- 8/9: Dracônidas, Lua Nova
- 21/22: Orionídeas, Crescente Gibosa
- Dia de pico, com a sigla
- Chuva ativa
- Lua na madrugada seguinte
A próxima chuva de meteoros é a das Orionídeas, com pico por volta da noite de 21 para 22 de outubro, com Crescente Gibosa. Veja o calendário do ano e o que dá para ver do Brasil.
Chuva de meteoros: a próxima Horário de Brasília
Orionídeas
Pico por volta da noite de 21 para 22 de outubro
Faltam 1 dia para a noite do pico
Taxa ideal no pico (ZHR): 20 por hora, com o radiante no alto e céu perfeito. Velocidade dos meteoros: 66 km/s.
As 14 principais chuvas anuais de 2026, na ordem do pico. A data é aproximada: o máximo de cada chuva acontece quando a Terra passa por um ponto fixo da órbita, e o site calcula o dia e a hora desse ponto para cada ano. A Lua é a da madrugada da noite do pico, às 3h de Brasília. Toque numa linha para ver o período de atividade, a velocidade e a altura do radiante no Norte e no Sul.
| Chuva | Pico, por volta da noite de | Taxa ideal (ZHR) | Lua na madrugada | No céu de São Paulo |
|---|---|---|---|---|
| Quadrântidasradiante em Boieiro | 3 para 4 de janeiro | 80 por hora | 99% | baixo no horizonte |
| Alfa-Centaurídeasradiante em Centauro | 7 para 8 de fevereiro | 6 por hora | 62% | alto no céu |
| Líridasradiante em Lira | 22 para 23 de abril | 18 por hora | 41% | meia altura |
| Eta-Aquáridasradiante em Aquário | 5 para 6 de maio | 50 por hora | 82% | alto no céu |
| Alfa-Capricornídeasradiante em Capricórnio | 30 para 31 de julho | 5 por hora | 97% | alto no céu |
| Delta-Aquáridas do Sulradiante em Aquário | 30 para 31 de julho | 25 por hora | 97% | alto no céu |
| Perseidasradiante em Perseu | 12 para 13 de agosto | 110 por hora | 0% | baixo no horizonte |
| Dracônidasradiante em Dragão | 8 para 9 de outubro | variável, perto de 5 por hora | 2% | baixo no horizonte |
| Orionídeasradiante em Órion | 21 para 22 de outubro | 20 por hora | 83% | alto no céu |
| Táuridas do Sulradiante em Touro | 5 para 6 de novembro | 7 por hora | 9% | alto no céu |
| Táuridas do Norteradiante em Touro | 12 para 13 de novembro | 5 por hora | 14% | meia altura |
| Leônidasradiante em Leão | 17 para 18 de novembro | 15 por hora | 58% | meia altura |
| Geminídeasradiante em Gêmeos | 13 para 14 de dezembro | 150 por hora | 23% | meia altura |
| Úrsidasradiante em Ursa Menor | 22 para 23 de dezembro | 10 por hora | 99% | não aparece |
Horário de Brasília. Lista e números da tabela de chuvas visuais da Organização Internacional de Meteoros (IMO). A taxa ideal é a de um observador com o radiante no zênite e céu perfeito; do Brasil a taxa vista é menor.
Chuvas de meteoros 2026
Quadrântidas (QUA)
| Atividade | de 28 dez a 12 jan |
|---|---|
| Pico | por volta de 03/01/2026, 18h de Brasília, noite de 3 para 4 de janeiro |
| Taxa ideal (ZHR) | 80 por hora |
| Velocidade | 41 km/s |
| Radiante | constelação de Boieiro, declinação +49° |
| Altura máxima do radiante | 38° em Manaus, 18° em São Paulo, 11° em Porto Alegre |
| Lua na madrugada do pico | 99% iluminada, minguando |
| Origem | asteroide 2003 EH1 |
Horário de Brasília. Altura zero: o radiante não nasce naquela latitude.
