A data do aniversário de Rio das Ostras lembra a criação do município, em 10 de abril de 1992. Nesse dia, uma lei estadual assinada pelo governador Leonel Brizola separou Rio das Ostras de Casimiro de Abreu.

Quando é o aniversário de Rio das Ostras e quantos anos a cidade faz?

O aniversário de Rio das Ostras é em 10 de abril. Em 2027, Rio das Ostras completa 35 anos.

O aniversário de Rio das Ostras é em 10 de abril porque nesse dia, em 1992, uma lei estadual criou o município. Até então, Rio das Ostras era um distrito de Casimiro de Abreu, uma parte desse município com nome próprio. A lei foi assinada pelo governador Leonel Brizola e fixou os limites do novo município com Macaé, com o oceano e com Casimiro de Abreu.

A prefeitura de Rio das Ostras só começou a funcionar em 1º de janeiro de 1993. Enquanto não tivesse leis próprias, o novo município seguiria as leis de Casimiro de Abreu. Mesmo assim, a idade de Rio das Ostras conta a partir da lei de 10 de abril de 1992.

É feriado no aniversário de Rio das Ostras?

Sim, 10 de abril é feriado municipal em Rio das Ostras, por lei da cidade.

O que abre e fecha no feriado em Rio das Ostras?

  • Bancos: as agências costumam fechar; aplicativos, internet banking e caixas eletrônicos funcionam (Febraban).
  • Repartições municipais: costumam fechar, com plantão nos serviços essenciais.
  • Comércio e shoppings: o horário de feriado varia de loja para loja; vale conferir no site do shopping ou da loja.
  • Transporte público: costuma operar com horário de feriado, que muda de cidade para cidade.
  • Saúde e serviços essenciais: hospitais e pronto-atendimentos atendem as urgências; polícia e bombeiros trabalham em regime de plantão.

Como é comemorado o aniversário de Rio das Ostras?

Todo ano, a Câmara Municipal de Rio das Ostras faz uma sessão solene pelo aniversário da criação do município. Nessa sessão, os vereadores entregam os títulos de Cidadão Riostrense e de Mérito Municipal. Nos dias perto de 10 de abril, a prefeitura também organiza shows e atividades culturais.

Como Rio das Ostras passou de terra dos jesuítas a município

Os primeiros moradores e os sambaquis de Rio das Ostras

A região de Rio das Ostras é habitada há milhares de anos. Os primeiros moradores eram caçadores e coletores que deixaram no solo os sambaquis, grandes montes de conchas. Sambaqui é uma palavra tupi que quer dizer acúmulo de conchas, e os sítios com sambaquis foram demarcados em 1967 por pesquisadores do Instituto de Arqueologia Brasileira. Mais tarde, a região foi terra dos tamoios e dos goitacases.

Praia de Costa Azul, em Rio das Ostras. Foto: Mateus Berteges, CC BY-SA 4.0

As terras dos jesuítas no rio Leripe (1630 a 1759)

Em 20 de novembro de 1630, o governador Martim Correia de Sá doou aos jesuítas uma faixa de terra no litoral, onde hoje fica Rio das Ostras. Os limites foram marcados por dois marcos de pedra com o símbolo da Companhia de Jesus, a ordem dos jesuítas, um em Itapebussus e outro na barra do rio Leripe. Os jesuítas fizeram as primeiras construções da região, como a primeira igreja e o Poço de Pedras.

O Poço de Pedras foi construído por pessoas escravizadas em meados do século 18. Os barcos que paravam no cais do morro do Limão, onde hoje fica o Iate Clube, pegavam ali água potável para a tripulação. Em 1759, os jesuítas foram expulsos do Brasil, e a igreja foi terminada no fim do século 18, provavelmente por monges beneditinos e carmelitas.

O porto de café e o povoado de Baía Formosa (século 19)

No século 19, a foz do rio das Ostras servia de porto. Em 1845, pequenos barcos chamados sumacas paravam ali para levar café e farinha de mandioca. O rio era curto, com margens de mangue, e os barcos só entravam na foz com a maré alta. Entre 1815 e 1817, o príncipe alemão Maximiliano de Wied-Neuwied passou pelo rio e encontrou ali uma única família, que cuidava da balsa usada pelos viajantes.

