A data do aniversário de Petrolina lembra a cerimônia oficial de 21 de setembro de 1895, quando a vila de Petrolina passou a ser cidade. Petrolina nasceu à beira do rio São Francisco, num ponto onde os viajantes atravessavam o rio para chegar a Juazeiro, na Bahia.

Quando é o aniversário de Petrolina e quantos anos a cidade faz?

O aniversário de Petrolina é em 21 de setembro. Em 2027, Petrolina completa 132 anos.

O aniversário de Petrolina é em 21 de setembro porque nesse dia, em 1895, a vila de Petrolina passou a ser cidade numa cerimônia oficial. Uma lei estadual de 3 de julho de 1895 já tinha dado a Petrolina o título de cidade. A cerimônia que instalou a cidade de Petrolina aconteceu quase três meses depois dessa lei, e o dia da cerimônia virou o aniversário. O 21 de setembro também é chamado de Emancipação Política do Município.

Antes de virar cidade, Petrolina foi vila duas vezes. Uma lei da província de Pernambuco fez do povoado uma vila em 1862, outra lei tirou de Petrolina esse posto de vila em 1864, e uma terceira lei fez de Petrolina uma vila de novo em 1870. Em 1893 a vila de Petrolina passou a ter prefeito próprio, dois anos antes da cerimônia que fez de Petrolina uma cidade.

É feriado no aniversário de Petrolina?

Sim, 21 de setembro é feriado municipal em Petrolina, por lei da cidade.

O que abre e fecha no feriado em Petrolina?

  • Bancos: as agências costumam fechar; aplicativos, internet banking e caixas eletrônicos funcionam (Febraban).
  • Repartições municipais: costumam fechar, com plantão nos serviços essenciais.
  • Comércio e shoppings: o horário de feriado varia de loja para loja; vale conferir no site do shopping ou da loja.
  • Transporte público: costuma operar com horário de feriado, que muda de cidade para cidade.
  • Saúde e serviços essenciais: hospitais e pronto-atendimentos atendem as urgências; polícia e bombeiros trabalham em regime de plantão.

Como é comemorado o aniversário de Petrolina?

A comemoração tradicional do aniversário de Petrolina é o desfile do dia 21 de setembro, organizado pela prefeitura nas avenidas do centro. Escolas, órgãos públicos e grupos da cidade desfilam com alas sobre a história de Petrolina. Na véspera ou na noite do aniversário, trios elétricos costumam animar o público na Orla 2, à beira do rio São Francisco e de frente para Juazeiro. A banda mais antiga da cidade, a Philarmônica 21 de Setembro, formada a partir de 1910, leva no nome o dia do aniversário de Petrolina.

Como Petrolina passou de ponto de travessia do rio a cidade

A travessia do rio São Francisco que deu origem a Petrolina (até 1858)

Em 1840, o lugar onde hoje fica Petrolina ainda não era um povoado e se chamava Passagem do Juazeiro. Ali havia fazendas de gado e algumas casas espalhadas. Boiadeiros e comerciantes do sertão de Pernambuco, do Piauí e do Ceará passavam por ali para atravessar o rio São Francisco até Juazeiro, na Bahia. Por ser passagem obrigatória para o norte do país, Petrolina ganhou depois o apelido de Encruzilhada do Progresso.

Orla de Petrolina, às margens do rio São Francisco. Foto: Rosanetur, CC BY 4.0

A capela de frei Henrique que reuniu as primeiras casas (1858 a 1860)

O frei Henrique era um capuchinho italiano, um frade missionário, que pregava na Passagem do Juazeiro a pedido do padre Manoel Joaquim da Silva, vigário da vila de Boa Vista. Em 1858 foi colocada a primeira pedra de uma capela na beira do rio, voltada para o São Francisco. A padroeira escolhida para a capela foi Santa Maria Rainha dos Anjos, e a capela só ficou pronta em 1860.

As primeiras casas do povoado surgiram em volta da capela de frei Henrique, num lugar chamado Grude. Foi desse grupo de casas perto da capela que nasceu a futura cidade de Petrolina.

A vila de Petrolina e a divisão da paróquia de Boa Vista (1862 a 1870)

A paróquia de Boa Vista era tão grande que o vigário de Boa Vista pediu para dividir o território, porque não conseguia atender todos os moradores. Em 7 de junho de 1862, uma lei da província de Pernambuco deu ao povoado um padre próprio, fez dele uma vila e deu a ele o nome de Petrolina.

Em 1864, outra lei tirou de Petrolina o posto de vila e devolveu esse posto para Boa Vista. Em 1870, uma nova lei fez de Petrolina uma vila outra vez, e a nova vila começou a funcionar em 24 de outubro de 1870.

