Aniversário de São Carlos em 2026
O calendário oficial de 2026 da Prefeitura traz 4 de novembro, quarta-feira, como feriado municipal do aniversário de São Carlos (Prefeitura de São Carlos).
O calendário da Prefeitura marca 3 de novembro, véspera do aniversário, como ponto facultativo (Prefeitura de São Carlos).
Pelos 169 anos, Xande de Pilares faz show gratuito em 3 de novembro na área da Estação Ferroviária, com atividades a partir das 18h30 (Prefeitura de São Carlos).
Fontes oficiais consultadas em 12 de outubro de 2026.
O aniversário de São Carlos, em 4 de novembro, é feriado?
Sim, é feriado municipal em São Carlos, conforme a Lei Orgânica do Município, art. 147.
O que abre e o que fecha
| Serviço | No feriado |
|---|---|
| Bancos | As agências fecham em feriado municipal; canais digitais e autoatendimento funcionam (Febraban). |
| Repartições municipais | Fechadas, salvo os serviços essenciais. |
| Comércio | Depende da convenção coletiva local. |
Da trilha das minas à freguesia de São Carlos do Pinhal
A região de São Carlos começou a receber povoadores no fim do século XVIII, com a abertura da trilha que levava às minas de ouro de Cuiabá e de Goiás. O caminho saía de Piracicaba, passava por Rio Claro, subia as escarpas do planalto e cruzava os campos, matas e cerrados de Araraquara. Ao longo dele, famílias foram se fixando, abrindo roças e pousos para quem seguia viagem rumo ao interior.
O marco que abre a história do município é de 1831, com a demarcação da Sesmaria do Pinhal. As terras eram da família Arruda Botelho, e um de seus membros, Antônio Carlos de Arruda Botelho, o futuro Conde do Pinhal, conduziu a ocupação que transformaria a sesmaria em núcleo urbano.
O 4 de novembro lembra a fundação de 1857. Naquele dia, a povoação era formada por algumas casas pequenas em volta da capela, e boa parte dos moradores descendia dos primeiros donos da sesmaria. A data é a de São Carlos Borromeu, santo que deu nome ao lugar, e por isso o aniversário também é chamado de Dia de São Carlos.
A estrutura administrativa veio em seguida. Uma lei provincial de abril de 1858 criou o distrito de São Carlos do Pinhal, subordinado a Araraquara. Em março de 1865 veio a elevação a vila, com o desmembramento de Araraquara e a posse da Câmara Municipal, e em abril de 1880 a vila passou a cidade. O nome encurtado, só São Carlos, foi adotado por lei estadual de 1908.
- 1831Demarcação da Sesmaria do Pinhal, da família Arruda Botelho.
- 1857Em 4 de novembro, fundação da povoação de São Carlos do Pinhal.
- 1865Elevação à categoria de vila, desmembrada de Araraquara.
- 1876O Conde do Pinhal traz os primeiros imigrantes alemães.
- 1880A vila passa à categoria de cidade.
- 1884Chegada da ferrovia, no ciclo do café.
- 1908O município passa a se chamar apenas São Carlos.
- 1953Instalação da Escola de Engenharia de São Carlos, da USP.
- 1970Criação da UFSCar.
- 2011Lei Federal 12.504 reconhece São Carlos como Capital Nacional da Tecnologia.
Café, ferrovia e imigrantes italianos
Antes mesmo da fundação, o café já orientava a economia da região. Entre 1831 e 1857 formaram-se as fazendas pioneiras, e a lavoura chegou à Fazenda Pinhal em 1840, espalhando-se pelas terras férteis do município até virar o principal produto de exportação.
A ferrovia, que chegou em 1884, deu ao café um caminho eficiente até o porto de Santos. Os trilhos também firmaram a área central da cidade como lugar de decisão política e de comércio, em torno da estação.
Com a lavoura veio a imigração. Em 1876, o Conde do Pinhal trouxe imigrantes alemães, e entre 1880 e 1904 o município esteve entre os principais destinos de imigrantes do estado, quase todos vindos do norte da Itália. Eles chegavam para o trabalho nas fazendas e, pelo ofício que traziam, logo passaram também à manufatura e ao comércio.
A presença italiana marcou a vida urbana do começo do século XX. Sociedades culturais e de ajuda mútua, como a Vittorio Emanuele, de 1900, e a Dante Alighieri, de 1902, promoviam educação e encontros, e o governo italiano chegou a manter um vice-consulado na cidade. Com a crise do café de 1929, muitos imigrantes deixaram o campo e foram para oficinas, comércio, construção civil e fábricas de madeira e de cerâmica.
Das oficinas do café à Capital Nacional da Tecnologia
O dinheiro do café não ficou só nas fazendas. Os fazendeiros fundaram bancos e companhias de luz elétrica, bondes, telefones, água e esgoto, além de teatro, hospitais e escolas, e essa infraestrutura preparou o terreno para a indústria.
Parte das fábricas nasceu das oficinas que atendiam as plantações. Nos anos 1930, a cidade produzia máquinas de beneficiamento, sapatos, adubos, ferragens, móveis, macarrão, charutos e lápis, ao lado de cervejarias, fundições, serrarias e olarias. Nas décadas de 1950 e 1960 vieram fábricas de geladeiras, compressores e tratores, cercadas de pequenas e médias fornecedoras.
A guinada para o ensino começou em abril de 1953, com a instalação da Escola de Engenharia de São Carlos, da USP. No mesmo ano, uma lei estadual separou de São Carlos o distrito de Ibaté, que virou município. Em 1970 nasceu a UFSCar, pioneira no curso de Engenharia de Materiais, e em 1984 foi fundado o ParqTec, incubadora de empresas de base tecnológica. Duas unidades da Embrapa completam o conjunto de pesquisa do município.
Em 2011, a Lei Federal 12.504 reconheceu São Carlos como Capital Nacional da Tecnologia. Fora da sede, o município reúne os distritos de Água Vermelha, Santa Eudóxia, Bela Vista São-Carlense e Vila Nery, os dois últimos criados em 1981. E o calendário local guarda um segundo feriado, em 15 de agosto, dia de Nossa Senhora Aparecida da Babilônia, padroeira, fixado pela Lei Municipal 1.176, de 1950.