Chuvas de meteoros 2026
Alfa-Centaurídeas (ACE)
| Atividade | de 31 jan a 20 fev |
|---|---|
| Pico | por volta de 08/02/2026, 09h de Brasília, noite de 7 para 8 de fevereiro |
| Taxa ideal (ZHR) | 6 por hora |
| Velocidade | 58 km/s |
| Radiante | constelação de Centauro, declinação -58° |
| Altura máxima do radiante | 35° em Manaus, 56° em São Paulo, 62° em Porto Alegre |
| Lua na madrugada do pico | 62% iluminada, minguando |
Horário de Brasília. Altura zero: o radiante não nasce naquela latitude.
Chuvas de meteoros 2026
Líridas (LYR)
| Atividade | de 14 abr a 30 abr |
|---|---|
| Pico | por volta de 22/04/2026, 16h de Brasília, noite de 22 para 23 de abril |
| Taxa ideal (ZHR) | 18 por hora |
| Velocidade | 49 km/s |
| Radiante | constelação de Lira, declinação +34° |
| Altura máxima do radiante | 53° em Manaus, 33° em São Paulo, 26° em Porto Alegre |
| Lua na madrugada do pico | 41% iluminada, crescendo |
Horário de Brasília. Altura zero: o radiante não nasce naquela latitude.
Chuvas de meteoros 2026
Eta-Aquáridas (ETA)
| Atividade | de 19 abr a 28 mai |
|---|---|
| Pico | por volta de 06/05/2026, 06h de Brasília, noite de 5 para 6 de maio |
| Taxa ideal (ZHR) | 50 por hora |
| Velocidade | 66 km/s |
| Radiante | constelação de Aquário, declinação -1° |
| Altura máxima do radiante | 88° em Manaus, 68° em São Paulo, 61° em Porto Alegre |
| Lua na madrugada do pico | 82% iluminada, minguando |
| Origem | cometa Halley |
Horário de Brasília. Altura zero: o radiante não nasce naquela latitude.
Chuvas de meteoros 2026
Alfa-Capricornídeas (CAP)
| Atividade | de 3 jul a 15 ago |
|---|---|
| Pico | por volta de 31/07/2026, 10h de Brasília, noite de 30 para 31 de julho |
| Taxa ideal (ZHR) | 5 por hora |
| Velocidade | 23 km/s |
| Radiante | constelação de Capricórnio, declinação -10° |
| Altura máxima do radiante | 83° em Manaus, 77° em São Paulo, 70° em Porto Alegre |
| Lua na madrugada do pico | 97% iluminada, minguando |
Horário de Brasília. Altura zero: o radiante não nasce naquela latitude.
Chuvas de meteoros 2026
Delta-Aquáridas do Sul (SDA)
| Atividade | de 12 jul a 23 ago |
|---|---|
| Pico | por volta de 31/07/2026, 10h de Brasília, noite de 30 para 31 de julho |
| Taxa ideal (ZHR) | 25 por hora |
| Velocidade | 41 km/s |
| Radiante | constelação de Aquário, declinação -16° |
| Altura máxima do radiante | 77° em Manaus, 83° em São Paulo, 76° em Porto Alegre |
| Lua na madrugada do pico | 97% iluminada, minguando |
Horário de Brasília. Altura zero: o radiante não nasce naquela latitude.
Chuvas de meteoros 2026
Perseidas (PER)
| Atividade | de 17 jul a 24 ago |
|---|---|
| Pico | por volta de 12/08/2026, 23h de Brasília, noite de 12 para 13 de agosto |
| Taxa ideal (ZHR) | 110 por hora |
| Velocidade | 59 km/s |
| Radiante | constelação de Perseu, declinação +58° |
| Altura máxima do radiante | 29° em Manaus, 9° em São Paulo, 2° em Porto Alegre |
| Lua na madrugada do pico | 0% iluminada, crescendo |
| Origem | cometa 109P/Swift-Tuttle |
Horário de Brasília. Altura zero: o radiante não nasce naquela latitude.
Chuvas de meteoros 2026
Dracônidas (DRA)
| Atividade | de 6 out a 10 out |
|---|---|
| Pico | por volta de 08/10/2026, 22h de Brasília, noite de 8 para 9 de outubro |
| Taxa ideal (ZHR) | variável, perto de 5 por hora |
| Velocidade | 20 km/s |
| Radiante | constelação de Dragão, declinação +56° |
| Altura máxima do radiante | 31° em Manaus, 11° em São Paulo, 4° em Porto Alegre |
| Lua na madrugada do pico | 2% iluminada, minguando |
Horário de Brasília. Altura zero: o radiante não nasce naquela latitude.
