Vesta - asteroide | Astronomia

Vesta

4 Vesta é o único protoplaneta diferenciado preservado do Sistema Solar primitivo e a fonte de 6% de todos os meteoritos encontrados na Terra - um mundo com montanha tão alta quanto o Monte Olimpo em Marte.


AO VIVOVestaUTC
Distancia da Terra
2,007756 UA
300.355.995 km
Distancia do Sol
2,395844 UA
Coordenadas (AR / Dec)
25,5959°
Dec 1,7380°
Em tempo real, atualizado a cada segundo no seu navegador · motor VSOP87 / Kepler

Onde esta Vesta no Sistema Solar--
Dias0
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Vista de cima do plano da ecliptica. Escala de distancia hibrida (linear ate 1,8 UA, logaritmica depois) para caber planetas internos e externos. Posicoes reais via VSOP87 / Kepler.

Como acompanhar o asteroide Vesta ao vivo

O painel acima recalcula a posicao de Vesta a cada segundo no seu navegador: a distancia ate o Sol e ate a Terra, as coordenadas no ceu (ascensao reta e declinacao). Ele roda no mesmo tipo de motor que os observatorios usam, um solver de Kepler aplicado aos elementos orbitais osculadores do JPL, entao os numeros nao sao uma foto parada, eles continuam correndo.

Logo abaixo, o mapa do Sistema Solar visto de cima mostra exatamente onde Vesta esta agora em relacao aos planetas. Voce pode adiantar o tempo com o slider de dias, dar zoom e arrastar, comparar a distancia dele a outro corpo com um clique e apertar "Proximo evento" para saltar ate a proxima aproximacao maxima da Terra. E a forma mais direta de entender a orbita de Vesta sem nenhuma formula.

Posição agora (detalhe técnico)
Distância heliocêntrica:2.3958 AU
Distância geocêntrica:2.0078 AU (300.4 milhões de km)
Longitude eclíptica geocêntrica:24.366°
Latitude eclíptica geocêntrica:-8.275°
RA J2000 (aproximado):25.596°
Dec J2000 (aproximado):1.738°
Anomalia verdadeira:104.339°

Elementos orbitais (Keplerianos)

Semi-eixo maior (a):2.3615 AU
Excentricidade (e):0.09017
Inclinação (i):7.144°
Long. nodo ascendente (Omega):103.702°
Argumento periélio (omega):151.537°
Anomalia média na época (M0):26.810°
Época de osculação (JD):2461000.5
Período orbital:3.629 anos

Sobre Vesta

Com 525 km de diâmetro médio e cerca de 17% da massa total do cinturão de asteroides, Vesta ocupa uma categoria própria: é um protoplaneta preservado, com crosta basáltica, manto e núcleo de ferro-níquel diferenciados, que sobreviveu sem fundir-se em um planeta maior durante os primeiros 100 milhões de anos do Sistema Solar. É o segundo objeto mais massivo do cinturão principal, atrás apenas de Ceres.

A sonda Dawn da NASA orbitou Vesta de julho de 2011 a setembro de 2012, mapeando completamente sua superfície e confirmando que os meteoritos HED (Howarditas, Eucritas e Diogenitas) - abundantes em coleções terrestres - se originaram de Vesta. Duas colisões catastróficas no polo sul deixaram marcas permanentes: a cratera Rheasilvia, com 505 km de diâmetro e um pico central tão alto quanto o Monte Olimpo em Marte, é a feição dominante de Vesta e um dos maiores relatos de impacto do Sistema Solar.

Descoberta e nome

Heinrich Wilhelm Olbers descobriu Vesta em 29 de março de 1807 a partir de sua residência em Bremen, na Alemanha, usando um telescópio refrator de 5 polegadas. Foi o quarto asteroide identificado, depois de Ceres (1801), Palas (1802) e Juno (1804). Olbers, médico de profissão e astrônomo por paixão, já havia descoberto Palas em 1802 e mantinha um programa de busca sistemática de novos objetos no cinturão recém-descoberto.

O nome Vesta foi proposto pelo matemático Carl Friedrich Gauss, que calculou a órbita do novo objeto: Vesta é a deusa romana do lar e do fogo sagrado, equivalente grega de Hestia. A escolha seguia a tradição de nomear os primeiros asteroides com nomes femininos da mitologia clássica. O símbolo astronômico de Vesta é um altar com chama, referência direta à deusa. Diferentemente de Ceres, que chegou a ser classificado como planeta por quase 50 anos, Vesta foi reconhecido desde o início como asteroide - embora listado provisoriamente como "planeta" em alguns almanaces de 1807 a 1850. Em oposições muito favoráveis, Vesta pode atingir magnitude aparente 5,1, dentro do alcance da visão humana sem instrumentos em céu escuro, tornando-o o único asteroide do cinturão principal regularmente visível a olho nu.

