A data do aniversário de Mesquita lembra o dia em que a cidade foi separada de Nova Iguaçu, em 25 de setembro de 1999. Nesse dia o governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho, assinou a lei estadual que criou o município.
Quando é o aniversário de Mesquita e quantos anos a cidade faz?
O aniversário de Mesquita é em 25 de setembro. Em 2027, Mesquita completa 28 anos.
O aniversário de Mesquita é em 25 de setembro porque nesse dia, em 1999, o governador Anthony Garotinho assinou uma lei estadual. A lei separou Mesquita de Nova Iguaçu e criou o município. O projeto da lei tinha sido votado dez dias antes, em 15 de setembro de 1999. Até então, Mesquita era uma parte de Nova Iguaçu.
A contagem dos anos de Mesquita parte de 1999, o ano da lei, e não de 2001, o ano em que o primeiro governo da cidade tomou posse. A primeira eleição para prefeito aconteceu em 2000, e José Montes Paixão venceu. Ele e os primeiros vereadores tomaram posse em 1º de janeiro de 2001.
É feriado no aniversário de Mesquita?
Sim, 25 de setembro é feriado municipal em Mesquita, por lei da cidade.
O que abre e fecha no feriado em Mesquita?
- Bancos: as agências costumam fechar; aplicativos, internet banking e caixas eletrônicos funcionam (Febraban).
- Repartições municipais: costumam fechar, com plantão nos serviços essenciais.
- Comércio e shoppings: o horário de feriado varia de loja para loja; vale conferir no site do shopping ou da loja.
- Transporte público: costuma operar com horário de feriado, que muda de cidade para cidade.
- Saúde e serviços essenciais: hospitais e pronto-atendimentos atendem as urgências; polícia e bombeiros trabalham em regime de plantão.
Como o povoado da Cachoeira virou a cidade de Mesquita
Os jacutingas e o engenho de açúcar na descida da serra (por volta de 1700)
Antes dos portugueses, a região era dos indígenas jacutingas. O nome do povo vem das penas da ave jacutinga, que eles usavam como enfeite. Os jacutingas entraram, junto com outros povos indígenas, na Confederação dos Tamoios.
Por volta de 1700, já funcionava um engenho na descida da Serra da Cachoeira, onde hoje fica o Parque Municipal. O engenho produzia açúcar e aguardente com o trabalho de pessoas escravizadas. O dono era o capitão Manoel Correa Vasques.
O povoado da Cachoeira, parada de tropeiros (até 1845)
Perto do engenho passava o rio da Caxueira, que hoje se chama Dona Eugênia. Tropeiros e carroceiros paravam ali para pegar água na cachoeira, e para atender essa gente cresceu um povoado em volta do engenho. Dali saíam caminhos para a Prata e para Nova Iguaçu, que na época se chamavam Jacutinga e Maxambomba.
Em 1845, o povoado da Cachoeira já tinha igreja própria e fazia parte da paróquia de Jacutinga. Os moradores da região plantavam cana, mandioca, milho e café. Na região também havia fornos de telha e de tijolo.
As fazendas do barão, a laranja e as olarias (1866 a 1920)
Em 1866, Jerônimo José de Mesquita, o futuro Barão de Mesquita, já era dono de fazendas na região, como a Fazenda São Mateus, perto de Nilópolis. Com o fim da escravidão se aproximando, as fazendas deram cada vez menos lucro. A Fazenda da Cachoeira foi vendida e dividida em chácaras de laranja, e as terras do barão foram loteadas pelos herdeiros.
No começo do século 20 surgiram as olarias, que faziam tijolos e telhas com o barro das áreas alagadas. Uma delas era a Companhia Ludolf & Ludolf, ao lado da estação de trem.
Os loteamentos, as fábricas e o distrito de Mesquita (1940 a 1959)
Entre 1940 e 1950, os loteamentos trouxeram tanta gente que o número de moradores de Mesquita ficou três vezes maior. No fim dos anos 1940 chegaram fábricas como as metalúrgicas Brasferro e IBT e a Pumar, que fazia sombrinhas.
Em 28 de abril de 1952, uma lei estadual criou o distrito de Mesquita, uma parte de Nova Iguaçu com nome e administração próprios. Em 1959, Mesquita já tinha estação de trem, agência de correio e banco, e formava uma só área urbana com Nova Iguaçu e Nilópolis.
A disputa na Justiça pela separação de Nova Iguaçu (1999 a 2001)
A separação de Nova Iguaçu passou por uma disputa na Justiça. Participaram dela o comitê que pedia a separação, a Câmara e a Prefeitura de Nova Iguaçu, o Tribunal Regional Eleitoral e o Supremo Tribunal Federal. O Supremo decidiu a favor da separação em 1999, antes da lei de 25 de setembro.
Depois da lei, Mesquita fez a primeira eleição para prefeito em 2000. O primeiro governo da cidade tomou posse em 1º de janeiro de 2001.
- Por volta de 1700Um engenho de açúcar e aguardente funciona na descida da Serra da Cachoeira.
- 1845O povoado da Cachoeira já tem igreja própria.
- 1884A parada de trem passa a se chamar Barão de Mesquita.
- 1952Uma lei estadual cria o distrito de Mesquita, dentro de Nova Iguaçu.
- 1999Em 25 de setembro, uma lei estadual separa Mesquita de Nova Iguaçu.
- 2001Em 1º de janeiro, tomam posse o primeiro prefeito e os vereadores.
De onde vem o nome Mesquita?
O nome Mesquita vem de Jerônimo José de Mesquita, que recebeu o título de Barão de Mesquita em 1873 e era dono das fazendas da região central da cidade de hoje. Em 1884, a parada de trem do povoado da Cachoeira passou a se chamar Barão de Mesquita. Depois o povoado passou a se chamar Jerônymo de Mesquita, e com o tempo o nome ficou só Mesquita.
Jerônimo José de Mesquita nasceu no Rio de Janeiro em 1826. Ele foi vereador do Rio, diretor do Banco do Brasil e presidente da Associação Comercial, e depois de barão ganhou os títulos de visconde e de conde. Ele morreu em 1886, dois anos depois de a parada de trem ganhar o seu título.
O que visitar no aniversário de Mesquita?
Parque Municipal e nascente do rio Dona Eugênia
O Parque Municipal fica onde funcionava o antigo engenho, na descida da serra. Lá está a nascente do rio Dona Eugênia, o antigo rio da Caxueira, que deu nome ao povoado da Cachoeira. O parque faz parte do primeiro geoparque do estado do Rio de Janeiro.
Estação Mesquita
A estação Mesquita é a antiga parada de trem que em 1884 ganhou o título do barão. Foi dela que veio o nome da cidade.