A data do aniversário de Manacapuru lembra o dia em que a vila virou cidade, em 16 de julho de 1932. O decreto foi assinado em Manaus por Waldemar Pedrosa, que estava no comando do governo do Amazonas.
Quando é o aniversário de Manacapuru e quantos anos a cidade faz?
O aniversário de Manacapuru é em 16 de julho. Em 2027, Manacapuru completa 95 anos.
O aniversário de Manacapuru é em 16 de julho porque nesse dia, em 1932, o governo do Amazonas transformou a vila em cidade. O decreto foi assinado no Palácio Rio Negro, em Manaus, por Waldemar Pedrosa, que estava no comando do governo do estado no lugar de Antônio Rogério Coimbra. O texto do decreto elogia o progresso da vila, o ensino e o povo ordeiro e trabalhador. Ele também diz que no mesmo dia o Brasil lembrava o sacrifício de Felipe dos Santos.
A festa de inauguração da nova cidade aconteceu em 11 de agosto de 1932, e o governo declarou feriado o dia da festa. Cerca de mil crianças de uniforme assistiram à cerimônia e cantaram o Hino Nacional em coro. Para lembrar a criação da cidade, foi erguido na Praça 16 de Julho um obelisco de cimento armado com sete metros de altura. Um metro abaixo dele foram enterrados jornais, moedas, selos e a ata de fundação da cidade.
É feriado no aniversário de Manacapuru?
Sim, 16 de julho é feriado municipal em Manacapuru, por lei da cidade.
O que abre e fecha no feriado em Manacapuru?
- Bancos: as agências costumam fechar; aplicativos, internet banking e caixas eletrônicos funcionam (Febraban).
- Repartições municipais: costumam fechar, com plantão nos serviços essenciais.
- Comércio e shoppings: o horário de feriado varia de loja para loja; vale conferir no site do shopping ou da loja.
- Transporte público: costuma operar com horário de feriado, que muda de cidade para cidade.
- Saúde e serviços essenciais: hospitais e pronto-atendimentos atendem as urgências; polícia e bombeiros trabalham em regime de plantão.
Como Manacapuru passou de aldeia dos Mura a cidade
O pesqueiro de tartarugas e a chegada dos Mura (1768 a 1786)
Em 1768 o rio Manacapuru era descrito como um rio de água preta, de onde se tirava muita salsaparrilha e óleo de copaíba. Perto dali funcionava o pesqueiro do Caldeirão, que pescava tartarugas para alimentar os soldados de Barcelos, a capital da região. Em 27 de setembro de 1785, um grande grupo de indígenas Mura chegou ao pesqueiro, com um intérprete indígena chamado Antônio.
O general João Pereira Caldas mandou aos Mura presentes como machados, foices, facas e anzóis. Ele também pediu paciência no trato com o grupo, para que os indígenas não voltassem para a mata. Em 15 de fevereiro de 1786, 290 indígenas Mura passaram a morar na beira do lago Manacapuru, em casas feitas pelo governo, junto com três soldados. Foi essa aldeia que deu origem à cidade.
Uma aldeia pequena por muito tempo (1806 a 1854)
O pesqueiro ainda funcionava em 1806 e usava o trabalho de vários indígenas, e muitos deles morreram pelo trabalho sem fim nos pesqueiros. Em 1854 a aldeia tinha uma dúzia de casas de palha. Quando o governante da província visitou a aldeia, em 11 de março de 1854, encontrou só mulheres, crianças e dois homens. Os indígenas tinham erguido uma casa para servir de capela e de moradia para um padre.
A paróquia e o governo próprio (1865 a 1901)
Em 12 de agosto de 1865, uma lei criou a paróquia de Nossa Senhora de Nazaré de Manacapuru, e o povoado ganhou um padre fixo. A lei pedia uma igreja matriz, mas o governo só aprovou dinheiro para ajudar na obra em 1881. Em 27 de setembro de 1894, outra lei separou Manacapuru de Manaus e deu a ela governo próprio. O novo município começou a funcionar em 16 de junho de 1895 e passou a ter juiz próprio em 1901.
A vila que virou cidade (1911 a 1933)
Em 1911 o município já estava dividido em 13 partes, cada uma com sua administração local. Em 1932 a vila virou cidade, e no ano seguinte a cidade tinha 18 ruas, cinco praças, duas serrarias a vapor e 22 casas de comércio.
A juta e os municípios vizinhos (1958 a 2007)
Em 1958 a juta, uma planta de fibra trazida para a região por imigrantes japoneses, era a principal riqueza de Manacapuru. Ela valia cerca de 85% de tudo o que o município plantava e 30% da juta do Amazonas, e por isso uma folha de juta está no centro do brasão da cidade.
Em 1961 o povoado de Beruri se separou de Manacapuru e virou município, e em 1963 foi a vez de Caapiranga e de Vila Rica. Em 27 de dezembro de 2007, Manacapuru passou a fazer parte da Região Metropolitana de Manaus.
- 1785Um grande grupo de indígenas Mura chega ao pesqueiro do Caldeirão.
- 1786Em 15 de fevereiro, 290 indígenas Mura passam a morar na beira do lago Manacapuru.
- 1865Uma lei cria a paróquia de Nossa Senhora de Nazaré, e o povoado ganha padre fixo.
- 1894Manacapuru se separa de Manaus e ganha governo próprio.
- 1932Em 16 de julho, a vila vira cidade.
- 1958A juta é a principal riqueza do município.
- 2007Manacapuru passa a fazer parte da Região Metropolitana de Manaus.
De onde vem o nome Manacapuru?
O nome Manacapuru vem do lago na beira do qual a aldeia dos Mura foi construída. A palavra junta dois termos do tupi. Manacá quer dizer flor, e puru quer dizer enfeitado ou de várias cores, por isso o nome é traduzido como flor matizada, uma flor de muitas cores. Manacapuru também é chamada de Princesinha do Solimões.
O que visitar no aniversário de Manacapuru?
Praça 16 de Julho
A Praça 16 de Julho leva no nome a data do aniversário de Manacapuru. Na praça está o obelisco que lembra a criação da cidade, com os documentos enterrados embaixo dele.
Igreja de Nossa Senhora de Nazaré
A igreja matriz é dedicada a Nossa Senhora de Nazaré, a padroeira da cidade. A paróquia foi criada em 1865, quando o povoado ganhou o primeiro padre fixo.
Lago de Manacapuru
O lago deu nome à cidade e foi onde os Mura passaram a morar em 1786. Em 1852 o lago foi apontado como o lugar mais indicado para fundar uma povoação, e na vazante recebia muita gente para pescar pirarucu e fazer manteiga de tartaruga. Em 1933 o lago era descrito como enorme e pouco fundo, com castanheiras nas margens.
Orla e Balneário do Miriti
O bairro Miriti fica nos fundos da cidade, à beira do lago de mesmo nome, e em 1933 já era descrito como um bairro muito habitado. A Orla e o Balneário do Miriti estão entre os passeios da cidade, numa região que faz parte da Área de Proteção Ambiental do Miriti.