Chuvas de meteoros 2026
Orionídeas (ORI)
| Atividade | de 2 out a 7 nov |
|---|---|
| Pico | por volta de 21/10/2026, 15h de Brasília, noite de 21 para 22 de outubro |
| Taxa ideal (ZHR) | 20 por hora |
| Velocidade | 66 km/s |
| Radiante | constelação de Órion, declinação +16° |
| Altura máxima do radiante | 71° em Manaus, 51° em São Paulo, 44° em Porto Alegre |
| Lua na madrugada do pico | 83% iluminada, crescendo |
| Origem | cometa Halley |
Horário de Brasília. Altura zero: o radiante não nasce naquela latitude.
Chuvas de meteoros 2026
Táuridas do Sul (STA)
| Atividade | de 20 set a 20 nov |
|---|---|
| Pico | por volta de 05/11/2026, 15h de Brasília, noite de 5 para 6 de novembro |
| Taxa ideal (ZHR) | 7 por hora |
| Velocidade | 27 km/s |
| Radiante | constelação de Touro, declinação +15° |
| Altura máxima do radiante | 72° em Manaus, 52° em São Paulo, 45° em Porto Alegre |
| Lua na madrugada do pico | 9% iluminada, minguando |
| Origem | cometa 2P/Encke |
Horário de Brasília. Altura zero: o radiante não nasce naquela latitude.
Chuvas de meteoros 2026
Táuridas do Norte (NTA)
| Atividade | de 20 out a 10 dez |
|---|---|
| Pico | por volta de 12/11/2026, 15h de Brasília, noite de 12 para 13 de novembro |
| Taxa ideal (ZHR) | 5 por hora |
| Velocidade | 29 km/s |
| Radiante | constelação de Touro, declinação +22° |
| Altura máxima do radiante | 65° em Manaus, 45° em São Paulo, 38° em Porto Alegre |
| Lua na madrugada do pico | 14% iluminada, crescendo |
| Origem | cometa 2P/Encke |
Horário de Brasília. Altura zero: o radiante não nasce naquela latitude.
Chuvas de meteoros 2026
Leônidas (LEO)
| Atividade | de 6 nov a 30 nov |
|---|---|
| Pico | por volta de 17/11/2026, 20h de Brasília, noite de 17 para 18 de novembro |
| Taxa ideal (ZHR) | 15 por hora |
| Velocidade | 71 km/s |
| Radiante | constelação de Leão, declinação +22° |
| Altura máxima do radiante | 65° em Manaus, 45° em São Paulo, 38° em Porto Alegre |
| Lua na madrugada do pico | 58% iluminada, crescendo |
| Origem | cometa 55P/Tempel-Tuttle |
Horário de Brasília. Altura zero: o radiante não nasce naquela latitude.
Chuvas de meteoros 2026
Geminídeas (GEM)
| Atividade | de 4 dez a 20 dez |
|---|---|
| Pico | por volta de 14/12/2026, 10h de Brasília, noite de 13 para 14 de dezembro |
| Taxa ideal (ZHR) | 150 por hora |
| Velocidade | 35 km/s |
| Radiante | constelação de Gêmeos, declinação +33° |
| Altura máxima do radiante | 54° em Manaus, 34° em São Paulo, 27° em Porto Alegre |
| Lua na madrugada do pico | 23% iluminada, crescendo |
| Origem | asteroide 3200 Faetonte |
Horário de Brasília. Altura zero: o radiante não nasce naquela latitude.
Chuvas de meteoros 2026
Úrsidas (URS)
| Atividade | de 17 dez a 26 dez |
|---|---|
| Pico | por volta de 22/12/2026, 19h de Brasília, noite de 22 para 23 de dezembro |
| Taxa ideal (ZHR) | 10 por hora |
| Velocidade | 33 km/s |
| Radiante | constelação de Ursa Menor, declinação +76° |
| Altura máxima do radiante | 11° em Manaus, 0° em São Paulo, 0° em Porto Alegre |
| Lua na madrugada do pico | 99% iluminada, crescendo |
Horário de Brasília. Altura zero: o radiante não nasce naquela latitude.