Características físicas

Vesta não é esférico: suas dimensões são 572 x 557 x 446 km, com forma irregular causada principalmente por dois impactos catastróficos no polo sul. O maior deles formou a cratera Rheasilvia, com 505 km de diâmetro - maior que o próprio raio médio de Vesta - e 22 km de profundidade. O pico central de Rheasilvia eleva-se 22 km acima do assoalho da cratera, tornando-o um dos maiores montes do Sistema Solar em altura relativa ao terreno circundante, comparável ao Monte Olimpo em Marte (25 km). Sob Rheasilvia existe outra bacia, Veneneia, com 400 km de diâmetro, formada por um impacto anterior.

A missão Dawn confirmou que Vesta possui núcleo de ferro-níquel com cerca de 110 km de raio, manto olivínico e crosta basáltica - estrutura interna típica de planeta rochoso diferenciado, semelhante à da Terra. As análises isotópicas e mineralógicas vincularam conclusivamente os meteoritos HED a Vesta: eles contêm piroxênio e feldspato plagioclásio em proporções idênticas às detectadas remotamente na superfície vestiana. Os dois impactos gigantescos ejetaram uma quantidade enorme de material, gerando os Vestoides - família de asteroides menores com órbitas similares - e os HEDs que caíram na Terra.

Ficha técnica - 4 Vesta
ParâmetroValor
Diâmetro médio525 km
Dimensões572 × 557 × 446 km
Massa2,59 × 10²⁰ kg
Densidade média3,46 g/cm³
Gravidade superficial0,025 g
Temperatura média−60 °C (dia) / −130 °C (noite)
Período de rotação5 h 20 min
Albedo geométrico0,42
Tipo espectralV (basáltico)
Magnitude máxima5,1 (visível a olho nu)

Órbita e classe

Vesta orbita o Sol a 2,36 UA de distância média, completando uma revolução em 3,63 anos terrestres. A inclinação orbital é de 7,1 graus e a excentricidade de 0,089 - uma das mais baixas entre os grandes asteroides. Vesta pertence ao cinturão interno, entre a ressonância de Kirkwood de 4:1 (interna) e a de 3:1 (externa) com Júpiter, o que o mantém em uma região de relativa estabilidade dinâmica.

Vesta é classificado como asteroide de tipo espectral V (de Vesta), uma categoria criada especificamente para ele e os Vestoides, que apresentam espectros dominados por piroxênio basáltico, distintos de qualquer outro grupo do cinturão. A posição de Vesta no cinturão interno torna-o mais acessível a missões espaciais do que objetos do cinturão externo: a variação de velocidade (delta-v) necessária para orbitá-lo é comparável à de uma missão lunar, o que alimenta propostas de missões tripuladas a Vesta como degrau para o cinturão externo. Vesta também é a fonte mais prolífica de meteoritos conhecida: os HEDs representam cerca de 6% de todos os meteoritos encontrados na Terra, tornando-o o objeto extraterrestre mais abundantemente amostrado depois da Lua.

Como observar

Vesta é o único asteroide do cinturão principal que pode ser visto regularmente a olho nu sob condições ideais - céu escuro, sem Lua, longe de poluição luminosa e com o asteroide próximo da oposição. Nas oposições mais favoráveis (quando Vesta está perto do periélio), atinge magnitude 5,1; nas menos favoráveis, fica em torno de 6,5, ainda dentro do alcance de binóculos comuns.

Para localizá-lo, use efemérides atualizadas ou aplicativos como Stellarium ou SkySafari. Vesta se move perceptivelmente em relação às estrelas de fundo em poucos dias, o que facilita sua identificação. Um telescópio de 80 mm ou mais, sob boa estabilidade atmosférica, mostra um disco levemente elíptico; telescópios de 200 mm permitem detectar variações de brilho ao longo do período de rotação de 5 horas e 20 minutos, causadas pela diferença de albedo entre as regiões clara (cratera Rheasilvia) e escura da superfície.

  • Melhor época: oposição próxima ao periélio de Vesta (consulte efemérides do ano corrente).
  • Equipamento mínimo: binóculo 7x35 para identificação; telescópio 80 mm para disco.
  • Dica avançada: observe durante 4 a 5 horas consecutivas e registre variações de brilho - a rotação rápida (5h 20min) torna Vesta excelente para curvas de luz amadorísticas.
  • Vesta é o alvo ideal para iniciantes em busca de seu primeiro asteroide: brilha mais que qualquer outro objeto do cinturão principal em condições favoráveis.

Missões e exploração

A sonda Dawn da NASA é o único engenho espacial que visitou Vesta. Após uma viagem de quase quatro anos usando propulsão iônica de xênio, a Dawn entrou em órbita de Vesta em 16 de julho de 2011 e permaneceu por 14 meses, mapeando completamente a superfície com câmera multiespectral, espectrômetro de raios gama e nêutrons e altímetro a laser. Em 5 de setembro de 2012, a sonda deixou Vesta e acelerou em direção a Ceres.

