A Independência da Bahia, 2 de julho, é feriado na Bahia?

Sim, em todo o estado. A Constituição da Bahia, no art. 6º, § 3º, diz que "o Dois de Julho, data magna da Bahia e da consolidação da Independência do Brasil, é feriado em todo o território do Estado", como reproduz o calendário da Prefeitura de Feira de Santana.

A Lei federal 9.093/1995 reconhece como feriado civil a data magna fixada pelo estado, e é nessa combinação que o 2 de julho se apoia. O alcance vai de Salvador ao Recôncavo, ao sertão e ao sul do estado; fora da Bahia, o dia é útil.

A folga vale para o setor privado: quem é escalado recebe em dobro ou ganha folga compensatória, e o comércio que abre segue a convenção de cada cidade.

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Quantos dias faltam para a Independência da Bahia?

Faltam 249 dias para a Independência da Bahia, em 02/07/2027 (sexta-feira).

Dá para emendar o 2 de julho em 2027?

Em 2027, não precisa emendar, porque a Independência da Bahia cai numa sexta-feira e já forma um feriadão de três dias com o fim de semana.

Os feriados prolongados e as emendas de 2027 estão no calendário de 2027, e o mês inteiro, no calendário de julho de 2027.

A ponte depende do dia da semana e do calendário de pontos facultativos do governo da Bahia e das prefeituras, publicado perto da data.

Em Salvador, o cortejo cívico define o ritmo do dia com ou sem emenda. Nos anos em que o 2 cai numa terça ou numa quinta, a segunda ou a sexta vizinha é a candidata ao ponto facultativo.

O que abre e o que fecha na Bahia em 2 de julho

Hospitais, urgências e segurança trabalham em plantão. Em Salvador, o Pelourinho, o Mercado Modelo e o Rio Vermelho têm movimento, e baianas de acarajé montam bancas no percurso das celebrações.

Na Bahia, as agências bancárias ficam fechadas no Dois de Julho, segundo o calendário da Febraban; Pix e caixas eletrônicos seguem disponíveis.

A Rede SAC e as repartições estaduais param, assim como as escolas públicas. Supermercados e shoppings costumam abrir em horário especial.

História e significado do 2 de julho

A guerra na Bahia durou de fevereiro de 1822 a julho de 1823 e foi o conflito armado mais longo da Independência, segundo o especial da Câmara dos Deputados. Em maio de 1823, havia de 12 mil a 14 mil homens do lado brasileiro contra 10 mil a 12 mil portugueses.

O Recôncavo puxou a resistência. Em 25 de junho de 1822, a Câmara de Cachoeira reconheceu a autoridade do príncipe regente Dom Pedro, e a cidade virou base de operações contra as tropas do general Madeira de Melo. Em 2 de julho de 1823, depois da rendição do brigadeiro Madeira de Melo, as tropas brasileiras entraram em Salvador.

A memória baiana guarda nomes como Maria Quitéria de Jesus, da região da atual Feira de Santana, que se disfarçou de homem para lutar no Batalhão dos Periquitos e foi condecorada com a Ordem do Cruzeiro, segundo a Biblioteca Nacional, além da abadessa Joana Angélica e de Maria Felipa de Oliveira, de Itaparica.

Cavalgada histórica em comemoração à Independência da Bahia em Salvador, registro do século XIX
Cavalgada de aniversário da Independência da Bahia em Salvador. Fotografia histórica de domínio público, via Wikimedia Commons.

Linha do tempo da guerra à data magna

1822Em fevereiro, tropas portuguesas do general Madeira de Melo chegam a Salvador e tensionam o cenário político na Bahia.
1822Em 25 de junho, Cachoeira declara apoio a Dom Pedro I e se torna o primeiro território baiano a romper com Portugal.
1822Em 7 de setembro, Dom Pedro I proclama a Independência do Brasil às margens do Ipiranga; a Bahia ainda está em guerra.
1823De 1822 a 1823, combates intensos no Recôncavo; forças populares e regulares resistem ao controle português em Salvador.
1823Em 2 de julho, tropas luso-brasileiras desembarcam e entram em Salvador; a população recebe os soldados com festa nas ruas.

Como é comemorado o 2 de julho

O ponto alto é o cortejo cívico que sai da Lapinha e segue até o Campo Grande, em Salvador, com os carros do Caboclo e da Cabocla, figuras que representam o povo brasileiro, puxados por voluntários.

O cortejo junta blocos afros, bandas civis e militares, estudantes e moradores de vários bairros, e a festa existe desde o século 19, antes de qualquer reconhecimento oficial.

Em Cachoeira, o governo da Bahia transfere simbolicamente a sede do governo estadual em 25 de junho, data em que a cidade reconheceu Dom Pedro, e as duas cidades formam o núcleo da celebração.

Próximas datas do 2 de julho

AnoDataDia da semana
20262 de julhoQuinta-feira
20272 de julhoSexta-feira
20282 de julhoDomingo
20292 de julhoSegunda-feira
20302 de julhoTerça-feira
20312 de julhoQuarta-feira