A data do aniversário de Piracicaba lembra a fundação oficial do povoado, em 1º de agosto de 1767. Quem fundou o povoado foi o capitão Antônio Corrêa Barbosa, por ordem do governador da capitania de São Paulo. O lugar escolhido ficava junto ao salto do rio Piracicaba.

Quando é o aniversário de Piracicaba e quantos anos a cidade faz?

O aniversário de Piracicaba é em 1º de agosto. Em 2027, Piracicaba completa 260 anos.

O aniversário de Piracicaba é em 1º de agosto porque nesse dia, em 1767, o povoado foi fundado oficialmente. Um ano antes, o governador da capitania de São Paulo tinha mandado o capitão Antônio Corrêa Barbosa criar uma povoação na foz do rio Piracicaba, onde ele encontra o Tietê. O capitão preferiu subir o rio e parar junto ao salto, cerca de 90 quilômetros acima da foz, onde já viviam alguns moradores sem título de terra e indígenas paiaguás. O lugar também ficava mais perto de Itu, a vila de que o povoado fazia parte.

O povoado tinha duas tarefas. Ele devia apoiar os barcos que desciam o rio Tietê e mandar comida ao forte de Iguatemi. A primeira capela do povoado foi dedicada a Nossa Senhora dos Prazeres, e depois a capela passou a ter Santo Antônio como padroeiro.

É feriado no aniversário de Piracicaba?

Não, 1º de agosto não é feriado municipal em Piracicaba.

Como é comemorado o aniversário de Piracicaba?

A prefeitura costuma fazer uma programação de aniversário que dura o mês de agosto inteiro. A festa costuma começar na manhã de 1º de agosto, com uma solenidade aberta ao público. O Festival de Jazz Manouche, no Engenho Central, e o GP de Carrinho de Rolimã, na avenida dos Marins, no bairro Jupiá, fazem parte da programação do aniversário.

A Câmara de vereadores também faz uma sessão solene pelo aniversário de Piracicaba. A mesma cerimônia lembra a posse da primeira Câmara da vila, em agosto de 1822.

Como o povoado do salto virou a cidade de Piracicaba

O sertão para onde se mandavam pessoas como castigo (antes de 1767)

Antes da fundação do povoado, a região de Piracicaba era chamada de sertão. Os chefes militares de Itu e de Porto Feliz mandavam para lá, rio abaixo, as pessoas que os desagradavam. Um desses homens voltou a pé até Itu, e a estrada entre Itu e Piracicaba foi aberta pelo caminho que ele fez.

O Engenho Central, de 1881, transformado em complexo cultural tombado às margens do rio. Foto: Helder Prado, CC BY-SA 4.0

A mudança do povoado para a outra margem do rio (1774 a 1786)

Em 21 de junho de 1774 o povoado ganhou igreja com padre próprio e deixou de depender de Itu. Uma contagem feita no ano seguinte achou 45 casas no lugar. O primeiro padre brigou com o capitão Antônio Corrêa Barbosa e pediu para sair em 1776, e depois disso o povoado ficou oito anos sem missa. Em 1777 os espanhóis tomaram o forte de Iguatemi, e o povoado perdeu uma das suas tarefas.

O povoado de 1767 ficava na margem direita do rio, mais ou menos onde depois surgiram o Engenho Central e parte da Vila Rezende. Em 1784 os moradores se mudaram para a margem esquerda, logo abaixo do salto, onde a terra era melhor. As brigas com o capitão continuaram, e em 1786 um grupo de moradores levou ao governador uma queixa contra ele.

A Vila Nova da Constituição e a primeira Câmara (1808 a 1822)

Em 1808 as ruas do povoado foram traçadas com a mesma largura e em ângulo reto. A planta foi feita pelo senador Vergueiro e posta em prática pelo alferes José Caetano Rosa. No fim de 1821 o governo decidiu transformar o povoado em vila, com o nome de Vila Nova da Constituição, em homenagem à Constituição de Portugal.

A Câmara de vereadores da vila tomou posse em agosto de 1822 e fez a primeira sessão em 11 de agosto. Os vereadores se reuniam na casa do juiz até ganharem um terreno na praça central, a atual Praça José Bonifácio.