Marcos da missão Dawn em Vesta
DataEventoDetalhe
27 set. 2007Lançamento da DawnFoguete Delta II, Kennedy Space Center
16 jul. 2011Entrada em órbita de VestaPrimeira órbita de survey a ~2 740 km
Ago.–out. 2011Órbita de alta altitude (HAMO)2 740 km - mapeamento global
Nov. 2011–mai. 2012Órbita de baixa altitude (LAMO)210 km - resolução de 20 m/pixel
Mai.–ago. 2012Segunda HAMOCobertura completa sob iluminação diferente
5 set. 2012Saída de órbita de VestaRumo a Ceres

As principais descobertas da Dawn em Vesta incluem: confirmação da vinculação geoquímica com os meteoritos HED; mapeamento completo das crateras Rheasilvia e Veneneia; identificação de sulcos equatoriais gerados pela deformação da crosta após o impacto de Rheasilvia; e evidência de que a superfície de Vesta preserva feições com até 4 bilhões de anos de idade, tornando-o uma janela única para o Sistema Solar primitivo.

Curiosidades

  • Vesta é o único asteroide visível a olho nu regularmente - qualquer pessoa com boa visão e um céu escuro pode encontrá-lo sem instrumentos ópticos em oposições favoráveis.
  • Os meteoritos HED representam cerca de 6% de todos os meteoritos encontrados na Terra. Isso significa que museus e colecionadores ao redor do mundo já possuem milhares de amostras de Vesta sem terem enviado uma única sonda.
  • A cratera Rheasilvia tem 505 km de diâmetro - maior que o raio médio de Vesta (262 km). O impacto que a formou deveria ter destruído o asteroide; modelagens indicam que o ângulo e a velocidade foram tais que o material foi ejetado sem fragmentar o núcleo.
  • A Dawn usou propulsão iônica de xênio para navegar de Vesta a Ceres - foi a primeira vez na história que uma sonda orbital transitou de um corpo celeste para outro e entrou em órbita de ambos.
  • O pico central de Rheasilvia, sem nome oficial durante anos, rivaliza com o Monte Olimpo em Marte (25 km) em altura relativa ao terreno circundante - mas é muito menos conhecido do grande público.
  • Em 2021, o Very Large Telescope do ESO produziu imagens de Vesta com resolução de 35 km por pixel - as melhores já obtidas de Terra - usando óptica adaptativa e o instrumento SPHERE.
  • Karl Ludwig Harding, que descobriu Juno em 1804, considerou Vesta "o asteroide mais belo" por sua magnitude elevada e cor levemente amarelada, decorrente da composição basáltica da superfície.
  • A rotação de 5 horas e 20 minutos faz de Vesta um dos asteroides grandes com menor período de rotação - quase duas vezes mais rápido que a Terra.

Descoberto em 1807 por Heinrich Olbers. Designação IAU: 4 Vesta. Diâmetro estimado: 525.4 km. Magnitude absoluta H: 3.25.

Mais brilhante asteroide visto da Terra. Visivel a olho nu (mag 5.1 em oposicao).

Perguntas frequentes

Onde está o asteroide Vesta agora?

O asteroide Vesta está agora a 2.40 UA do Sol e 2.01 UA da Terra (cerca de 300 milhões de km), em ascensão reta 25.6 graus e declinação 1.7 graus. Calculado ao vivo por solver de Kepler.

Qual a distância do asteroide Vesta à Terra?

Neste momento ele está a 2.008 unidades astronômicas, aproximadamente 300.4 milhões de quilômetros.

Quanto tempo o asteroide Vesta leva para orbitar o Sol?

Ele completa uma órbita ao redor do Sol a cada 3.63 anos.

Qual o tamanho do asteroide Vesta?

Seu diâmetro estimado é de cerca de 525.4 quilômetros.

Se um objeto desse tamanho atingisse a Terra (cenário hipotético didático)

Esta é uma estimativa didática da energia que essa rocha carregaria, muito acima de qualquer evento da história registrada, na faixa dos maiores impactos conhecidos.

Massa estimada2.28e+20 kg
Energia do impacto4.56e+28 J (1.09e+13 megatons de TNT)
Equivalente em bombas de Hiroshima7.23e+14
Diâmetro aproximado da cratera1,880.3 km

Modelo didático, não é previsão de risco. Os asteroides listados não estão em rota de colisão com a Terra. Assume densidade rochosa de cerca de 3000 kg/m3 e velocidade de impacto típica de 20 km/s.

Fórmulas: energia cinética E = 1/2 m v^2; escalonamento de cratera de Collins, Melosh e Marcus (2005). Referência de Hiroshima 6,3e13 J (cerca de 15 kt).

Limitação

Os elementos osculadores são da época 2461000.5 JD. A propagação Kepleriana ignora perturbações (especialmente Júpiter para asteroides do cinturão). Para precisão além de meses, consulte JPL Horizons.

Veja todos os asteroides, metodologia, precisão.