Cada dia de pico aparece em azul escuro na grade, com a sigla da chuva. Abaixo de cada mês, a lista diz a noite do pico; as chuvas cujo radiante fica baixo ou não aparece no céu de São Paulo vêm em cinza.
A barra separa a noite em que o pico começa e a madrugada seguinte (por exemplo, 13/14 é a noite de 13 para 14).
Quase todas, mas não com a mesma força. O que decide é a altura do radiante, o ponto do céu de onde os meteoros parecem sair. Quanto mais perto do alto da cabeça ele fica, mais meteoros aparecem; quando ele fica baixo, perto do horizonte, boa parte dos rastros acontece abaixo da linha de visão. O Brasil está quase todo no hemisfério sul, e por isso as chuvas com radiante no céu do sul rendem mais aqui do que na Europa e nos Estados Unidos.
As melhores do ano para quem observa daqui são as Eta-Aquáridas, em maio, e as Delta-Aquáridas do Sul, no fim de julho. A Sociedade Americana de Meteoros diz que as Eta-Aquáridas são fortes nos trópicos do sul e que as Delta-Aquáridas do Sul são mais bem vistas também dos trópicos do sul. As Alfa-Capricornídeas, no mesmo fim de julho, aparecem igualmente bem dos dois lados do equador, poucas por hora, mas com muitos meteoros brilhantes.
As Geminídeas, de dezembro, são a maior chuva do ano e também aparecem do Brasil, com taxa menor e melhor perto do meio da noite, segundo a mesma sociedade. Já as Perseidas, de agosto, famosas no hemisfério norte, ficam baixas: a Organização Internacional de Meteoros diz que elas não podem ser bem observadas da maior parte do hemisfério sul. As Úrsidas, de dezembro, têm o radiante tão ao norte que ele não chega a passar do horizonte nos trópicos do sul.
A diferença de latitude dentro do Brasil muda bastante a conta. Em Manaus, perto do equador, o radiante das Perseidas sobe a cerca de 29 graus; em Porto Alegre, mal passa do horizonte, com cerca de 2 graus. Com as chuvas do sul acontece o contrário: o radiante das Alfa-Centaurídeas, em fevereiro, fica a 62 graus em Porto Alegre e a 35 graus em Manaus.
A janela de cada chuva na tabela acima mostra a altura máxima do radiante nas três cidades de referência, Manaus, São Paulo e Porto Alegre. É a altura no momento em que ele passa pelo ponto mais alto do céu naquela noite, que nem sempre coincide com a hora mais escura. Para o Nordeste, a conta fica perto da de Manaus; para o Centro-Oeste, perto da de São Paulo.
Chuva de meteoros é o aumento de meteoros num período do ano, todos parecendo sair do mesmo ponto do céu. Ela acontece quando a Terra atravessa a trilha de poeira deixada por um cometa ou, mais raramente, por um asteroide. Cada grão entra na atmosfera em alta velocidade, esquenta e brilha por menos de um segundo: é o risco de luz que o povo chama de estrela cadente.
A NASA separa três nomes. Meteoroide é a pedra ou o grão que ainda está no espaço; meteoro é o brilho que ele faz ao queimar na atmosfera; meteorito é o pedaço que sobrevive e chega ao chão, algo entre o tamanho de uma pedrinha e o de um punho. Bólido, ou bola de fogo, é o meteoro mais brilhante que o planeta Vênus.
A Terra passa pela mesma trilha sempre no mesmo ponto da órbita, e por isso cada chuva volta todo ano mais ou menos na mesma data. A Organização Internacional de Meteoros marca esse ponto pela longitude solar, uma medida da posição da Terra na órbita que não depende das voltas do calendário. É com ela que o site calcula o dia e a hora do pico de cada ano.
Os grãos de uma mesma trilha viajam em órbitas quase paralelas. Vistos do chão, por efeito de perspectiva, os rastros parecem nascer de um ponto só, do mesmo jeito que os trilhos de uma ferrovia parecem se encontrar no horizonte. Esse ponto é o radiante.
