A data do aniversário de Tangará da Serra lembra a lei estadual de 13 de maio de 1976 que criou o município. A lei separou Tangará da Serra de Barra do Bugres e de Diamantino. A cidade nasceu de um loteamento de terras aberto em 1959 pela SITA, uma empresa de colonização.
Quando é o aniversário de Tangará da Serra e quantos anos a cidade faz?
O aniversário de Tangará da Serra é em 13 de maio. Em 2027, Tangará da Serra completa 51 anos.
O aniversário de Tangará da Serra é em 13 de maio porque nesse dia, em 1976, uma lei estadual criou o município. A lei separou Tangará da Serra de Barra do Bugres e de Diamantino, os dois municípios de onde vieram as terras do novo município. O município de Tangará da Serra começou a funcionar em 1º de fevereiro de 1977, com dois distritos, Tangará da Serra e Tapirapuã. Mesmo assim, a contagem dos anos de Tangará da Serra parte de 1976, o ano da lei que criou o município.
Antes da lei, Tangará da Serra era um distrito de Barra do Bugres, uma parte com nome próprio dentro de outro município, criado em 6 de janeiro de 1969. Depois de 1969, os moradores de Tangará da Serra passaram a pressionar os governos do estado e do país para que o lugar virasse município. O prefeito de Barra do Bugres, José Armando Barbosa Mota, chegou a propor levar a sede do município para o lado de lá da Serra de Tapirapuã, onde fica Tangará da Serra. A pressão dos moradores terminou com a lei de 13 de maio de 1976, que deu a Tangará da Serra município próprio.
É feriado no aniversário de Tangará da Serra?
Sim, 13 de maio é feriado municipal em Tangará da Serra.
O que abre e fecha no feriado em Tangará da Serra?
- Bancos: as agências costumam fechar; aplicativos, internet banking e caixas eletrônicos funcionam (Febraban).
- Repartições municipais: costumam fechar, com plantão nos serviços essenciais.
- Comércio e shoppings: o horário de feriado varia de loja para loja; vale conferir no site do shopping ou da loja.
- Transporte público: costuma operar com horário de feriado, que muda de cidade para cidade.
- Saúde e serviços essenciais: hospitais e pronto-atendimentos atendem as urgências; polícia e bombeiros trabalham em regime de plantão.
Como Tangará da Serra nasceu do loteamento de terras perto da Serra de Tapirapuã
Os povos indígenas e a mata da poaia perto da Serra de Tapirapuã (até 1909)
Por muito tempo a região de Tangará da Serra foi habitada pelos povos indígenas Paresi e Nhambiquara, e a barra do rio Bugres era ocupada pelos Umutina. Em 1878, Pedro Torquato Leite e a família vieram de Cuiabá e se fixaram na barra do rio Bugres para tirar poaia, uma planta de raiz usada para fazer remédio. A mata da poaia se estendia ao longo das serras dos Parecis e de Tapirapuã.
Um botânico que passou pela região em 1908 e 1909 escreveu que muita gente de Mato Grosso tinha ganhado dinheiro e até feito fortuna com a raiz da poaia. Ele também descreveu a terra perto do rio Sepotuba como muito fértil para arroz, milho e mandioca. A poaia, a borracha e a madeira eram a base da economia de Barra do Bugres, o município ao qual a região pertencia.
Rondon e a estação do telégrafo em Tapirapuã (1908 a 1914)
Em 1908, o marechal Cândido Rondon mapeou pela primeira vez o rio Sepotuba, nome que na língua indígena do lugar quer dizer rio das antas. Em 1909, Tapirapuã era uma estação da Comissão de Linhas Telegráficas, o grupo chefiado por Rondon que levava o telégrafo de Mato Grosso ao Amazonas, e tinha um depósito de materiais. Em 1913, Rondon abriu a estrada que sobe as chapadas dos Parecis, e a casa dele e uma ponte sobre o rio Sepotuba ainda estão preservadas.
O ex-presidente dos Estados Unidos Theodore Roosevelt viajou com Rondon e passou por Tapirapuã, onde a expedição encontrou os animais de carga. Roosevelt contou a viagem num livro publicado em 1914.
O plano de uma colônia japonesa e a chegada da SITA (1954 a 1959)
Antes da colonização por brasileiros, Kimoto Fugissawa pediu ao governo uma grande área de terras na região para uma colônia japonesa. A área foi dividida em 25 glebas, e cada gleba seria de uma família japonesa. A guerra cancelou o plano da colônia japonesa, e só os brasileiros que tinham autorização seguiram com a ocupação das terras a partir de 1954.
