O aniversário de Timon, em 22 de dezembro, é feriado?

Sim, é feriado municipal em Timon.

O que abre e o que fecha

ServiçoNo feriado
BancosAs agências fecham em feriado municipal; canais digitais e autoatendimento funcionam (Febraban).
Repartições municipaisFechadas, salvo os serviços essenciais.
ComércioDepende da convenção coletiva local.

De São José das Cajazeiras a Timon: a cidade na margem maranhense do Parnaíba

Timon nasceu como o povoado de São José das Cajazeiras, na margem esquerda do rio Parnaíba, no leste do Maranhão. O nome antigo lembra o padroeiro, São José, cuja igreja matriz segue no centro da cidade. O núcleo se formou em terras que faziam divisa com a antiga povoação e cresceu voltado para o rio, caminho de gente e de mercadorias entre o Maranhão e o Piauí.

Igreja Matriz de São José, no centro de Timon, dedicada ao padroeiro da cidade. Foto: Boaventuravinicius, CC BY 4.0

A primeira mudança de estatuto veio logo depois da Proclamação da República. O Decreto 50, de 22 de dezembro de 1890, elevou o povoado à categoria de vila com o nome de Flores, com território separado de São José dos Matões. É dessa data que parte a contagem de anos do município, e por isso o aniversário cai em 22 de dezembro.

A nova vila foi instalada em 20 de maio de 1891. No mesmo ano, segundo o histórico da Prefeitura, um decreto assinado por José Vianna Vaz descreveu os limites do território. Nas duas décadas seguintes, Flores teve só o distrito da sede, situação registrada na divisão administrativa do Maranhão de 1911.

O caminho até essa vila teve tropeços. Em 1779, o núcleo de moradores registrado na área era só a Passagem de Santo Antônio, cerca de 13 quilômetros rio acima do centro, na estrada real que ligava o Maranhão ao Piauí. Em 1855, uma lei provincial chegou a criar a vila de São José do Parnaíba, que não se firmou, e a própria Flores perdeu o estatuto por um período até ser restabelecida em 1896.

Linha do tempo de TimonSeis marcos na história de Timon.
  • Séc. XVIIIPovoado de São José das Cajazeiras, na margem esquerda do rio Parnaíba.
  • 1890Elevação a vila com o nome de Flores, marco da idade da cidade.
  • 1924Elevação a cidade pela Lei 1.139.
  • 1939Inauguração da Ponte Metálica João Luís Ferreira, ligando Timon a Teresina.
  • 1943O Decreto-Lei 820 fixa o nome Timon, em referência ao Jornal de Timon.
  • 2008A Ponte Metálica é reconhecida como patrimônio cultural pelo IPHAN.

Três nomes até chegar a Timon

A passagem de vila a cidade tem duas referências nas fontes oficiais. O histórico da Prefeitura situa a mudança em 1922, na administração do coronel José Ribeiro de Albuquerque, quando o governo do estado estava com Godofredo Mendes Vianna. A norma que formalizou a elevação foi a Lei Estadual 1.139, de 10 de abril de 1924, que manteve o nome Flores. As divisões administrativas de 1933, 1936 e 1937 ainda mostravam o município formado só pelo distrito da sede.

Foi nesse período que o coronel Firmo Pedreira doou ao patrimônio da cidade uma área de um quilômetro quadrado de terra. A doação deu à cidade o chão onde o núcleo urbano se organizou em torno da fé e do comércio. Segundo o histórico do IBGE, foi nesse terreno que o próprio coronel José Ribeiro de Albuquerque ergueu o primeiro templo católico da cidade, uma capela de pedra. Em 1927, a administração de Francisco Vitorino de Assunção promoveu obras de modernização, entre elas a chegada de energia elétrica por um cabo que cruzava o Parnaíba.

O nome definitivo chegou com o Decreto-Lei Estadual 820, de 30 de dezembro de 1943, que trocou Flores por Timon. A troca atendeu a uma exigência federal que proibia cidades com nomes repetidos no país, e o decreto foi assinado pelo governador Paulo Ramos. A origem é literária: Timon vem do Jornal de Timon, obra do intelectual maranhense João Francisco Lisboa, que não nasceu na cidade. Cinco anos depois, o Decreto-Lei 269, de 31 de dezembro de 1948, criou o distrito de Buriti Cortado, que passou a formar o município ao lado da sede. A divisão territorial de 1960 registrava os dois distritos, Timon e Buriti Cortado, quadro que se manteve nas revisões seguintes.

A ponte que juntou as duas margens do Parnaíba

A história de Timon se confunde com a de Teresina, capital do Piauí, do outro lado do rio. Durante muito tempo, a travessia entre as duas margens era feita de canoa. Isso mudou em 1939, com a inauguração da Ponte Metálica João Luís Ferreira, depois de cerca de 17 anos de obra, com projeto do engenheiro Germano Franz. A estrutura de ferro atravessou vários governos dos dois estados até ficar pronta. A ponte foi reconhecida como patrimônio cultural pelo IPHAN em 2008.

Vista de Teresina (PI) com Timon (MA) ao fundo, separadas pelo rio Parnaíba. Foto: Alexandro Dias, CC BY-SA 4.0

Com a ponte, a malha urbana das duas cidades se emendou. Timon integra a RIDE da Grande Teresina, região que junta municípios do Maranhão e do Piauí, e milhares de moradores cruzam o Parnaíba todos os dias para trabalhar, estudar ou buscar atendimento de saúde. O rio, que separa formalmente os dois estados, funciona na prática como eixo de ligação.

O Parnaíba também é lazer: as margens de Timon reúnem balneários e pontos de banho, procurados nos meses secos e quentes. Do outro lado da ponte fica Teresina, e o rio segue como a divisa entre o Maranhão e o Piauí.