Quando é o Dia da Mentira em 2027 e qual dia da semana

O Dia da Mentira é sempre em 1º de abril. Em 2027, cai em 01/04/2027, quinta-feira.

A data é fixa: não muda com a Lua nem com a Páscoa. O que muda de um ano para outro é o dia da semana, e é isso que decide se as pegadinhas vão acontecer no trabalho, na escola ou no fim de semana em família.

Em alguns anos, o 1º de abril cai na Semana Santa ou perto dela. Quando isso acontece, a data fica a poucos dias da Sexta-feira Santa, que é feriado nacional, e da Páscoa. Os dois feriados se movem; o Dia da Mentira, não.

Para ver a semana inteira e os outros dias do mês, consulte o calendário de abril de 2027.

Quantos dias faltam para o Dia da Mentira?

Faltam 165 dias para o Dia da Mentira, em 01/04/2027 (quinta-feira).

Dia da Mentira é feriado?

Não. O 1º de abril não é feriado nacional, estadual nem ponto facultativo: é um costume popular, sem lei que o institua no Brasil.

Feriado no Brasil depende de lei. Os nacionais estão em leis federais, e estados e municípios só criam os seus dentro dos limites que a lei federal permite. Nenhuma dessas leis trata do Dia da Mentira, que existe apenas como tradição.

Por isso a data não dá folga a ninguém, não muda prazo e não altera o expediente. Quem trabalha, estuda ou tem compromisso marcado segue a rotina normal.

A única exceção prática é de calendário: se o 1º de abril cair num sábado, num domingo ou num dia de feriado móvel, a rotina daquele dia é a do fim de semana ou do feriado, e não a do Dia da Mentira.

Comércio, bancos e escolas funcionam no 1º de abril?

Costumam funcionar normalmente. O Dia da Mentira é um dia útil comum, sem efeito sobre o expediente, e cada localidade pode ter regra própria por lei municipal, decreto ou convenção coletiva.

Como a data é só simbólica, ela não costuma alterar o horário de lojas, shoppings, supermercados ou agências bancárias. A diferença do dia está no clima, não no relógio: é comum ver pegadinhas entre colegas de trabalho, anúncios de brincadeira nas redes de empresas e clientes desconfiados de qualquer promoção boa demais.

Nas escolas, o 1º de abril costuma ser dia de aula. A data aparece em sala como tema: professores aproveitam para falar de boatos, de checagem de informação e da diferença entre uma brincadeira desmentida logo depois e uma notícia falsa feita para enganar.

Para compromissos com prazo, como contas, boletos e atendimento em repartições, vale o calendário comum do dia da semana. Em caso de dúvida, confirme com o banco, a escola ou o órgão, que é quem define a regra local.

Origens prováveis

Por que 1º de abril é o Dia da Mentira? A explicação mais citada vem da França do século 16 e da troca da data do Ano-Novo.

Segundo essa versão, o ano novo era festejado em 25 de março, com a chegada da primavera europeia, e as festas duravam uma semana, até 1º de abril. Em 1564, o rei Carlos IX determinou que o ano começaria em 1º de janeiro. Quem resistiu à mudança e continuou a festejar no início de abril virou alvo de gozação: recebia presentes esquisitos e convites para festas que não existiam.

É uma explicação, não uma certeza. A brincadeira de abril aparece em vários países da Europa, e na Alemanha o costume foi registrado na Baviera em 1618. O que se sabe com segurança é que a data já era tradição antes de chegar ao Brasil.

Como a data chegou ao Brasil

Aqui, o 1º de abril começou a se espalhar por Minas Gerais. Em 1º de abril de 1828 saiu o primeiro número de A Mentira, um jornal de vida curta que anunciou a morte de Dom Pedro I, notícia desmentida no dia seguinte.

O jornal se despediu em 14 de setembro de 1849 com uma última peça: convocou os credores para um acerto de contas no 1º de abril do ano seguinte, num endereço que não existia.

Pegadinhas famosas da imprensa

Jornais, emissoras e empresas entraram na brincadeira. Algumas peças viraram clássicos:

  • Árvores de espaguete (1957): o programa Panorama, da BBC, mostrou uma falsa colheita de espaguete em árvores, e muita gente quis plantar uma.
  • A ilha de San Serriffe: o jornal britânico The Guardian publicou um suplemento sobre uma ilha inventada, cujo nome brinca com a família de letras "sans-serif".
  • Capa falsa no interior paulista (1999): o jornal Cruzeiro do Sul, de Sorocaba, deu na primeira página notícias como o dólar a R$ 0,50 e o Rio Sorocaba de águas azuis; a capa verdadeira foi para a página 2.

O que essas peças têm em comum é o desmentido: a graça está em revelar a brincadeira logo depois. É essa regra não escrita que separa a pegadinha de 1º de abril do boato comum.

Com a internet, as empresas de tecnologia viraram protagonistas. Em 2005, o Google criou uma página sobre uma bebida inventada, o Google Gulp; em 2008, o Orkut trocou temporariamente o logotipo por um com o nome Yogurt; em 2013, o Google anunciou o Google Nose, que supostamente transmitiria cheiros.

O esporte também entrou no jogo. Em 2011, o jornal britânico The Independent noticiou que Portugal teria vendido Cristiano Ronaldo à Espanha, e o Globo Esporte exibiu um vídeo sobre um título do Corinthians na Libertadores que o clube ainda não tinha conquistado.

Vagão vermelho de metrô inclinado, como se saísse do chão de uma praça entre blocos de calçamento soltos
Vagão de metrô inclinado entre blocos de calçamento soltos numa praça. Foto de Lars Andersen, domínio público, via Wikimedia Commons.

Como a data é no mundo

Como se chama a data em outros países? Cada língua tem o seu nome, e em vários deles o símbolo é um peixe.

OndeNome da dataO que quer dizer
Países de língua inglesaApril Fools' DayDia dos tolos de abril
FrançaPoisson d'avrilPeixe de abril
ItáliaPesce d'aprilePeixe de abril
Galiza (Espanha)Día dos enganosDia dos enganos
Outros nomes em portuguêsDia das petas, dia dos bobosDia das mentiras
Sul do Brasil, em hunsriqueanoAprilscherzPegadinha de abril

Na França e na Itália, o nome "peixe de abril" vem da brincadeira de prender um peixe de papel nas costas de alguém sem que a pessoa perceba.

Entre os descendentes de alemães no Sul do Brasil, a tradição inclui mandar alguém desavisado cumprir uma tarefa sem sentido ou levar um recado sem pé nem cabeça. O costume chegou com os imigrantes que se fixaram no Rio Grande do Sul a partir de 1824.