A volta do nome Piracicaba (1856 a 1877)

Em 24 de abril de 1856 uma lei da província deu à vila o título de cidade. Os moradores, porém, continuavam a chamar o lugar de Piracicaba. Em 1877 o vereador Prudente de Morais pediu a volta do nome antigo e disse que esse era o nome certo e o nome que o povo usava.

Uma lei de 13 de abril de 1877 aprovou a troca, e a cidade voltou a se chamar Piracicaba. No mesmo ano chegou o trem da Companhia Ytuana, que ligava a cidade a Itu e Jundiaí.

O Engenho Central e a escola agrícola (1881 a 1974)

Em 1881 o Barão de Rezende abriu o Engenho Central, para trocar o trabalho de pessoas escravizadas por trabalho pago e por máquinas. Em 1899 o engenho foi vendido a uma empresa francesa de açúcar. Por volta de 1900 começou a escola agrícola, em terras doadas por Luiz Vicente de Sousa Queiroz, que deu origem à Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz.

As corredeiras do Rio Piracicaba, que deram o nome tupi à cidade. Foto: Cecília Bedeschi, CC BY-SA 4.0

O Engenho Central parou de funcionar em 1974. No mesmo ano o prédio passou a receber o Salão Internacional de Humor, que acontece ali todos os anos desde então.

Linha do tempo de PiracicabaSete marcos, de 1767 a 1881, na história de Piracicaba.
  • 1767Em 1º de agosto, Antônio Corrêa Barbosa funda o povoado junto ao salto do rio Piracicaba.
  • 1774O povoado ganha igreja com padre próprio e deixa de depender de Itu.
  • 1784Os moradores mudam o povoado para a margem esquerda, abaixo do salto.
  • 1822A vila, com o nome de Vila Nova da Constituição, ganha sua primeira Câmara de vereadores.
  • 1856A vila recebe o título de cidade.
  • 1877A cidade volta a se chamar Piracicaba, a pedido do vereador Prudente de Morais.
  • 1881O Barão de Rezende abre o Engenho Central.

De onde vem o nome Piracicaba?

O nome Piracicaba vem do tupi e quer dizer lugar onde o peixe para. Os peixes subiam o Tietê e o Piracicaba para desovar e paravam diante das quedas do salto, que cai sobre degraus de pedra em toda a largura do rio. Eles chegavam em cardumes em novembro e dezembro.

Outra explicação diz que o nome quer dizer o lugar de chegada do peixe. O povoado ganhou o nome do rio onde nasceu.

O que visitar no aniversário de Piracicaba?

Engenho Central

O Engenho Central fica na margem direita do rio, perto de onde o povoado nasceu em 1767. O antigo engenho de açúcar foi protegido como patrimônio da cidade em 1º de agosto de 1989, no dia do aniversário de Piracicaba. É no Engenho Central que acontece o Festival de Jazz Manouche do aniversário.

Parque da Rua do Porto

A Rua do Porto fica na margem esquerda do rio, o lado para onde o povoado se mudou em 1784. O parque da rua tem 20 mil metros quadrados, com lago e teatro de arena.

Parque do Mirante

O Parque do Mirante tem vista para os saltos do rio Piracicaba, as quedas que paravam os peixes e deram nome à cidade. A princesa Isabel visitou o mirante em 1888.

Casa do Povoador

A Casa do Povoador é um casarão de pau a pique do começo do século 19, à beira do rio. O nome lembra o capitão Antônio Corrêa Barbosa, que fundou o povoado em 1767.

Praça José Bonifácio

A Praça José Bonifácio é a praça central onde foi marcado o terreno da primeira Casa da Câmara de Piracicaba, em 1822. A praça atual foi construída em 1888.

Museu Prudente de Moraes

O museu funciona na casa onde Prudente de Morais morou de 1870 a 1902. Foi ele quem pediu a volta do nome Piracicaba em 1877, e mais tarde ele foi o primeiro presidente civil do Brasil, de 1894 a 1898.