A data do aniversário de Macaé lembra o dia em que o povoado virou vila, em 29 de julho de 1813, por um documento assinado pelo príncipe regente Dom João. A nova vila recebeu o nome de São João de Macaé, em homenagem ao próprio Dom João. Os moradores tinham pedido a vila para não precisar viajar até Cabo Frio ou Campos em busca da Justiça.
Quando é o aniversário de Macaé e quantos anos a cidade faz?
O aniversário de Macaé é em 29 de julho. Em 2027, Macaé completa 214 anos.
O aniversário de Macaé é em 29 de julho, o dia em que, em 1813, um documento assinado pelo príncipe regente Dom João transformou o povoado em vila. Até então, quem precisava da Justiça tinha de viajar até Cabo Frio ou até a vila de São Salvador, em Campos, a 19 e 30 léguas de distância. Os moradores pediram uma vila própria, e o documento deixou por conta deles a construção dos prédios da nova vila. A vila foi instalada em 25 de janeiro de 1814, mas a cidade conta a idade a partir de 1813.
A nova vila recebeu o nome de São João de Macaé, em homenagem ao príncipe regente. Ela funcionou de início na Capela de Santana, no alto do morro, que os herdeiros da antiga fazenda tinham cedido em 1812 para servir de igreja provisória. Em Macaé a vila veio antes da paróquia, o que era raro na época, e a capela só virou paróquia em 1815, dedicada a São João Batista. Em 1846 a vila virou cidade com o nome de Macaé.
É feriado no aniversário de Macaé?
Sim, 29 de julho é feriado municipal em Macaé.
O que abre e fecha no feriado em Macaé?
- Bancos: as agências costumam fechar; aplicativos, internet banking e caixas eletrônicos funcionam (Febraban).
- Repartições municipais: costumam fechar, com plantão nos serviços essenciais.
- Comércio e shoppings: o horário de feriado varia de loja para loja; vale conferir no site do shopping ou da loja.
- Transporte público: costuma operar com horário de feriado, que muda de cidade para cidade.
- Saúde e serviços essenciais: hospitais e pronto-atendimentos atendem as urgências; polícia e bombeiros trabalham em regime de plantão.
Como é comemorado o aniversário de Macaé?
As comemorações do dia 29 começam de manhã com o hasteamento das bandeiras em frente à prefeitura. O prefeito sobe a bandeira de Macaé, e militares sobem as bandeiras do Brasil, do estado e do Mercosul. Depois as escolas e as corporações desfilam na Avenida Elias Agostinho, em Imbetiba, com a banda Lyra dos Conspiradores. Cada desfile tem um tema escolhido para aquele ano.
Como Macaé passou de fazenda dos jesuítas a cidade do petróleo
A aldeia criada para defender a costa (século 17)
No começo do século 17, estrangeiros cortavam pau-brasil no rio Leripe, o atual Rio das Ostras. Para defender a costa, o governo mandou criar uma aldeia de cem a duzentos indígenas na margem do rio Macaé, em frente à Ilha de Santana. A aldeia foi chefiada por Amador Bueno, filho do chefe indígena Araribóia, e é desse povoado que vem a cidade de hoje.
A fazenda dos jesuítas que deu origem à vila (1630 a 1759)
Os jesuítas chegaram por volta de 1630 e montaram uma fazenda na margem do rio. No alto do morro eles ergueram a Capela de Santana, um colégio e um pequeno cemitério. A fazenda produzia açúcar, farinha de mandioca e madeira para construir navios. Em 1725 piratas franceses instalados nas ilhas de Santana saqueavam o litoral.
Em 1759 os jesuítas foram expulsos, e a fazenda passou para a coroa portuguesa. Depois disso, famílias brasileiras se estabeleceram nas terras.
