O aniversário de Sumaré, em 26 de julho, é feriado?
Sim, é feriado municipal em Sumaré.
O que abre e o que fecha
| Serviço | No feriado |
|---|---|
| Bancos | As agências fecham em feriado municipal; canais digitais e autoatendimento funcionam (Febraban). |
| Repartições municipais | Fechadas, salvo os serviços essenciais. |
| Comércio | Depende da convenção coletiva local. |
Das sesmarias do Quilombo à capela de Sant'Ana
As terras de Sumaré entraram na história pelas sesmarias distribuídas em torno da freguesia de Nossa Senhora da Conceição das Campinas do Mato Grosso, depois Vila de São Carlos e futura Campinas, em meados do século XVIII. As referências mais antigas à região, então chamada de Quilombo, aparecem justamente nos documentos de doação dessas sesmarias. O nome vinha do Ribeirão Quilombo, afluente do rio Piracicaba, citado como referência geográfica num documento de 1799. O Ribeirão Jacuba, que corta a região, deságua nele.
Com a divisão das sesmarias, a região passou a ser ocupada por fazendas, com destaque para o café. Formado o povoado, foi construída em 26 de julho de 1868 uma capela dedicada a Nossa Senhora de Sant'Ana, considerada o marco da fundação. A devoção à santa, padroeira da cidade, fixou a data do aniversário.
Os moradores das primeiras décadas eram sobretudo imigrantes italianos e portugueses, que chegaram com a expansão do café em Campinas na segunda metade do século XIX. Quando a lavoura avançou para o oeste paulista, as antigas fazendas foram retalhadas em sítios, comprados por esses imigrantes para plantar ou abrir comércio. Às famílias portuguesas e italianas se juntaram alguns russos, alemães, austríacos, espanhóis e norte-americanos.
Quilombo, Rebouças, Sumaré: a ferrovia e os três nomes
O trem mudou o ritmo e o nome do lugar. Em 1875, a Companhia Paulista de Estradas de Ferro inaugurou ali uma estação batizada em homenagem ao engenheiro Antonio Pereira Rebouças Filho, que projetou boa parte da malha ferroviária paulista e paranaense, e o povoado do Quilombo passou a ser chamado de Rebouças.
A vila cresceu em volta da estação, com comércio, fábricas de sabão, tijolos e bebidas e a extração de madeira. Em 1909, a Lei Estadual 1.187 criou o distrito de Rebouças, subordinado a Campinas, num território de fazendas que abrangia as terras de Hortolândia e Nova Veneza. Em 1920, o lugar já tinha energia elétrica, iluminação pública, cartório, escola, telefone, igreja matriz e pronto-socorro, e o abastecimento de água chegou em 1934.
A vila tinha armazéns, padaria, açougue, farmácia, máquina de beneficiar arroz e café e banda de música. Na zona rural funcionavam engenhos de pinga e açúcar, serrarias, olarias e moinhos de fubá, ao lado de fazendas de café, algodão e gado. Em 1914, a igreja de Sant'Ana deixou de pertencer à paróquia de Nossa Senhora do Carmo, de Campinas, e virou paróquia própria.
- 1868Construção da capela de Nossa Senhora de Sant'Ana, em 26 de julho.
- 1875A Companhia Paulista inaugura a estação Rebouças.
- 1909A Lei Estadual 1.187 cria o distrito de Rebouças, em Campinas.
- 1944Decreto-lei estadual troca o nome do distrito para Sumaré.
- 1953A Lei Estadual 2.456, de 30 de dezembro, cria o município.
- 1955Instalação oficial do município, em 1º de janeiro.
- 1991Emancipação de Hortolândia.
- 1997Inauguração da fábrica da Honda Automóveis do Brasil.
O nome mudou de novo na década de 1940. A lei não permitia duas localidades com o mesmo nome, e já existia uma Rebouças no Paraná. Um decreto-lei estadual de 30 de novembro de 1944 adotou o nome Sumaré, de uma orquídea nativa da região, escolha que o histórico municipal atribui a um plebiscito popular.
Da emancipação à Região Metropolitana de Campinas
A separação de Campinas veio na década seguinte. A Lei Estadual 2.456, de 30 de dezembro de 1953, criou o município de Sumaré com dois distritos, a sede e Hortolândia, e a instalação ocorreu em 1º de janeiro de 1955. Em 1959, o antigo povoado de Nova Veneza virou distrito, com terras separadas de Hortolândia, e em 1964 a cidade virou sede de comarca.
A cidade conta os anos a partir da capela de 1868, embora a autonomia seja da década de 1950. Até 1950, os moradores eram em sua maioria descendentes de italianos e portugueses; depois, com a chegada das indústrias nos anos 1950, no embalo da industrialização do Sudeste, vieram migrantes de todos os estados do país, atraídos também pela oferta de terrenos a preços acessíveis.
Em 1991, a Lei Estadual 7.644 separou Hortolândia, que virou município e levou consigo bairros formados em antigas fazendas da região. Em 1997 foi inaugurada a fábrica da Honda Automóveis do Brasil, que firmou o perfil industrial da cidade na Região Metropolitana de Campinas, ao lado das rodovias que ligam a região à capital.
A fábrica foi a primeira de automóveis da Honda no país, e Sumaré virou sede da operação de automóveis da marca na América do Sul. O município é cortado pelas rodovias Anhanguera e Bandeirantes, e a estação ferroviária, aberta como Rebouças, faz parte da antiga linha-tronco da Companhia Paulista.
Quem nasce na cidade é chamado de sumareense. A festa de 26 de julho une a celebração religiosa da padroeira ao aniversário, e a flor que deu nome ao município virou símbolo dos moradores.
Como Sumaré comemora
O aniversário coincide com o dia de Nossa Senhora de Sant'Ana, padroeira, e a data costuma reunir celebrações religiosas em homenagem à santa.
A programação costuma ser divulgada pela Prefeitura de Sumaré nas semanas anteriores ao aniversário.