A data do aniversário de Mogi Guaçu lembra o dia em que o povoado virou município, em 9 de abril de 1877. Nesse dia uma lei da província de São Paulo separou Mogi Guaçu de Mogi Mirim. Quem assinou a lei foi Sebastião José Pereira, que governava a província.

Quando é o aniversário de Mogi Guaçu e quantos anos a cidade faz?

O aniversário de Mogi Guaçu é em 9 de abril. Em 2027, Mogi Guaçu completa 150 anos.

O aniversário de Mogi Guaçu é em 9 de abril porque nesse dia, em 1877, uma lei da província de São Paulo transformou o povoado em município. Com essa lei, Mogi Guaçu deixou de pertencer a Mogi Mirim e ganhou governo próprio. A lei foi assinada por Sebastião José Pereira, que governava a província.

A primeira reunião da Câmara de Mogi Guaçu só aconteceu em janeiro de 1881, quase quatro anos depois da lei. Mesmo assim, a contagem dos anos da cidade parte de 1877, o ano da lei que criou o município.

É feriado no aniversário de Mogi Guaçu?

Sim, 9 de abril é feriado municipal em Mogi Guaçu.

O que abre e fecha no feriado em Mogi Guaçu?

  • Bancos: as agências costumam fechar; aplicativos, internet banking e caixas eletrônicos funcionam (Febraban).
  • Repartições municipais: costumam fechar, com plantão nos serviços essenciais.
  • Comércio e shoppings: o horário de feriado varia de loja para loja; vale conferir no site do shopping ou da loja.
  • Transporte público: costuma operar com horário de feriado, que muda de cidade para cidade.
  • Saúde e serviços essenciais: hospitais e pronto-atendimentos atendem as urgências; polícia e bombeiros trabalham em regime de plantão.

Como Mogi Guaçu nasceu na beira do rio e virou cidade

O ponto de parada na beira do rio (século 17 a 1722)

Até o século 17 a região era terra dos indígenas caiapós. Depois chegaram os bandeirantes que iam para o sertão atrás de ouro. Eles montavam acampamentos pelo caminho e plantavam roças para continuar a viagem, e a margem do rio Mogi Guaçu virou um desses pontos de parada.

Os primeiros moradores ergueram uma capela perto da Cachoeira de Cima, onde era mais fácil atravessar o rio, e ficaram ali cerca de 10 anos. Entre 1720 e 1722 o povoado mudou para o lugar atual, por onde passavam os viajantes a caminho de Cuiabá. Entre os fundadores estavam os irmãos Salvador e José Franco de Godoy e Joaquim José de Campos e Silva.

Ponte Metálica sobre o Rio Mogi Guaçu. Foto: CivArmy, CC BY 4.0

A igreja com padre fixo e a ligação com Mogi Mirim (1740 a 1877)

Em 1740 a igreja do povoado já tinha padre fixo. Ela era dedicada a Nossa Senhora da Conceição, a mesma santa do nome do povoado. Em 1769 Mogi Mirim virou município, e Mogi Guaçu passou a fazer parte dela.

Mogi Guaçu ficou mais de cem anos ligada a Mogi Mirim, até a lei de 9 de abril de 1877. Por volta de 1830 já havia 20 engenhos de açúcar nos arredores e as primeiras plantações de café.

O café e o trem fazem a cidade crescer (1875 a 1909)

Em 1875 chegou a Mogi Guaçu o ramal da Companhia Mogiana de Estradas de Ferro. Com o café e o trem, a economia começou a crescer. Em 1906 uma lei estadual deu a Mogi Guaçu o título de cidade, e em 1909 a luz elétrica tomou o lugar dos lampiões de querosene.

A geada e o terremoto (1918 e 1922)

Em junho de 1918 uma geada deixou os cafezais brancos e destruiu quase todo o café da cidade. Em 27 de janeiro de 1922 Mogi Guaçu sentiu um terremoto de 5,1 graus na escala Richter. O tremor rachou várias casas, e uma morte por ataque cardíaco foi ligada ao abalo.

A argila que virou indústria (de 1888 aos anos 1970)

Depois do fim da escravidão, em 1888, imigrantes italianos abriram as primeiras cerâmicas da cidade. O pioneiro foi o padre José Armani, com uma fábrica de telhas feitas da argila do lugar, chamada taguá. Entre 1940 e 1960 as fábricas faziam pisos e tubos de barro para esgoto, vendidos até para outros países da América do Sul.

Pesca no Rio Mogi Guaçu, que dá nome à cidade. Foto: Marco Aurélio Esparz, CC BY-SA 3.0

O papel, o fórum e o tomate (anos 1960 a 1991)

Nos anos 1960 a Champion abriu em Mogi Guaçu a fábrica de papel e celulose que hoje é da International Paper. A fábrica trouxe trabalhadores, e a cidade passou a ter mais moradores que Mogi Mirim. Em 30 de dezembro de 1966 Mogi Guaçu ganhou fórum e juiz próprios.

Nos anos 1970 o plantio de tomate atraiu gente do norte de Minas Gerais e do Nordeste. Em 1991 Estiva Gerbi, que fazia parte de Mogi Guaçu, virou município.

Linha do tempo de Mogi GuaçuSete marcos, de 1722 a 1991, na história de Mogi Guaçu.
  • 1722O povoado de Nossa Senhora da Conceição do Campo se firma no lugar atual.
  • 1740A igreja do povoado já tem padre fixo.
  • 1875Chega o trem da Companhia Mogiana.
  • 1877Em 9 de abril, uma lei separa Mogi Guaçu de Mogi Mirim e cria o município.
  • 1906Mogi Guaçu ganha o título de cidade.
  • 1966A cidade ganha fórum e juiz próprios.
  • 1991Estiva Gerbi, que fazia parte de Mogi Guaçu, vira município.

De onde vem o nome Mogi Guaçu?

O nome Mogi Guaçu vem do rio que corta a cidade. Em tupi antigo, moî'ygûasu quer dizer grande rio das cobras. Moîa quer dizer cobra, 'y quer dizer rio e ûasu quer dizer grande. Antes de ter esse nome, o povoado se chamava Nossa Senhora da Conceição do Campo.

A escrita do nome também mudou. A forma antiga era Mogy-Guassú, em 1944 o nome passou a ser escrito Moji-Guaçu e desde 1999 o nome oficial é Mogi Guaçu. Mogi Mirim, a cidade da qual Mogi Guaçu se separou, fica perto de um riacho de mesmo nome que deságua no rio Mogi Guaçu.

O que visitar no aniversário de Mogi Guaçu?

Igreja Matriz e Praça Rui Barbosa

A Igreja Matriz fica na Praça Rui Barbosa, que os moradores chamam de Recanto. A igreja é dedicada a Nossa Senhora da Conceição, a santa do primeiro nome do povoado, e o comércio da cidade cresceu em volta dessa praça.

Rio Mogi Guaçu e a ponte metálica

O rio que deu nome à cidade pode ser visto da ponte metálica vermelha, perto do centro. Foi na beira desse rio que os bandeirantes faziam a parada que deu origem a Mogi Guaçu.

Escola Estadual Padre Armani

O prédio da Escola Estadual Padre Armani é protegido como patrimônio histórico pelo governo de São Paulo. O nome da escola lembra o padre José Armani, que abriu a primeira fábrica de telhas da cidade.