A data do aniversário de Paulista lembra o dia em que o município se separou de Olinda, em 4 de setembro de 1935. Nessa data, uma lei do estado de Pernambuco criou o município de Paulista, que antes era parte de Olinda.
Quando é o aniversário de Paulista e quantos anos a cidade faz?
O aniversário de Paulista é em 4 de setembro. Em 2027, Paulista completa 92 anos.
O aniversário de Paulista é em 4 de setembro porque nesse dia de 1935 uma lei estadual separou Paulista de Olinda e criou o município de Paulista. Desde 1907, Paulista era um distrito de Olinda, uma parte do território de Olinda com nome próprio. O município de Paulista começou a funcionar oito dias depois da lei, em 12 de setembro de 1935, mas o aniversário ficou no dia da lei.
A lei de 4 de setembro de 1935 foi a segunda vez que Paulista ganhou um município próprio. Em 1928, uma lei estadual já tinha criado o município de Paulista com terras de Olinda, de Igarassu e de São Lourenço da Mata. Dois decretos, um de 1930 e outro de 1931, acabaram com esse primeiro município, e Paulista voltou a ser parte de Olinda até a lei de 1935.
É feriado no aniversário de Paulista?
Sim, 4 de setembro é feriado municipal em Paulista.
O que abre e fecha no feriado em Paulista?
- Bancos: as agências costumam fechar; aplicativos, internet banking e caixas eletrônicos funcionam (Febraban).
- Repartições municipais: costumam fechar, com plantão nos serviços essenciais.
- Comércio e shoppings: o horário de feriado varia de loja para loja; vale conferir no site do shopping ou da loja.
- Transporte público: costuma operar com horário de feriado, que muda de cidade para cidade.
- Saúde e serviços essenciais: hospitais e pronto-atendimentos atendem as urgências; polícia e bombeiros trabalham em regime de plantão.
Como é comemorado o aniversário de Paulista?
A comemoração do aniversário de Paulista começa no dia 4 de setembro com o hasteamento das bandeiras de Paulista, de Pernambuco e do Brasil, feito pela prefeitura. Depois há uma missa na Paróquia de Nossa Senhora dos Prazeres, no bairro de Maranguape II, onde a prefeitura entrega a Comenda Padre João Ribeiro, a maior homenagem do município. A comenda lembra o padre João Ribeiro, um dos líderes da revolta de 1817 em Pernambuco, que morreu no engenho que deu nome à cidade. A festa do aniversário de Paulista continua na Praça João Pessoa.
Como Paulista nasceu nas terras de um engenho e cresceu com a fábrica de tecidos
As terras de Paratibe e o primeiro engenho de açúcar de Paulista (1535 a 1559)
Em 1535, Duarte Coelho, que governava a Capitania de Pernambuco, deu as terras de Paratibe ao cunhado, Jerônimo de Albuquerque. Capitania era o nome das grandes faixas de terra que o rei de Portugal entregava para alguém governar. Em 1550, Jerônimo passou as terras de Paratibe ao português Gonçalo Mendes Leitão, que se casou com a filha dele, Antônia. A mãe de Antônia era a indígena tabajara Muíra-Ubi, batizada com o nome de Maria do Espírito Santo Arcoverde.
Gonçalo construiu na margem direita do rio Paratibe um engenho de açúcar movido a água, uma capela de Santo Antônio e um sobrado para morar. Em 1559, o irmão dele, Pedro Leitão, escolhido bispo do Brasil, abençoou a capela do engenho. Assim começou a ocupação portuguesa das terras onde hoje fica Paulista.
O Engenho Paulista no fim da revolta de 1817 em Pernambuco
Em 1817, Pernambuco viveu a Revolução Pernambucana, uma revolta que queria uma república e se opunha ao governo português. Quando a revolta perdeu, a tropa dos revoltosos se reuniu no Engenho Paulista, perto de Olinda, e os líderes fugiram à noite da casa do engenho. Em 20 de maio de 1817, o padre João Ribeiro, um dos líderes da revolta e reconhecido como o criador da bandeira de Pernambuco, tirou a própria vida, e o dono do engenho o enterrou na capela do Engenho Paulista.
Depois, a cabeça do padre João Ribeiro foi levada ao pelourinho do Recife, a coluna de pedra onde se expunham os condenados. Em 29 de outubro de 2001, o crânio do padre voltou para Paulista e foi sepultado num túmulo dentro da Igreja de Santa Isabel. Por isso o padre João Ribeiro é lembrado até hoje no aniversário de Paulista, na comenda que leva o nome dele.
