Quando é o Réveillon de Copacabana em 2026?

O Réveillon de Copacabana de 2026 acontece em 31/12/2026, quinta-feira, na noite de 31 de dezembro. A movimentação na praia começa no fim da tarde, a queima de fogos acontece à meia-noite e a dispersão se estende pela madrugada de 1º de janeiro.

InformaçãoDetalhe
Data31 de dezembro de 2026
LocalPraia de Copacabana, Rio de Janeiro (RJ)
Público estimado2,5 milhões de pessoas na virada de 2024 para 2025, número usado pelo Guinness segundo a Prefeitura do Rio
Queima de fogosÀ meia-noite, a partir de balsas no mar
EntradaGratuita na areia e no calçadão
Feriado?Dia útil; o feriado é 1º de janeiro

Local: Praia de Copacabana (Avenida Atlântica), Rio de Janeiro/RJ

Melhor Acesso: Metrô (Estações Siqueira Campos, Cardeal Arcoverde e Cantagalo)

Site Oficial: riotur.prefeitura.rio

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A festa na areia e no calçadão é gratuita e aberta a todos. O que custa dinheiro são as festas privadas em hotéis, quiosques e camarotes da orla, com preços definidos por cada organizador, e a hospedagem, que costuma subir bastante na semana da virada.

Palcos, artistas e horários de cada edição são definidos pela Prefeitura do Rio e divulgados em geral em dezembro, no site da Riotur. Até o anúncio oficial, qualquer lista de atrações para a próxima virada é especulação.

Véspera de Ano-Novo (31 de dezembro) é feriado?

Não. A véspera de Ano-Novo não é feriado nacional: o feriado é o dia seguinte, 1º de janeiro, Confraternização Universal.

O 1º de janeiro está no artigo 1º da Lei 662/1949, a lista de feriados nacionais. O 31 de dezembro não está. Para quem trabalha na iniciativa privada, é dia útil, e a folga na véspera do Ano-Novo depende de acordo com a empresa ou da convenção coletiva da categoria.

No serviço público federal, a véspera do Ano-Novo é ponto facultativo depois das 13 horas. Em 2026, a regra está na Portaria MGI 11.460/2025, conforme a lista publicada no portal gov.br. Estados e prefeituras publicam atos próprios, e muitos dão a tarde ou o dia inteiro.

No Rio, além da regra do expediente, o dia 31 muda por causa da própria festa: a operação especial de trânsito e transporte começa à tarde, com bloqueios em Copacabana, e quem trabalha na Zona Sul costuma sair mais cedo para fugir deles.

O que abre e fecha no 31 de dezembro e no Ano-Novo

A véspera e o dia 1º têm regras diferentes. No dia 31, quase tudo abre, mas muita coisa fecha mais cedo; no dia 1º, vale o funcionamento de feriado nacional.

Bancos

Os bancos não atendem o público no dia 31. Segundo o calendário de feriados bancários da Febraban, no último dia útil do ano não há expediente ao público, admitindo-se apenas operações entre instituições financeiras e a compensação de papéis. No dia 1º, feriado nacional, as agências também fecham. Pix e aplicativos funcionam normalmente, mas TEDs e boletos ficam para o próximo dia útil.

Comércio e shoppings

No dia 31, lojas e shoppings costumam abrir pela manhã e fechar mais cedo, no meio ou no fim da tarde, para que os funcionários passem a virada em casa. Supermercados e padarias costumam ter o movimento mais forte do ano até o começo da noite. No dia 1º, a maior parte do comércio fecha ou abre em horário reduzido, conforme a convenção dos comerciários de cada cidade; os horários de cada shopping saem nos canais dele na semana da festa.

Serviço público, transporte e saúde

Repartições públicas costumam funcionar até o início da tarde do dia 31 e fechar no dia 1º. Hospitais e serviços de urgência e emergência funcionam normalmente nos dois dias. No Rio, metrô, ônibus e trens operam com esquema especial na noite da virada, com horários divulgados pelas concessionárias perto da data.

A história do Réveillon de Copacabana

A tradição de celebrar a virada do ano na praia de Copacabana tem raízes religiosas. Nos anos 1970, praticantes do candomblé e da umbanda começaram a se reunir na areia vestidos de branco para saudar Iemanjá, entregando flores e oferendas ao mar antes da meia-noite. O costume se espalhou e passou a ser seguido por cariocas e turistas de todas as crenças.

A origem da queima de fogos tem duas versões. O Plenarinho, da Câmara dos Deputados, atribui o início ao Hotel Méridien, que soltou fogos do alto do prédio na virada de 1976. Relatos de memória do bairro creditam ao dono da churrascaria By Marius, que em 1978 reuniu comerciantes do Leme para custear os fogos.

Nos anos 1990, shows musicais entraram na programação da orla, e a festa ganhou o tamanho de megaevento. Depois do acidente da virada de 2000, a queima passou a sair de balsas no mar, formato mantido até hoje.

Multidão na areia de Copacabana assiste à queima de fogos da virada do ano no Rio de Janeiro
A virada vista da praia. Uma multidão acompanha a queima de fogos da areia de Copacabana. Foto de Cesar Vieira (CC BY-SA 4.0), via Wikimedia Commons.

Em 30 de dezembro de 2025, o Guinness World Records entregou à Prefeitura do Rio o título de maior réveillon do mundo, segundo a Prefeitura do Rio. O título levou em conta 2,5 milhões de pessoas em Copacabana na virada de 2024 para 2025.

