A data do aniversário de Sertãozinho lembra o dia em que uma lei estadual separou o povoado de Ribeirão Preto e criou o município, em 5 de dezembro de 1896. O povoado tinha começado em volta de uma capela feita por Antônio Malaquias Pedroso, considerado o fundador da cidade.
Quando é o aniversário de Sertãozinho e quantos anos a cidade faz?
O aniversário de Sertãozinho é em 5 de dezembro. Em 2026, Sertãozinho completa 130 anos.
O aniversário de Sertãozinho é em 5 de dezembro porque nesse dia, em 1896, uma lei estadual separou Sertãozinho de Ribeirão Preto e criou o município. A sede do novo município ficou no povoado de Aparecida do Sertãozinho. A primeira Câmara do município tomou posse em 21 de abril de 1897.
A data de 1896 aparece no brasão da cidade, ao lado de outra data, 10 de março de 1885. Em 1885, uma lei da província de São Paulo tinha reconhecido o povoado, ainda dentro de Ribeirão Preto. A contagem dos anos de Sertãozinho parte de 1896, o ano em que o município foi criado.
É feriado no aniversário de Sertãozinho?
Sim, 5 de dezembro é feriado municipal em Sertãozinho, por lei da cidade.
O que abre e fecha no feriado em Sertãozinho?
- Bancos: as agências costumam fechar; aplicativos, internet banking e caixas eletrônicos funcionam (Febraban).
- Repartições municipais: costumam fechar, com plantão nos serviços essenciais.
- Comércio e shoppings: o horário de feriado varia de loja para loja; vale conferir no site do shopping ou da loja.
- Transporte público: costuma operar com horário de feriado, que muda de cidade para cidade.
- Saúde e serviços essenciais: hospitais e pronto-atendimentos atendem as urgências; polícia e bombeiros trabalham em regime de plantão.
Como é comemorado o aniversário de Sertãozinho?
A comemoração tradicional é o Show de Aniversário, com shows gratuitos organizados pela prefeitura perto de 5 de dezembro. O lugar dos shows muda de um ano para outro. Em dezembro, a prefeitura também costuma fazer um festival gastronômico com comida e bebida da cidade.
Como Sertãozinho nasceu de uma fazenda e virou a cidade da cana
A mata do Mogi-Guaçu e a fazenda dos mineiros (1827)
Antes de 1850, a região era uma mata fértil entre os rios Mogi-Guaçu e Pardo. Os primeiros moradores foram indígenas do povo Caiapó, que caçavam e pescavam ali. A área ficava no caminho para Goiás e para o sul de Minas Gerais.
João Manuel de Pontes vivia no sul de Minas, entre Caldas e Andradas, e tinha muitas dívidas. Ele ouvia falar das terras paulistas tão vermelhas que manchavam a roupa de quem voltava de lá. Pontes partiu a pé com a família, três escravizados, carros de boi, cavalos e burros. Em 1827, ele chegou ao córrego do Sertãozinho e chamou a posse de Fazenda do Sertãozinho do Mato Dentro, com 13.768 alqueires.
A capela de Malaquias que deu origem ao povoado (1847 a 1897)
Em 1847, a família Pontes já tinha cerca de 25 mil alqueires. Com o tempo, as terras passaram a ter muitos donos, quase todos vindos de Minas, e em 1875 houve a primeira tentativa de dividir a área na Justiça. Os moradores viviam em casas de pau a pique com chão de terra batida e plantavam para comer.
Por volta de 1876, Antônio Malaquias Pedroso abriu uma clareira na margem do córrego Norte, onde hoje fica a Praça 21 de Abril. Ali ele fez a primeira casa e uma capelinha de sapé para Nossa Senhora Aparecida, e deu 12 alqueires e meio de terra para a capela. Em 1885, uma lei da província reconheceu o povoado, e em 21 de abril de 1891 o lugar ganhou juiz de paz próprio. Em 21 de abril de 1897, tomou posse a primeira Câmara do município.
O café e a chegada da ferrovia Mogiana (1877 a 1918)
Em 1877, o fazendeiro Martinho Prado percorreu a região a cavalo e achou a terra a melhor do estado. Em 1879, Henrique Dumont comprou a Fazenda Arindiúva. A ferrovia Mogiana chegou a Sertãozinho em 1898, e em 1917 o município tinha cerca de 17 milhões de pés de café.
A geada de 1918 estragou 80% dos cafezais do município. Depois do café, o algodão foi a segunda grande lavoura de Sertãozinho, e a terceira foi a cana-de-açúcar.
A cana-de-açúcar no lugar do café (1906 em diante)
O vereador Aprígio de Araújo fez uma lei que tirava o imposto do primeiro engenho central instalado no município. O coronel Francisco Schmidt instalou o Engenho Central em 6 de agosto de 1906, e no mesmo ano a Usina Albertina fez a primeira safra.
Depois disso, a cana virou a principal lavoura de Sertãozinho. Em meados da década de 1950, a cidade já tinha usinas como a Santa Eliza. Na mesma época, a Oficina Zanini e a Oficina Paschoal faziam máquinas e aparelhos para usinas de açúcar.
As partes de Sertãozinho que viraram outras cidades (1935 a 1953)
O território de Sertãozinho era bem maior no começo. Pontal se separou e virou município em 1935, Pradópolis passou para Guariba em 1938 e Barrinha virou município em 1953. Desde então, Sertãozinho tem a sede e Cruz das Posses.
- 1827O mineiro João Manuel de Pontes chega ao córrego do Sertãozinho e abre a Fazenda do Sertãozinho do Mato Dentro.
- 1876Por volta de 1876, Antônio Malaquias Pedroso faz a primeira casa e a capela de Nossa Senhora Aparecida.
- 1885Uma lei da província reconhece o povoado.
- 1896Em 5 de dezembro, uma lei estadual separa Sertãozinho de Ribeirão Preto. É a data do aniversário.
- 1898A ferrovia Mogiana chega à cidade.
- 1906O Engenho Central de Francisco Schmidt começa a funcionar e abre o tempo da cana.
- 1953Barrinha se separa, e o município fica com a sede e Cruz das Posses.
De onde vem o nome Sertãozinho?
O nome Sertãozinho vem de a região ter marcado o começo de um grande sertão. O nome aparece pela primeira vez numa escritura feita em São Simão, em que Antônio Maciel de Pontes declara a fazenda Sertãozinho, de cinco léguas por duas. O riacho onde João Manuel de Pontes chegou em 1827 também se chamava córrego do Sertãozinho.
Antes do nome atual, o povoado foi chamado de Capela. Depois vieram Nossa Senhora Aparecida do Sertãozinho e Aparecida do Sertãozinho, até ficar só Sertãozinho. A imagem de Nossa Senhora Aparecida no brasão lembra esse nome antigo.
O que visitar no aniversário de Sertãozinho?
Praça 21 de Abril
A Praça 21 de Abril é o marco zero de Sertãozinho. Foi ali que Antônio Malaquias Pedroso fez a primeira casa e a capelinha de sapé que deu origem à cidade. Em dezembro, a praça costuma receber o festival gastronômico do fim de ano.
Igreja Matriz de Nossa Senhora Aparecida
A capela de Malaquias foi trocada por outra maior em 1880 e depois por uma igreja, demolida em 1928. Naquele ano, ficou pronta a atual Igreja Matriz, dedicada a Nossa Senhora Aparecida.
Cruz das Posses
Cruz das Posses é a parte do território original que continuou com Sertãozinho depois das separações. O lugar passou a ser uma parte oficial do município em 1898, com o nome de Santa Cruz das Posses, e o nome atual vale desde 1938.