Com o tempo, o povoado cresceu em volta da igreja e do Poço de Pedras e passou a ser chamado de Baía Formosa. Ficava na rota dos tropeiros e chegou a ter escolas internas para meninos e meninas, o Grande Hotel e um posto da polícia da província. Em 1847, o imperador D. Pedro II passou por Baía Formosa, foi recebido com bandas de música e descansou à sombra de uma figueira na beira do mar.

Da vila de pescadores ao município de 1992

A pesca sustentou a economia de Rio das Ostras até meados do século 20. A Estrada de Ferro Leopoldina, a Rodovia Amaral Peixoto e a Petrobras em Macaé ajudaram o lugar a crescer até a criação do município. Em 1º de março de 1970, um decreto-lei criou o distrito de Rio das Ostras, separado de Barra de São João, dentro de Casimiro de Abreu.

Praça da Baleia. Foto: Khya souza, CC BY-SA 4.0

Rio das Ostras continuou sendo distrito de Casimiro de Abreu até 10 de abril de 1992, quando uma lei estadual criou o município. Assim, o povoado do antigo rio Leripe virou a cidade que faz aniversário nessa data.

Linha do tempo de Rio das OstrasSete marcos, de 1630 a 1993, na história de Rio das Ostras.
  • 1630O governador doa aos jesuítas as terras do rio Leripe.
  • 1759Os jesuítas são expulsos do Brasil.
  • 1845A foz do rio serve de porto para barcos de café e farinha.
  • 1847D. Pedro II descansa à sombra da figueira na beira do mar.
  • 1970Um decreto-lei cria o distrito de Rio das Ostras, em Casimiro de Abreu.
  • 1992Em 10 de abril, uma lei estadual cria o município.
  • 1993A prefeitura começa a funcionar em 1º de janeiro.

De onde vem o nome Rio das Ostras?

O nome Rio das Ostras vem do rio que corta a cidade e deságua no mar. Antigamente, esse rio se chamava Leripe, palavra tupi que quer dizer lugar de ostra, e o nome também aparece escrito como Seripe. O nome em português conta a mesma coisa que o tupi, porque havia muitas ostras na foz do rio.

O que visitar no aniversário de Rio das Ostras?

Figueira Centenária

A figueira onde D. Pedro II descansou em 1847 continua na orla da Praia do Centro, em frente à Rua Maria Letícia. Em 2000, a prefeitura revitalizou o lugar e colocou bancos em volta da árvore.

Poço de Pedras

O Poço de Pedras, onde os barcos pegavam água no século 18, foi derrubado nos anos 1990 durante as obras da orla. Em 2000, o poço foi reconstruído a partir de fotos antigas reunidas pela Fundação Rio das Ostras de Cultura.

Museu de Sambaqui da Tarioba

O Museu de Sambaqui da Tarioba foi aberto em 1998 em cima do próprio sambaqui, os montes de conchas deixados pelos primeiros moradores da região. A área escavada mostra restos de esqueletos, ostras gigantes e conchas.

Casa de Cultura Bento Costa Júnior

A Casa de Cultura Bento Costa Júnior foi construída no fim do século 19 para guardar material de pesca, a atividade que sustentou Rio das Ostras até meados do século 20. Depois o prédio serviu de depósito de sal e, por volta de 1940, virou residência. Hoje a casa é protegida pelo Inepac, o instituto estadual do patrimônio.

Centro Ferroviário de Cultura

O Centro Ferroviário de Cultura funciona na antiga estação de Rocha Leão, da Estrada de Ferro Leopoldina, que ajudou Rio das Ostras a crescer. A estação foi construída entre 1877 e 1887 por pessoas escravizadas, com paredes de pedra bruta e telhas de Marselha, na França.

Praça da Baleia

A Praça da Baleia, na orla, tem uma escultura de baleia jubarte com 20 metros de comprimento, feita pelo artista plástico Roberto Sá. A praça marca o fim do Monumento Natural dos Costões Rochosos, a faixa de rochas e praias protegida que começa na Praia da Joana.