A chuva leva o nome da constelação onde fica o radiante: Perseidas, de Perseu; Geminídeas, de Gêmeos; Leônidas, de Leão. Quando duas chuvas têm o radiante na mesma constelação, o nome usa a estrela mais próxima, como nas Eta-Aquáridas e nas Delta-Aquáridas, as duas em Aquário. O radiante não precisa estar no campo de visão: os meteoros cruzam o céu inteiro, e os mais longos aparecem longe dele.
A maior parte das chuvas vem de cometas. Quando um cometa se aproxima do Sol, o gelo vira gás e solta poeira, que fica espalhada pela órbita dele. O cometa Halley alimenta duas chuvas por ano, as Eta-Aquáridas em maio e as Orionídeas em outubro; as Perseidas vêm do cometa 109P/Swift-Tuttle, e as Leônidas, do 55P/Tempel-Tuttle.
Há exceções. As Geminídeas vêm do asteroide 3200 Faetonte, o primeiro asteroide ligado a uma chuva de meteoros, e as Quadrântidas, do asteroide 2003 EH1. As duas chuvas das Táuridas, a do Sul e a do Norte, vêm do cometa 2P/Encke e se sobrepõem entre outubro e novembro, com meteoros lentos e muitas vezes brilhantes.
Não precisa de equipamento. Basta um lugar escuro, longe da iluminação da cidade, com o céu aberto em boa parte do horizonte. Deite numa cadeira reclinável ou numa canga, olhe para a parte mais escura e mais alta do céu e espere: os olhos levam alguns minutos para se acostumar ao escuro, e cada olhada no celular desfaz parte disso.
Telescópio e binóculo atrapalham, porque mostram um pedaço pequeno do céu e o meteoro pode surgir em qualquer direção. Para fotografar, a câmera fica num tripé, com a lente mais aberta que houver e exposições longas seguidas; o celular com modo noturno pega os meteoros mais brilhantes.
Leve agasalho mesmo no verão. Nas madrugadas do campo a temperatura cai, e uma observação boa dura pelo menos uma hora: a chuva vem em ondas, com minutos sem nada e depois dois ou três meteoros seguidos. A noite do pico é a melhor, mas as noites vizinhas também rendem, porque a maioria das chuvas fica ativa por semanas.
Na maioria das chuvas, a madrugada. Depois da meia-noite o lado da Terra em que você está fica de frente para o sentido em que o planeta avança na órbita, e os grãos batem de frente, como a chuva no para-brisa de um carro andando. Além disso, o radiante de muitas chuvas só ganha altura nas horas seguintes.
Há exceções: as Geminídeas têm o radiante alto já perto da meia-noite, e por isso aparecem bem no meio da noite. A janela de cada chuva, na tabela, mostra o dia e a hora aproximada do pico em Brasília; o pico, porém, é largo, e quem perde a hora exata vê quase a mesma coisa na madrugada da mesma noite.
Atrapalha, e muito. A Lua Cheia clareia o céu e apaga os meteoros mais fracos, que são a maioria. Por isso a tabela traz a iluminação da Lua na madrugada do pico, calculada pelo mesmo motor do calendário lunar de 2026.
Com a Lua abaixo de uns 30% iluminada, ou já posta na hora da observação, o céu fica escuro o bastante. Com a Lua perto de cheia, vale virar de costas para ela e procurar a parte do céu mais escura. A fase de cada noite está em Lua hoje, e as noites de Lua Nova, as mais escuras do mês, em Lua Nova.
ZHR é a sigla em inglês para taxa horária zenital. A Organização Internacional de Meteoros a define como o número máximo de meteoros por hora que um observador ideal veria com céu perfeitamente limpo e escuro e com o radiante bem no alto da cabeça. Serve para comparar as chuvas entre si; no quintal, o número visto costuma ser bem menor.
Na prática, o número visto é bem menor. Com o radiante a meia altura, a 30 graus do horizonte, a taxa cai para cerca de metade; a luz da cidade e a Lua cortam mais um bom pedaço. Uma chuva de ZHR 150, como as Geminídeas, pode render algumas dezenas de meteoros por hora num sítio escuro e só um punhado numa capital.
