A data do aniversário de Luziânia lembra o dia em que o paulista Antônio Bueno de Azevedo chegou ao lugar onde nasceu a cidade, em 13 de dezembro de 1746. Nesse dia ele achou ouro num córrego. O povoado ganhou o nome de Santa Luzia, a santa do dia.

Quando é o aniversário de Luziânia e quantos anos a cidade faz?

O aniversário de Luziânia é em 13 de dezembro. Em 2026, Luziânia completa 280 anos.

O aniversário de Luziânia é em 13 de dezembro, o dia em que Antônio Bueno de Azevedo se fixou no lugar onde nasceu a cidade, em 1746. Bueno saiu de Paracatu, em Minas Gerais, no fim de 1746, com amigos e muitos escravizados. No caminho, o grupo parou perto de um rio que ele chamou de São Bartolomeu, o santo daquele dia. Em 11 de dezembro a comitiva seguiu para o oeste e chegou dois dias depois ao local do povoado.

O 13 de dezembro é o dia de Santa Luzia no calendário católico. Nesse dia Bueno viu pepitas de ouro no leito de um córrego. No dia seguinte ele ergueu um cruzeiro, uma grande cruz que marcava o começo do povoado. A data da chegada de Bueno virou o aniversário da cidade.

É feriado no aniversário de Luziânia?

Sim, 13 de dezembro é feriado municipal em Luziânia.

O que abre e fecha no feriado em Luziânia?

  • Bancos: as agências costumam fechar; aplicativos, internet banking e caixas eletrônicos funcionam (Febraban).
  • Repartições municipais: costumam fechar, com plantão nos serviços essenciais.
  • Comércio e shoppings: o horário de feriado varia de loja para loja; vale conferir no site do shopping ou da loja.
  • Transporte público: costuma operar com horário de feriado, que muda de cidade para cidade.
  • Saúde e serviços essenciais: hospitais e pronto-atendimentos atendem as urgências; polícia e bombeiros trabalham em regime de plantão.

Como é comemorado o aniversário de Luziânia?

Na semana do 13 de dezembro, a prefeitura costuma fazer shows de música e entregar obras na cidade. Uma das atrações da festa é um festival de doces feitos em Luziânia. O doce tem história antiga na cidade, e em 1819 a marmelada feita em Santa Luzia já era levada até o Rio de Janeiro.

Como Luziânia nasceu do ouro de Santa Luzia

A corrida do ouro que fez crescer Santa Luzia (1746 a 1771)

A notícia do ouro atraiu muita gente para o povoado de Santa Luzia. O ouro do lugar era farto, de cor bonita e de 23 quilates. A primeira missa foi rezada em 25 de março de 1747 pelo padre Luiz da Gama Mendonça. Em 1749 Santa Luzia passou a ter um juiz próprio, e em 1756 a igreja do povoado ganhou padre fixo.

Vista aérea do centro de Luziânia. Foto: Arley Cruzper, CC BY-SA 4.0

Para levar água até as minas do Cruzeiro, começou em abril de 1758 a obra do Rego da Saia Velha. O canal tinha 42 quilômetros e foi aberto por milhares de escravizados em dois anos de trabalho. A inauguração do canal terminou num grande tumulto, e várias pessoas foram presas, entre elas o mestre da obra. O fundador Antônio Bueno de Azevedo morreu em 12 de maio de 1771.

O fim do ouro e a vida no campo (do fim do século 18 a 1845)

No fim do século 18 o ouro começou a acabar, e muitas famílias deixaram o povoado para plantar e criar gado no campo. Em 1819 Santa Luzia tinha cerca de 300 casas, quase vazias durante a semana. Os moradores só vinham ao povoado aos domingos e dias de festa. Quase ninguém minerava, e só quatro ou cinco homens ainda catavam grãos de ouro nos córregos.

Os moradores passaram a viver mais da lavoura do que da mineração. Eles faziam queijos e marmelada, que vendiam em outras vilas de Goiás e de Minas Gerais. A Igreja de Nossa Senhora do Rosário, construída pelos negros no tempo do ouro, já estava em ruínas em 1819.

O governo próprio de Santa Luzia (1833 a 1867)

O povoado fundado por Bueno levou quase 90 anos para ganhar governo próprio. Em 1833 Santa Luzia virou município. Em 5 de outubro de 1867 uma lei da província deu a Santa Luzia o título de cidade.

As cidades que saíram de Luziânia e a chegada de Brasília (1916 a 1991)

Com o tempo, partes do território de Luziânia viraram municípios próprios. Em 1916 a região de São Sebastião dos Cristais se separou e virou Cristalina. Depois saíram Padre Bernardo, em 1963, Santo Antônio do Descoberto, em 1982, e Cidade Ocidental, em 1991. Valparaíso de Goiás e Novo Gama também nasceram de terras de Luziânia.

Estátua de Cristo em Luziânia. Foto: marceloakira, CC BY-SA 3.0

Depois da inauguração de Brasília, em 1960, Luziânia cresceu depressa. As rodovias BR-040 e BR-050 trouxeram comércio e novos moradores. As regras de uso do solo do Distrito Federal limitavam onde a capital podia crescer, e muitas famílias compraram terreno em loteamentos de Luziânia, do outro lado da divisa.

Linha do tempo de LuziâniaSete marcos, de 1746 a 1960, na história de Luziânia.
  • 1746Em 13 de dezembro, Antônio Bueno de Azevedo chega ao lugar e o povoado ganha o nome de Santa Luzia.
  • 1747É rezada a primeira missa do povoado.
  • 1758Começa a obra do Rego da Saia Velha, canal de 42 km até as minas de ouro.
  • 1833Santa Luzia vira município.
  • 1867Santa Luzia ganha o título de cidade.
  • 1943O nome muda de Santa Luzia para Luziânia.
  • 1960A inauguração de Brasília traz novos moradores para Luziânia.

De onde vem o nome Luziânia?

O nome Luziânia vem de Santa Luzia, o primeiro nome da cidade. Bueno chegou ao lugar no dia de Santa Luzia, e o povoado ficou com o nome da santa. Em 31 de dezembro de 1943, um decreto-lei do governo de Goiás trocou Santa Luzia por Luziânia. O nome novo manteve a homenagem à padroeira.

O que visitar no aniversário de Luziânia?

Igreja do Rosário e Rua do Rosário

A Igreja de Nossa Senhora do Rosário é do século 18, o tempo do ouro que fez nascer a cidade. Ela guarda imagens de madeira daquela época e sinos de bronze. Perto da igreja ficam os casarões da Rua do Rosário.

Cachoeira de Saia Velha

A Cachoeira de Saia Velha tem o mesmo nome do canal aberto em 1758 para levar água às minas de ouro de Santa Luzia.

Fazendinha JK

Juscelino Kubitschek, o presidente que construiu Brasília, teve uma fazenda em Luziânia. A Fazendinha JK guarda objetos daquele tempo, com uma casa e uma capela projetadas por Oscar Niemeyer.