A fábrica de tecidos dos Lundgren e a Cidade das Chaminés (a partir de 1904)
Em 1904, o sueco Herman Theodor Lundgren comprou o controle de uma fábrica de tecidos que já funcionava em Paulista. Herman morreu no Recife em 1907, e os descendentes dele continuaram o negócio. A Companhia de Tecidos Paulista virou uma das maiores empresas do ramo e o orgulho da indústria de Pernambuco. Por causa das chaminés das fábricas, Paulista ficou conhecida como Cidade das Chaminés.
A família Lundgren também tinha uma rede de lojas, e no começo parte delas se chamava Lojas Paulista, com o nome da cidade da fábrica. Depois de 1932, essas lojas passaram a usar só o nome Casas Pernambucanas.
Os distritos de Paulista depois de 1935 e a separação de Abreu e Lima
Depois da lei de 1935, o município de Paulista ganhou distritos, que são partes do território com nome e sede próprios. Em 1938, Maricota e Praia da Conceição passaram a ser distritos de Paulista, e em 1948 Maricota mudou de nome para Abreu e Lima. Também em 1948 foi criado o distrito de Paratibe, com o nome das terras doadas em 1535, e em 1968 o distrito de Navarro, com o nome de Manoel Navarro, o comprador do engenho que deu nome à cidade.
Em 1963, leis estaduais separaram Abreu e Lima e Praia da Conceição de Paulista, mas uma decisão da Justiça devolveu os dois distritos a Paulista em 1964. Nos anos 1970, um polo de indústrias novas em Paratibe fez a economia de Paulista depender menos dos tecidos. Abreu e Lima se separou de vez de Paulista em 1982 e virou um município próprio.
- 1535Duarte Coelho dá as terras de Paratibe a Jerônimo de Albuquerque.
- 1689Manoel Navarro, nascido em São Paulo, compra o engenho que passa a ser chamado de Engenho do Paulista.
- 1817O padre João Ribeiro, líder da revolta de 1817, morre no Engenho Paulista.
- 1904Herman Lundgren compra o controle da fábrica de tecidos de Paulista.
- 1928Paulista vira município pela primeira vez, mas volta a ser parte de Olinda em 1931.
- 1935Em 4 de setembro, uma lei estadual separa Paulista de Olinda. É o dia do aniversário.
- 1982Abreu e Lima se separa de Paulista e vira município.
De onde vem o nome Paulista?
O nome Paulista vem do apelido de Manoel Alves de Moraes Navarro, um chefe militar nascido na Capitania de São Paulo. Navarro veio para Pernambuco comandando soldados na guerra contra o Quilombo dos Palmares, a comunidade formada por pessoas que fugiram da escravidão. Em 1689, ele comprou de Francisco Berenguer o engenho de Paratibe de Baixo, que tinha sido de João Fernandes Vieira, um dos líderes da luta para expulsar os holandeses de Pernambuco. Por causa da origem dele, Navarro ficou conhecido como o Paulista.
As pessoas da região passaram a dizer "vou para o Engenho do Paulista" ou "venho de Engenho Paulista". Dessa forma de falar nasceu o nome do povoado, depois o da vila e, por fim, o do município de Paulista.
O que visitar no aniversário de Paulista?
Igreja de Santa Isabel, com o túmulo do padre João Ribeiro
Na Igreja de Santa Isabel dá para visitar o túmulo com o crânio do padre João Ribeiro, o padre que dá nome à comenda entregue no aniversário de Paulista. A família Lundgren começou a obra da igreja em 1946, e ela foi inaugurada em 1950, em estilo gótico e com tijolos aparentes. A família quis homenagear a matriarca, Dona Elizabeth, e deu à igreja o nome de Santa Isabel, forma portuguesa de Elizabeth.
Forte de Pau Amarelo
No Forte de Pau Amarelo, aberto à visita, dá para conhecer o lugar que marca o desembarque dos holandeses na costa de Paulista. O rei de Portugal mandou construir o forte em 1703, e a obra durou de 1719 a 1738.
Igreja da Conceição dos Médicos e as praias de Paulista
Na praia do Janga fica a Igreja de Nossa Senhora da Conceição dos Médicos, construída em 1812 em estilo colonial, mais de cem anos antes da criação do município de Paulista. A igreja recebe visitas com pedido antecipado. O Janga faz parte dos 14 km de praias de Paulista, junto com Pau Amarelo e Maria Farinha.