Julio Martinez, Fabio Licere e Joaquim Olea fundaram a SITA, a Sociedade Imobiliária Tupã para a Agricultura, atraídos pelo bom clima e pela terra fértil. Em 1959, Joaquim Aderaldo de Souza começou a colonização das terras compradas pela SITA. O povoado de Tangará da Serra nasceu em 1959 do loteamento das glebas Santa Fé, Esmeralda e Juntinho, no município de Barra do Bugres.
Os pioneiros abrem a mata e as estradas de Tangará da Serra (1959 a 1965)
A SITA queria formar um centro agrícola, e os primeiros a chegar foram os madeireiros, para limpar os terrenos. Depois vieram caravanas de famílias, a maioria do Paraná, de São Paulo e de Minas Gerais. Cada família abria uma clareira, erguia um rancho e plantava a roça, com o milho que servia para criar porcos. Os agrimensores, os técnicos que mediam as terras, davam nome a cada riacho que encontravam, e muitos lugares ainda têm esses nomes.
A corrida dos pioneiros para Tangará da Serra durou de 1959 a 1963. Não havia tratores, e as primeiras estradas foram abertas à mão, com os pneus dos carros marcando o caminho. Essas estradas ligavam Tangará, Progresso e Afonso e desciam a Serra de Tapirapuã até Nova Olímpia. Em 1965, parte da Avenida Brasil já estava aberta, e por ser larga e plana ela servia de pista de pouso para aviões pequenos.
Tangará da Serra cresce e passa Barra do Bugres (depois de 1976)
O projeto da cidade de Tangará da Serra foi feito pelo arquiteto Américo Carnevali, com ruas largas. As ruas levam nomes de pioneiros, de estados e de cidades do Brasil. A rotatória da Avenida Brasil com a Avenida Tancredo Neves divide a cidade em quatro setores, Norte, Sul, Leste e Oeste.
Depois da criação do município, a chegada de novos moradores aumentou. Tangará da Serra ganhou os distritos de Progresso em 1977, São Joaquim em 1979 e São Jorge em 1981. Na lavoura, o café teve peso no começo, ao lado do milho e do arroz, e depois veio a soja. Com a chegada de tantos moradores, Tangará da Serra acabou superando Barra do Bugres, o município de onde se separou.
- 1878Pedro Torquato Leite chega à barra do rio Bugres para tirar poaia.
- 1908Rondon mapeia pela primeira vez o rio Sepotuba.
- 1959A SITA começa a colonização e nasce o povoado de Tangará da Serra.
- 1969Tangará da Serra vira distrito de Barra do Bugres.
- 1976Em 13 de maio, uma lei estadual cria o município de Tangará da Serra.
- 1977Em 1º de fevereiro, o município começa a funcionar.
- 2017O aeroporto passa a ter voos comerciais.
De onde vem o nome Tangará da Serra?
O nome Tangará da Serra foi dado pelos pioneiros. Eles juntaram o nome do pássaro tangará, pelo canto forte e bonito da ave, com o nome da Serra de Tapirapuã, que fica perto da cidade.
O que visitar no aniversário de Tangará da Serra?
Casa de Rondon
Na Casa de Rondon dá para conhecer a casa do marechal Cândido Rondon, que mapeou o rio Sepotuba e levou o telégrafo para a região. A ponte que Rondon construiu sobre o rio Sepotuba também está preservada.
Avenida Brasil
Na Avenida Brasil fica a prefeitura de Tangará da Serra. Nos primeiros anos da cidade, a avenida larga e plana servia de pista de pouso para aviões pequenos.
Salto das Nuvens
No Salto das Nuvens dá para ver a cachoeira do rio Sepotuba, o rio das antas mapeado por Rondon, e tomar banho na praia de água doce que fica logo depois da queda.
Pedra Solteira
A Pedra Solteira fica na Serra de Tapirapuã, a serra que dá parte do nome da cidade. A pedra é um marco histórico e fica na divisa entre Tangará da Serra e Nova Olímpia.
Centro Cultural Pedro Alberto Tayano
No Centro Cultural Pedro Alberto Tayano, aberto na década de 1990, fica a biblioteca municipal. O nome lembra Pedro Alberto Tayano, que vendeu as terras onde foi criado o Loteamento Progresso.
Bosque Municipal Ilto Ferreira Coutinho
O Bosque Municipal Ilto Ferreira Coutinho é a maior reserva de mata dentro da cidade, na passagem entre o Cerrado e a Floresta Amazônica.