O juiz, o prefeito e o título de cidade de Petrolina (1879 a 1895)

Uma lei de 1879 deu à vila de Petrolina um juiz próprio, e o primeiro juiz, Manoel Barreto Dantas, começou a trabalhar em 1º de outubro de 1881. Na época, a vila tinha poucas ruas estreitas e cheias de areia, uma igreja simples e pouco comércio. Mesmo assim, os moradores diziam a quem passava por ali que Petrolina teria um grande futuro.

Em 1893 Petrolina passou a se governar sozinha, e o primeiro prefeito foi o tenente-coronel Manoel Francisco de Souza Júnior. Em julho de 1895 uma lei estadual deu à vila o título de cidade, e a cerimônia de 21 de setembro daquele ano instalou a cidade de Petrolina.

Catedral de Petrolina, em estilo neogótico. Foto: Snow-surf, CC BY-SA 4.0

O trem, o bispo e a ponte que mudaram Petrolina (1923 a 1954)

Em 24 de fevereiro de 1923 foi aberto o primeiro trecho da Estrada de Ferro Petrolina-Teresina, com 62 quilômetros até Pau Ferro. Em 14 de maio do mesmo ano começou a funcionar a primeira feira livre de Petrolina. No fim de 1923 o papa Pio XI criou a diocese de Petrolina, e o primeiro bispo, Dom Malan, nascido na Itália, chegou à cidade em 15 de agosto de 1924. Dom Malan construiu a Catedral, o Palácio Diocesano, os colégios Nossa Senhora Auxiliadora e Dom Bosco e o Hospital Dom Malan.

Em 25 de novembro de 1948 o presidente Eurico Gaspar Dutra participou do começo das obras de uma ponte entre Petrolina e Juazeiro. A Ponte Presidente Dutra foi aberta em 16 de junho de 1954. Com a água do São Francisco levada para as plantações, Petrolina passou a produzir uva e manga e virou um dos maiores polos de vinho do Brasil.

Linha do tempo de PetrolinaSete marcos, de 1858 a 1954, na história de Petrolina.
  • 1858Começa a construção da capela de Santa Maria Rainha dos Anjos, na beira do rio.
  • 1862A Passagem do Juazeiro vira vila e ganha o nome de Petrolina.
  • 1870Depois de seis anos sem o posto de vila, Petrolina volta a ser vila.
  • 1893Petrolina passa a ter prefeito próprio.
  • 1895Em 21 de setembro, uma cerimônia oficial instala a cidade de Petrolina.
  • 1923Chega o trem da Estrada de Ferro Petrolina-Teresina.
  • 1954A Ponte Presidente Dutra passa a ligar Petrolina a Juazeiro.

De onde vem o nome Petrolina?

O nome Petrolina foi dado ao povoado em 7 de junho de 1862, pela mesma lei que fez da Passagem do Juazeiro uma vila. O nome foi uma homenagem ao imperador Dom Pedro II, que governava o Brasil na época.

Há outras explicações para o nome Petrolina, contadas como hipóteses. Uma diz que o nome vem de pedra linda. Outra diz que os primeiros moradores se chamavam Pedro e Lina e que o frei Henrique, com sotaque italiano, falava os dois nomes de um jeito parecido com Petrolina.

O que visitar no aniversário de Petrolina?

Catedral do Sagrado Coração de Jesus

A Catedral de Petrolina foi construída por Dom Malan, o primeiro bispo da cidade. A pedra fundamental da Catedral foi colocada em 2 de fevereiro de 1925, e a igreja foi inaugurada em 15 de agosto de 1929. A Catedral foi feita com pedras da própria região, em estilo neogótico, e tem vitrais franceses.

Ponte Presidente Dutra e a orla

A Ponte Presidente Dutra tem 801 metros sobre o rio São Francisco e liga Petrolina a Juazeiro, o mesmo caminho que os viajantes faziam na antiga Passagem do Juazeiro. O projeto da ponte foi feito pelo engenheiro francês Eugène Freyssinet. A Orla 2, onde passam os trios elétricos do aniversário, fica de frente para o rio e para a margem baiana.

Ilha do Fogo

A Ilha do Fogo fica no meio do rio São Francisco, entre Petrolina e Juazeiro, e tem uma pedra alta em forma de torre. Na época em que Petrolina ainda era vila, a ilha já era o lugar preferido dos moradores das duas cidades para festas, pescarias e jantares ao ar livre.

Museu do Sertão

O Museu do Sertão foi fundado em 27 de outubro de 1973 e reúne objetos sobre a vida no sertão e no rio São Francisco. Entre as peças do museu estão objetos de Dom Malan, o primeiro bispo de Petrolina, e do cangaceiro Lampião. O museu também tem uma sala só de carrancas, as figuras esculpidas que enfeitavam a frente dos barcos do rio.