A data do aniversário de Santana de Parnaíba lembra o dia em que o povoado ganhou governo próprio, em 14 de novembro de 1625, por ordem do conde de Monsanto. O povoado tinha crescido em volta de uma capela de Sant'Ana erguida por Suzana Dias e pelo filho André Fernandes, considerados os fundadores da cidade.
Quando é o aniversário de Santana de Parnaíba e quantos anos a cidade faz?
O aniversário de Santana de Parnaíba é em 14 de novembro. Em 2026, Santana de Parnaíba completa 401 anos.
O aniversário de Santana de Parnaíba é em 14 de novembro porque nesse dia, em 1625, o povoado ganhou governo próprio. A ordem veio do conde de Monsanto, o dono da Capitania de São Vicente, e o lugar deixou de fazer parte do território da vila de São Paulo. Antes de Parnaíba, só São Paulo e Santo André tinham ganhado governo próprio no alto da serra.
O povoado é mais antigo que o ato de 1625. Ele cresceu em volta da capela de Sant'Ana, erguida por Suzana Dias e pelo filho André Fernandes em 1580, na beira do rio Tietê. Em 1610, um pedido de terras já usava a igreja de Sant'Ana para dizer onde as terras ficavam.
É feriado no aniversário de Santana de Parnaíba?
Sim, 14 de novembro é feriado municipal em Santana de Parnaíba.
O que abre e fecha no feriado em Santana de Parnaíba?
- Bancos: as agências costumam fechar; aplicativos, internet banking e caixas eletrônicos funcionam (Febraban).
- Repartições municipais: costumam fechar, com plantão nos serviços essenciais.
- Comércio e shoppings: o horário de feriado varia de loja para loja; vale conferir no site do shopping ou da loja.
- Transporte público: costuma operar com horário de feriado, que muda de cidade para cidade.
- Saúde e serviços essenciais: hospitais e pronto-atendimentos atendem as urgências; polícia e bombeiros trabalham em regime de plantão.
Como Santana de Parnaíba nasceu de uma capela na beira do Tietê
A capela de Sant'Ana e o começo do povoado (1561 a 1625)
Em 1561, o governador Mem de Sá mandou uma expedição descer o rio Tietê atrás de ouro. Um dos homens era o português Manuel Fernandes Ramos, que ficou na região e fez uma fazenda e uma capela para Santo Antônio. As enchentes do rio destruíram essa primeira capela.
Em 1580, Suzana Dias, mulher de Manuel, e os herdeiros ergueram uma nova capela, agora para Sant'Ana, a santa de quem Suzana era devota. Um povoado cresceu em volta da capela, e os moradores plantavam trigo, algodão, cana, feijão e milho. Dois filhos de Suzana também fundaram cidades, Domingos Fernandes fundou Itu e Baltasar Fernandes fundou Sorocaba.
O ponto de partida das bandeiras paulistas (séculos 17 e 18)
Como o rio Tietê levava ao interior do Brasil, Parnaíba virou ponto de partida das bandeiras paulistas. Bartolomeu Bueno da Silva, o Anhanguera, e Domingos Jorge Velho nasceram ali. O padre Guilherme Pompeu de Almeida pagou muitas dessas viagens.
Nessa época Parnaíba tinha famílias ricas e chegou a ser rival de São Paulo. Havia minas de ouro perto do povoado, como a do morro do Voturuna. Em 1643, André Fernandes doou uma capela aos monges de São Bento, e assim começou o mosteiro de Parnaíba.
Parnaíba fora do caminho do café (de 1750 a 1900)
A partir da segunda metade do século 18, as famílias mais ricas foram embora de Parnaíba. Novas estradas ligaram São Paulo a outros lugares sem passar por Parnaíba. Os fazendeiros também não trocaram a cana pelo café, como aconteceu em outras partes da província.
Em 1899, o produto que mais saía de Parnaíba era a aguardente de cana. Vinte moendas de ferro movidas pela água do rio esmagavam a cana, e uma ponte de madeira cruzava o Tietê junto ao centro.
A usina de energia e o título de cidade (1901 a 1959)
Em 23 de setembro de 1901, a empresa Light inaugurou a Usina de Parnaíba, no rio Tietê. Foi a primeira usina de energia da Light no Brasil, e a energia ia para a capital. A usina passou depois a se chamar Edgard de Sousa, e em 1906 uma lei do estado deu a Parnaíba o título de cidade.
No século 20 o município perdeu boa parte das terras. Barueri se separou em 1948, e em 1959 foi a vez de Cajamar e Pirapora do Bom Jesus.
O centro histórico protegido e os bairros novos (desde 1958)
Em 1958, o governo federal protegeu por lei a Casa do Anhanguera e o sobrado da Casa da Cultura. Em 13 de maio de 1982, o governo do estado protegeu 209 prédios do centro, construídos do século 17 ao século 20. As casas são coladas umas nas outras e têm beirais largos para a chuva não estragar as paredes de terra.
A partir dos anos 1980 surgiram condomínios como Alphaville, e os bairros novos passaram a cercar o centro antigo por vários lados. A Fazendinha, perto da Rodovia Anhanguera, é o núcleo mais populoso de Santana de Parnaíba.
- 1561Manuel Fernandes Ramos desce o rio Tietê numa expedição atrás de ouro e fica na região.
- 1580Suzana Dias e os filhos erguem a capela de Sant'Ana na beira do rio Tietê.
- 1625Em 14 de novembro o povoado ganha governo próprio, com o nome de Parnaíba.
- 1901A Light inaugura a Usina de Parnaíba, sua primeira usina de energia no Brasil.
- 1906Uma lei do estado dá a Parnaíba o título de cidade.
- 1944O município passa a se chamar Santana de Parnaíba.
- 1982O governo do estado protege por lei prédios do centro histórico.
De onde vem o nome Santana de Parnaíba?
O nome junta a santa da capela da fundação, Sant'Ana, com o nome de uma cachoeira do rio Tietê. Os indígenas chamavam essa cachoeira de Parnaíba, que quer dizer lugar de muitas ilhas. Na frente da cachoeira fica uma ilha formada por uma só pedra, chamada Itapeva.
Em 1625, o povoado ganhou governo próprio só com o nome de Parnaíba. O nome Santana de Parnaíba veio em 30 de novembro de 1944, por um decreto do governo do estado.
O que visitar no aniversário de Santana de Parnaíba?
Museu Casa do Anhanguera
A casa fica no Largo da Matriz e é do século 17, com paredes de terra socada. A tradição liga a casa à família do bandeirante Anhanguera, que nasceu em Parnaíba, e o museu leva o nome dele. A casa foi protegida por lei pelo governo federal em 1958.
Igreja Matriz de Sant'Ana
A matriz leva o nome da santa da capela erguida por Suzana Dias e André Fernandes em 1580. O prédio de hoje é de 1882 e tem altares e pisos de madeira de canela preta. A igreja fica no Largo da Matriz, o mesmo largo da Casa do Anhanguera.