a define como o número máximo de meteoros por hora que um observador ideal veria com céu perfeitamente limpo e escuro e com o radiante bem no alto da cabeça. Serve para comparar as chuvas entre si; no quintal, o número visto costuma ser bem menor.

Na prática, o número visto é bem menor. Com o radiante a meia altura, a 30 graus do horizonte, a taxa cai para cerca de metade; a luz da cidade e a Lua cortam mais um bom pedaço. Uma chuva de ZHR 150, como as Geminídeas, pode render algumas dezenas de meteoros por hora num sítio escuro e só um punhado numa capital.

A mesma tabela traz a velocidade dos meteoros, que vai de cerca de 11 km/s, muito lentos, a 72 km/s, muito rápidos. As Leônidas, a 71 km/s, e as Orionídeas, a 66 km/s, deixam rastros curtos e rápidos; as Alfa-Capricornídeas, a 23 km/s, são lentas e costumam ter meteoros brilhantes.

Algumas chuvas têm taxa variável. As Dracônidas, de outubro, passam a maior parte dos anos quase sem atividade e já tiveram explosões; as Leônidas têm tempestades em intervalos de cerca de 33 anos, que é o período do cometa que as alimenta.

As principais chuvas do ano

Eta-Aquáridas (maio)

Ativas de 19 de abril a 28 de maio, com pico por volta de 6 de maio. Vêm do cometa Halley e têm meteoros muito rápidos, a 66 km/s, com taxa ideal perto de 50 por hora. O radiante, em Aquário, nasce de madrugada, e é nas últimas horas antes do amanhecer que a chuva aparece melhor. Para o Brasil, é uma das melhores do ano.

Delta-Aquáridas do Sul e Alfa-Capricornídeas (julho)

As duas têm pico por volta de 30 e 31 de julho, no inverno, quando o céu costuma estar mais seco em boa parte do país. As Delta-Aquáridas do Sul somam cerca de 25 por hora em condição ideal e estão entre as chuvas anuais mais ativas do hemisfério sul; as Alfa-Capricornídeas raramente passam de 5 por hora, mas têm meteoros lentos e bolas de fogo.

Perseidas (agosto)

Ativas de 17 de julho a 24 de agosto, com pico por volta de 12 e 13 de agosto e taxa ideal acima de 100 por hora no hemisfério norte. Do Brasil o radiante fica baixo no céu do norte, e a taxa vista cai muito, sobretudo no Sul. No Norte e no Nordeste ainda vale tentar nas horas antes do amanhecer.

Orionídeas (outubro)

A segunda chuva do cometa Halley, ativa de 2 de outubro a 7 de novembro, com pico por volta de 21 e 22 de outubro e cerca de 20 por hora em condição ideal. O radiante, perto da constelação de Órion, sobe bem no céu do Brasil na madrugada, e a chuva aparece dos dois hemisférios.

Leônidas (novembro)

Ativas de 6 a 30 de novembro, com pico por volta de 17 e 18 de novembro e taxa ideal perto de 15 por hora. São os meteoros mais rápidos da lista, a 71 km/s. Em 12 de novembro de 1833 a chuva virou tempestade, com mais de 200 mil meteoros estimados em cerca de nove horas, numa noite que ficou conhecida como a noite em que as estrelas caíram.

Geminídeas (dezembro)

A maior chuva do ano, ativa de 4 a 20 de dezembro, com pico por volta de 13 e 14 de dezembro e taxa ideal perto de 150 por hora. Os meteoros são de velocidade média, a 35 km/s, e o radiante, em Gêmeos, fica a meia altura no céu de São Paulo perto da meia-noite. Do Brasil a taxa é menor que no norte, mas segue entre as melhores noites do ano.

Outras datas do céu

O ano seguinte já está calculado em chuvas de meteoros 2027. As fases de cada noite estão no calendário lunar de 2026 e a Lua deste momento em Lua hoje. Os eclipses que dá para ver do Brasil estão em próximo eclipse, e o começo de cada estação, em estações do ano.

Perguntas frequentes

Quando é a próxima chuva de meteoros?

A próxima é a das Orionídeas, com pico por volta da noite de 21 para 22 de outubro. Nessa madrugada a Lua estará 83% iluminada, e o radiante, na constelação de Órion, fica alto no céu para quem está em São Paulo.

Qual é a maior chuva de meteoros do ano?

Pela taxa ideal por hora, a das Geminídeas, com ZHR perto de 150 e pico por volta da noite de 13 para 14 de dezembro em 2026. Do Brasil a taxa vista é menor, porque o radiante não sobe tanto quanto no hemisfério norte.

Qual o melhor horário para ver uma chuva de meteoros?

Na maioria das chuvas, a madrugada, depois da meia-noite, quando o radiante está mais alto e o lado da Terra em que você está avança de frente para os grãos. Em lugar escuro, longe da luz da cidade, os olhos levam alguns minutos para se acostumar.

Precisa de telescópio para ver meteoros?

Não. Meteoro se vê a olho nu, e o campo estreito do telescópio ou do binóculo atrapalha, porque o rastro dura menos de um segundo e pode cruzar qualquer parte do céu.

Dá para ver a chuva das Perseidas no Brasil?

Pouco. O radiante fica no céu do norte, e a organização internacional de meteoros diz que a chuva não pode ser bem observada da maior parte do hemisfério sul. No Norte do país ele sobe mais e aparecem mais meteoros do que no Sul.

Fontes