A mesma tabela traz a velocidade dos meteoros, que vai de cerca de 11 km/s, muito lentos, a 72 km/s, muito rápidos. As Leônidas, a 71 km/s, e as Orionídeas, a 66 km/s, deixam rastros curtos e rápidos; as Alfa-Capricornídeas, a 23 km/s, são lentas e costumam ter meteoros brilhantes.
Algumas chuvas têm taxa variável. As Dracônidas, de outubro, passam a maior parte dos anos quase sem atividade e já tiveram explosões; as Leônidas têm tempestades em intervalos de cerca de 33 anos, que é o período do cometa que as alimenta.
Ativas de 19 de abril a 28 de maio, com pico por volta de 6 de maio. Vêm do cometa Halley e têm meteoros muito rápidos, a 66 km/s, com taxa ideal perto de 50 por hora. O radiante, em Aquário, nasce de madrugada, e é nas últimas horas antes do amanhecer que a chuva aparece melhor. Para o Brasil, é uma das melhores do ano.
As duas têm pico por volta de 30 e 31 de julho, no inverno, quando o céu costuma estar mais seco em boa parte do país. As Delta-Aquáridas do Sul somam cerca de 25 por hora em condição ideal e estão entre as chuvas anuais mais ativas do hemisfério sul; as Alfa-Capricornídeas raramente passam de 5 por hora, mas têm meteoros lentos e bolas de fogo.
Ativas de 17 de julho a 24 de agosto, com pico por volta de 12 e 13 de agosto e taxa ideal acima de 100 por hora no hemisfério norte. Do Brasil o radiante fica baixo no céu do norte, e a taxa vista cai muito, sobretudo no Sul. No Norte e no Nordeste ainda vale tentar nas horas antes do amanhecer.
A segunda chuva do cometa Halley, ativa de 2 de outubro a 7 de novembro, com pico por volta de 21 e 22 de outubro e cerca de 20 por hora em condição ideal. O radiante, perto da constelação de Órion, sobe bem no céu do Brasil na madrugada, e a chuva aparece dos dois hemisférios.
Ativas de 6 a 30 de novembro, com pico por volta de 17 e 18 de novembro e taxa ideal perto de 15 por hora. São os meteoros mais rápidos da lista, a 71 km/s. Em 12 de novembro de 1833 a chuva virou tempestade, com mais de 200 mil meteoros estimados em cerca de nove horas, numa noite que ficou conhecida como a noite em que as estrelas caíram.
A maior chuva do ano, ativa de 4 a 20 de dezembro, com pico por volta de 13 e 14 de dezembro e taxa ideal perto de 150 por hora. Os meteoros são de velocidade média, a 35 km/s, e o radiante, em Gêmeos, fica a meia altura no céu de São Paulo perto da meia-noite. Do Brasil a taxa é menor que no norte, mas segue entre as melhores noites do ano.
O ano seguinte já está calculado em chuvas de meteoros 2027. As fases de cada noite estão no calendário lunar de 2026 e a Lua deste momento em Lua hoje. Os eclipses que dá para ver do Brasil estão em próximo eclipse, e o começo de cada estação, em estações do ano.
A próxima é a das Orionídeas, com pico por volta da noite de 21 para 22 de outubro. Nessa madrugada a Lua estará 83% iluminada, e o radiante, na constelação de Órion, fica alto no céu para quem está em São Paulo.
Pela taxa ideal por hora, a das Geminídeas, com ZHR perto de 150 e pico por volta da noite de 13 para 14 de dezembro em 2026. Do Brasil a taxa vista é menor, porque o radiante não sobe tanto quanto no hemisfério norte.
Na maioria das chuvas, a madrugada, depois da meia-noite, quando o radiante está mais alto e o lado da Terra em que você está avança de frente para os grãos. Em lugar escuro, longe da luz da cidade, os olhos levam alguns minutos para se acostumar.
Não. Meteoro se vê a olho nu, e o campo estreito do telescópio ou do binóculo atrapalha, porque o rastro dura menos de um segundo e pode cruzar qualquer parte do céu.
Pouco. O radiante fica no céu do norte, e a organização internacional de meteoros diz que a chuva não pode ser bem observada da maior parte do hemisfério sul. No Norte do país ele sobe mais e aparecem mais meteoros do que no Sul.