Phaethon - asteroide | Astronomia

Phaethon

Um asteroide que se comporta como cometa, mergulha mais fundo no Sol do que qualquer outro PHA conhecido e é o corpo-pai da chuva de meteoros Geminídas de dezembro. Veja onde ele está agora e a história por trás dele.


AO VIVOPhaethonUTC
Distancia da Terra
1,859690 UA
278.205.674 km
Distancia do Sol
0,972249 UA
Coordenadas (AR / Dec)
105,1459°
Dec 23,2130°
Em tempo real, atualizado a cada segundo no seu navegador · motor VSOP87 / Kepler

Onde esta Phaethon no Sistema Solar--
Dias0
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Vista de cima do plano da ecliptica. Escala de distancia hibrida (linear ate 1,8 UA, logaritmica depois) para caber planetas internos e externos. Posicoes reais via VSOP87 / Kepler.

Como acompanhar o asteroide Phaethon ao vivo

O painel acima recalcula a posicao de Phaethon a cada segundo no seu navegador: a distancia ate o Sol e ate a Terra, as coordenadas no ceu (ascensao reta e declinacao). Ele roda no mesmo tipo de motor que os observatorios usam, um solver de Kepler aplicado aos elementos orbitais osculadores do JPL, entao os numeros nao sao uma foto parada, eles continuam correndo.

Logo abaixo, o mapa do Sistema Solar visto de cima mostra exatamente onde Phaethon esta agora em relacao aos planetas. Voce pode adiantar o tempo com o slider de dias, dar zoom e arrastar, comparar a distancia dele a outro corpo com um clique e apertar "Proximo evento" para saltar ate a proxima aproximacao maxima da Terra. E a forma mais direta de entender a orbita de Phaethon sem nenhuma formula.

Posição agora (detalhe técnico)
Distância heliocêntrica:0.9722 AU
Distância geocêntrica:1.8597 AU (278.2 milhões de km)
Longitude eclíptica geocêntrica:103.895°
Latitude eclíptica geocêntrica:0.505°
RA J2000 (aproximado):105.146°
Dec J2000 (aproximado):23.213°
Anomalia verdadeira:-144.850°

Elementos orbitais (Keplerianos)

Semi-eixo maior (a):1.2714 AU
Excentricidade (e):0.88972
Inclinação (i):22.313°
Long. nodo ascendente (Omega):265.096°
Argumento periélio (omega):322.307°
Anomalia média na época (M0):163.975°
Época de osculação (JD):2461000.5
Período orbital:1.434 anos

Sobre Phaethon

O asteroide 3200 Phaethon é um dos objetos mais peculiares do Sistema Solar. Com cerca de 5,8 km de diâmetro, ele possui um periélio de apenas 0,14 UA: mais próximo do Sol do que Mercúrio e o menor periélio de qualquer asteroide conhecido de tamanho relevante. Ao se aproximar do Sol, Phaethon aquece a ponto de liberar poeira e gás, comportando-se temporariamente como um cometa ativo: por isso recebe o apelido de "cometa-rocha" (rock comet em inglês).

É esse material expulso ao longo de milhares de anos que forma as Geminídas, a chuva de meteoros mais intensa do calendário astronômico, com até 120 meteoros por hora em condições ideais. A missão japonesa DESTINY+ da JAXA está planejada para sobrevoar Phaethon em 2030, tornando-o o primeiro "cometa-rocha" a ser visitado por uma sonda espacial.

Descoberta e nome

Phaethon foi descoberto em 11 de outubro de 1983 por Simon Green e John Davies a partir de dados do satélite IRAS (Infrared Astronomical Satellite), tornando-o o primeiro asteroide descoberto por um telescópio espacial. A ligação com as Geminídas foi identificada logo após a descoberta: a órbita de Phaethon coincide com a do fluxo meteoroide das Geminídas.

O nome referencia Faéton (Phaethon em grego), o filho do deus solar Hélios que, segundo o mito, tentou conduzir a carruagem do Sol pelo céu mas perdeu o controle, queimando a Terra antes de ser fulminado por Zeus com um raio: uma alusão direta ao objeto que passa perigosamente próximo ao Sol. A ligação entre o asteroide e as Geminídas foi um choque para a astronomia da época: a maioria das chuvas de meteoros deriva de cometas, não de asteroides.

Características físicas

Phaethon tem diâmetro de cerca de 5,8 km e é classificado como asteroide tipo-B, uma subcategoria dos asteroides carbonáceos. Seu albedo geométrico é de 0,11: levemente mais alto do que o típico para carbonáceos, possivelmente refletindo alteração térmica da superfície pelo calor solar intenso. Imagens de radar revelaram uma forma levemente achatada nos polos, com uma crista equatorial, semelhante a outros asteroides de rotação rápida como Bennu e Ryugu.

Dados físicos e orbitais de 3200 Phaethon
ParâmetroValor
Diâmetro estimado~5,8 km
Tipo espectralB (carbonáceo)
Albedo geométrico0,11
Período de rotação3,6 horas
Periélio0,14 UA (menor que Mercúrio)
Afélio2,40 UA (cinturão principal)
Excentricidade orbital0,89
Temperatura máxima na superfície>750 graus Celsius
Chuva de meteoros associadaGeminídas (pico: 14 de dezembro)

Órbita e classe

Phaethon tem uma órbita extremamente excêntrica (excentricidade de 0,89) com período de 1,43 anos terrestres. Seu periélio de 0,14 UA é o menor entre os PHAs conhecidos de tamanho relevante: mais de duas vezes mais próximo do Sol do que Mercúrio. Phaethon é classificado como pertencente ao grupo Apollo de asteroides próximos da Terra (NEA) e também como PHA (Objeto Potencialmente Perigoso para a Terra).