Linha do tempo do Réveillon de Copacabana

1970sPraticantes de candomblé e umbanda iniciam celebrações na areia de Copacabana, com oferendas a Iemanjá antes da meia-noite.
1976-1978Surgem as primeiras queimas de fogos na orla, atribuídas ao Hotel Méridien (1976) e a comerciantes do Leme (1978).
1990sShows musicais entram na programação da orla, e a festa ganha proporção de megaevento.
2001Depois de um acidente na virada de 2000, a queima de fogos passa a ser feita a partir de balsas no mar.
2025Em 30 de dezembro, o Guinness World Records entrega à Prefeitura do Rio o título de maior réveillon do mundo, pelo público da virada de 2024 para 2025 em Copacabana.

Queima de fogos, shows e a tradição do branco

A queima de fogos é o ponto alto da noite. Os fogos saem de balsas posicionadas no mar, são sincronizados com trilha sonora e podem ser vistos de toda a extensão da praia, de cerca de 4 km, de bairros vizinhos e de embarcações. O número de balsas e a duração mudam a cada edição e são divulgados pela Prefeitura do Rio.

ViradaBalsasDuração prevista
2025 para 202619, distribuídas ao longo da orla12 minutos

Antes e depois dos fogos, a Prefeitura monta palcos ao longo da orla com shows que começam no fim da tarde e entram pela madrugada. A programação muda todo ano e costuma ser anunciada em dezembro; o que se repete é o formato, com fogos à meia-noite, palcos espalhados pela orla e shows de música brasileira do fim da tarde à madrugada. Além dos palcos oficiais, hotéis e casas de festa da região fazem festas privadas com programação própria.

Vestir branco na virada é uma tradição do candomblé e da umbanda. A cor representa paz e é associada a Iemanjá, orixá do mar. Antes da meia-noite, muita gente leva flores brancas e barquinhos com oferendas até a beira da água, costume que é anterior à própria queima de fogos.

Outras superstições populares também aparecem na areia, como usar roupa de determinada cor para atrair desejos: amarelo para dinheiro, vermelho para amor e verde para saúde. Pular sete ondas à meia-noite é outro costume comum no litoral.

Como chegar e como voltar de Copacabana

O transporte é o ponto mais difícil da noite. A Prefeitura e os órgãos de trânsito montam uma operação especial com bloqueios de ruas, desvios e horários de interdição, divulgados nos dias anteriores à festa.

Meio de transporteDetalhes
MetrôA opção mais confiável. Opera em horário estendido na virada. Estações próximas: Cardeal Arcoverde, Siqueira Campos, Cantagalo
ÔnibusLinhas especiais podem ser criadas. Itinerários regulares sofrem alterações
Táxi e aplicativoFuncionam até o início dos bloqueios. Depois, o trecho final é a pé. Na volta, preços sobem e a espera aumenta
Carro próprioNão recomendável. Bloqueios extensos e estacionamento impossível na região
A péInevitável em algum trecho, tanto na ida quanto na volta

No fim da tarde o acesso ainda é tranquilo; à noite, as ruas próximas à orla já estão bloqueadas e as estações de metrô ficam cheias.

A volta é a parte mais difícil
Depois da queima de fogos, a multidão tenta sair de Copacabana ao mesmo tempo. As filas no metrô se estendem por quarteirões. Táxi e aplicativo ficam mais caros e demorados. Quem mora ou está hospedado na Zona Sul tem vantagem. Quem depende de transporte longo pode esperar horas.

Uma estratégia comum é esperar a multidão diminuir antes de ir embora, aproveitando os shows que continuam depois da meia-noite, ou caminhar até uma estação mais distante da orla, onde as filas costumam ser menores.

O que levar e como se proteger na virada

A noite é longa, quente e cheia. Levar pouco e o essencial evita perda e furto e deixa mais fácil circular na areia.

  • Roupa branca. Tradição da virada. Roupas leves são essenciais pelo calor
  • Chinelo ou sandália confortável. Você vai caminhar na areia e no calçadão
  • Água. O calor e a multidão desidratam rápido. Leve garrafa reutilizável
  • Canga ou esteira. Para sentar na areia enquanto espera a meia-noite
  • Pochete ou doleira. Celular, dinheiro e documento junto ao corpo. Nada de bolsa aberta
  • Carregador portátil. A noite é longa e você vai usar o celular para fotos, contato e transporte

A operação de segurança envolve Polícia Militar, Guarda Municipal e bombeiros, com postos médicos ao longo da orla. Furtos são mais comuns nas áreas de maior concentração, por isso vale deixar em casa o que não for necessário.

Combine um ponto de encontro com o grupo antes de entrar na praia, porque o sinal de celular fica instável com a multidão. Evite entrar no mar à noite, principalmente depois de beber.

Onde mais ver os fogos no Rio

Quem não quer enfrentar a multidão de Copacabana pode ver a queima de outros pontos da cidade ou escolher uma festa privada.

AlternativaPerfil
Forte de CopacabanaVista privilegiada dos fogos, mas acesso muito disputado
Ipanema e LeblonPraias vizinhas com menos gente. Dá para ver os fogos de longe
Festas de hotelCopacabana Palace, Windsor e outros. Preço alto, sem logística de rua

As praias vizinhas têm menos gente e acesso mais simples, com a contrapartida de ver os fogos de longe. As festas de hotel resolvem o transporte, mas exigem reserva com antecedência e têm preço alto.

Ver os fogos de longe também muda a experiência: o som chega atrasado e baixo, e a vista é da queima inteira ao longo da orla, sem o aperto da areia em frente aos palcos.