O açúcar e o café que fizeram Macaé virar vila (1776 a 1836)
Em 1776 a antiga fazenda dos jesuítas foi arrematada por Gonçalo Marques de Oliveira, um caldeireiro do Rio de Janeiro. Entre 1785 e 1799 o número de moradores livres da região cresceu muitas vezes. Em 1791 doze barcos com açúcar de Macaé entraram no porto do Rio. Macaé também ficava no caminho por terra entre o Rio e Campos, e ali funcionava um posto que cobrava impostos.
Poucos anos depois de virar vila, Macaé tinha de 60 a 80 casas pequenas e baixas, quase todas cobertas de palha. O rio não tinha ponte, e os viajantes cruzavam de canoa com os cavalos nadando ao lado. O principal comércio era a madeira serrada, e em 1836 a vila mandou para o Rio 14.943 sacas de café.
O canal, o porto e o trem que ligaram Macaé a Campos (século 19 a 1910)
No século 19 foi aberto o Canal Campos-Macaé, com 109 quilômetros entre as restingas, que usava como porto a enseada de Imbetiba. Em 1875 começou a funcionar a estrada de ferro entre Macaé e Campos. A cidade cresceu num plano de três ruas paralelas, a da Praia, a Direita e a Formosa, com duas praças.
Em 1910 o governo do estado nomeou um prefeito para Macaé. Os moradores não aceitaram a escolha e impediram a posse, e a Justiça anulou a nomeação.
O petróleo que transformou a cidade (desde 1974)
Até os anos 1970 Macaé era um município rural. Em 1974 a descoberta de petróleo na Bacia de Campos mudou a cidade, e gente de várias partes chegou para trabalhar no setor. Nessa fase dois distritos antigos se separaram de Macaé, Quissamã em 1983 e Carapebus em 1995. Hoje Macaé é conhecida como a Capital Nacional do Petróleo.
- 1630Os jesuítas começam a erguer a Capela de Santana e uma fazenda na beira do rio Macaé.
- 1759Os jesuítas são expulsos do Brasil e a fazenda passa para a coroa portuguesa.
- 1813Em 29 de julho, Dom João transforma o povoado na vila de São João de Macaé.
- 1846Macaé vira cidade e fica oficialmente com o nome curto.
- 1875Começa a funcionar a estrada de ferro entre Macaé e Campos.
- 1974A descoberta de petróleo na Bacia de Campos muda a economia da cidade.
De onde vem o nome Macaé?
O nome vem do rio Macaé e tem origem indígena, mas o significado não é certo. Uma versão diz que vem de maca-ê, que quer dizer coco doce, o fruto da palmeira macabaíba. Outra liga o nome ao tupi antigo mokaîé, a palmeira bocaiuva. A bandeira da cidade traz o desenho de um coqueiro.
Uma explicação mais antiga liga o nome a uma rocha da costa que brilhava ao sol como uma esmeralda e que os navegadores chamavam de Esmeralda de Macaé. Nessa versão, macaé seria o nome guarani de uma arara toda verde.
O que visitar no aniversário de Macaé?
Igreja de Santana
A Igreja de Santana fica no alto do morro onde os jesuítas ergueram a primeira capela, a mesma que serviu de primeira sede da vila. Uma lenda diz que a imagem da santa fugia do altar, e por isso a porta principal teria sido virada para o oeste. A imagem sumiu nos anos 1990 e nunca foi encontrada. Outra lenda fala de um túnel dos jesuítas entre a igreja e o forte.
Forte Marechal Hermes
A data da construção do forte não é conhecida com certeza. Ele foi reformado em 1908 e inaugurado em 1910 com o nome do marechal Hermes da Fonseca. O forte recebe visitas guiadas.
Antigo farol de Imbetiba
O farol foi construído em 1880 para atender o porto de Imbetiba, o porto do Canal Campos-Macaé. Ele foi restaurado em 1999.
Ilhas de Santana
As três ilhas de Santana ficam perto da costa, em frente à antiga aldeia que deu origem à cidade. Os moradores da ilha foram expulsos porque ajudavam o contrabando de pau-brasil e de pessoas escravizadas, e desde então ninguém recebeu permissão para morar ali.