A órbita de Phaethon cruza as de Mercúrio, Vênus e Terra. Durante a passagem periélica, a temperatura da superfície pode ultrapassar 750 graus Celsius: quente o suficiente para volatilizar sódio e outros compostos de baixo ponto de fusão. É exatamente esse processo que libera a poeira que alimenta as Geminídas. As Geminídas são incomuns por produzirem meteoros mais lentos que os das Perseidas de agosto (35 km/s vs 60 km/s), mas mais brilhantes em média.

Como observar

O próprio Phaethon é invisível a olho nu e exige telescópio de pelo menos 300 mm de abertura e céu muito escuro mesmo nas aproximações mais próximas. Porém, seu legado é plenamente observável: as Geminídas, que ocorrem anualmente entre 13 e 16 de dezembro com pico em torno de 14 de dezembro, são a chuva de meteoros mais prolífica do ano. Com taxas de até 120 meteoros por hora em condições ideais, são acessíveis a qualquer pessoa a olho nu em um local com céu escuro.

Para observar as Geminídas, o melhor é sair após a meia-noite e deitar de costas mirando o céu aberto. O radiante (ponto de origem aparente) é a constelação de Gêmeos, próximo à estrela Castor: mas os meteoros podem aparecer em qualquer direção do céu. A Lua pode interferir dependendo do ano; consultar o calendário lunar antes de planejar a observação é recomendado.

Missões e exploração

A missão DESTINY+ (Demonstration and Experiment of Space Technology for INterplanetary voYage with Phaethon fLyby and dUst Science) da JAXA está planejada para sobrevoar Phaethon. O lançamento foi reprogramado para o ano fiscal de 2028 após uma mudança do foguete Epsilon S para o H3, com o sobrevoo de Phaethon previsto para 2030. A sonda se aproximará a no mínimo 500 km da superfície do asteroide.

DESTINY+ será a primeira sonda a observar Phaethon de perto, coletando dados sobre composição, forma, mecanismo de liberação de poeira e a relação com as Geminídas. Antes do sobrevoo principal, a missão fará um ensaio sobrevoando Apophis (alvo da missão europeia RAMSES, que divide o lançamento com DESTINY+). Observações do satélite STEREO-A da NASA já confirmaram que Phaethon brilha temporariamente mais do que o esperado e libera um jato de poeira durante o periélio, confirmando sua natureza de "cometa-rocha".

Curiosidades

  • Phaethon foi o primeiro asteroide descoberto por um satélite espacial: o IRAS (Infrared Astronomical Satellite) da NASA: antes de qualquer telescópio terrestre o ter registrado, em 1983.
  • Durante o periélio, observações do STEREO-A mostraram que Phaethon brilha mais do que o esperado e libera um jato de poeira, confirmando a atividade cometária do "cometa-rocha".
  • As Geminídas são a única chuva de meteoros importante derivada de um asteroide, e não de um cometa: um fato que surpreendeu os astrônomos quando foi descoberto na década de 1980.
  • O mecanismo de liberação de poeira de Phaethon provavelmente envolve volatilização de sódio: ao se aproximar do Sol, o sódio contido na rocha evapora e carrega consigo grãos de poeira para o espaço.
  • A crista equatorial de Phaethon, revelada por imagens de radar, sugere que o asteroide pode ter sofrido deformação por força centrífuga em algum momento do passado.
  • Phaethon tem uma lua pequena não oficial chamada provisoriamente de "2005 UD" por alguns pesquisadores: um corpo de cerca de 1,5 km que pode ser um fragmento ejetado do próprio Phaethon.

Descoberto em 1983 por IRAS. Designação IAU: 3200 Phaethon. Diâmetro estimado: 5.1 km. Magnitude absoluta H: 14.38.

Corpo-pai da chuva de meteoros das Geminideas. Tipo B/F com coma vista pelo STEREO.

Perguntas frequentes

Onde está o asteroide Phaethon agora?

O asteroide Phaethon está agora a 0.97 UA do Sol e 1.86 UA da Terra (cerca de 278 milhões de km), em ascensão reta 105.1 graus e declinação 23.2 graus. Calculado ao vivo por solver de Kepler.

Qual a distância do asteroide Phaethon à Terra?

Neste momento ele está a 1.860 unidades astronômicas, aproximadamente 278.2 milhões de quilômetros.

Quanto tempo o asteroide Phaethon leva para orbitar o Sol?

Ele completa uma órbita ao redor do Sol a cada 1.43 anos.

Qual o tamanho do asteroide Phaethon?

Seu diâmetro estimado é de cerca de 5.1 quilômetros.

Se um objeto desse tamanho atingisse a Terra (cenário hipotético didático)

Esta é uma estimativa didática da energia que essa rocha carregaria, muito acima de qualquer evento da história registrada, na faixa dos maiores impactos conhecidos.

Massa estimada2.08e+14 kg
Energia do impacto4.17e+22 J (9.96e+6 megatons de TNT)
Equivalente em bombas de Hiroshima6.61e+8
Diâmetro aproximado da cratera50.6 km

Modelo didático, não é previsão de risco. Os asteroides listados não estão em rota de colisão com a Terra. Assume densidade rochosa de cerca de 3000 kg/m3 e velocidade de impacto típica de 20 km/s.

Fórmulas: energia cinética E = 1/2 m v^2; escalonamento de cratera de Collins, Melosh e Marcus (2005). Referência de Hiroshima 6,3e13 J (cerca de 15 kt).

Limitação

Os elementos osculadores são da época 2461000.5 JD. A propagação Kepleriana ignora perturbações (especialmente Júpiter para asteroides do cinturão). Para precisão além de meses, consulte JPL Horizons.

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