A data do aniversário de Jequié lembra a fundação do município, em 25 de outubro de 1897. Naquele ano, uma lei estadual separou Jequié de Maracás, e a primeira eleição municipal escolheu quem ia governar o novo município.

Quando é o aniversário de Jequié e quantos anos a cidade faz?

O aniversário de Jequié é em 25 de outubro. Em 2027, Jequié completa 130 anos.

O aniversário de Jequié é em 25 de outubro porque essa é a data de fundação do município, em 1897. Até aquele ano, Jequié fazia parte do município de Maracás, ao qual pertencia desde 1860. Em 10 de julho de 1897, uma lei estadual criou o município de Jequié, separado de Maracás.

Em outubro de 1897, a primeira eleição municipal de Jequié escolheu Urbano de Souza Brito Gondim para governar o novo município. Na época, o cargo de prefeito tinha o nome de intendente. Com a lei de julho e a eleição de outubro, Jequié passou a ter governo próprio, e 25 de outubro de 1897 ficou registrado como a data de fundação do município.

É feriado no aniversário de Jequié?

Sim, 25 de outubro é feriado municipal em Jequié.

O que abre e fecha no feriado em Jequié?

  • Bancos: as agências costumam fechar; aplicativos, internet banking e caixas eletrônicos funcionam (Febraban).
  • Repartições municipais: costumam fechar, com plantão nos serviços essenciais.
  • Comércio e shoppings: o horário de feriado varia de loja para loja; vale conferir no site do shopping ou da loja.
  • Transporte público: costuma operar com horário de feriado, que muda de cidade para cidade.
  • Saúde e serviços essenciais: hospitais e pronto-atendimentos atendem as urgências; polícia e bombeiros trabalham em regime de plantão.

Como é comemorado o aniversário de Jequié?

No dia 25 de outubro, a prefeitura de Jequié costuma fazer o Desfile Cultural na Avenida Rio Branco, no Centro. No mês do aniversário, a programação da prefeitura também costuma ter um torneio de pesca esportiva.

Como Jequié nasceu de uma fazenda à beira do rio de Contas

A Fazenda Borda da Mata, terra onde Jequié surgiu

Antes de Jequié existir, as terras da cidade faziam parte da Fazenda Borda da Mata, de José de Sá Bitencourt. Ele nasceu em Caeté, em Minas Gerais, e participou da Inconfidência Mineira de 1789. Na Bahia, Sá Bitencourt dirigiu o serviço de minas da província e conheceu a região quando abria uma estrada entre Camamu e Monte Alto. Ele comprou terras do capitão-mor João Gonçalves da Costa e recebeu outras do governo como prêmio pelo seu trabalho.

Catedral de Santo Antônio, marco do centro. Foto: Ronaldosst, CC BY-SA 4.0

A Fazenda Borda da Mata prosperou com o algodão, a borracha e o gado, e cobria terras dos atuais municípios de Camamu, Ipiaú, Jequié, Jaguaquara, Maracás e Boa Nova. Quando a fazenda foi dividida entre os herdeiros, a parte chamada Jequié ou Barra de Jequié, à margem do rio de Contas, ficou com José de Sá Bitencourt e Câmara. Foi nessa parte da Fazenda Borda da Mata que nasceu o povoado de Jequié.

O povoado de Jequié na foz do riacho Jequiezinho

O povoado de Jequié se formou aos poucos na foz do Jequiezinho, o riacho que deságua no rio de Contas. Os primeiros moradores eram indígenas da região e negros escravizados, e o primeiro registro de nascimento do povoado foi de um filho de escravizados. O lugar virou ponto de parada de viajantes e tropeiros, e assim surgiram os primeiros ranchos e as primeiras vendas.

Mais tarde, Joaquim Fernandes da Silva comprou a Barra de Jequié, abriu estradas e vendeu lotes da fazenda. O povoado, que já ficava no município de Maracás, ganhou a primeira igrejinha e, em 1880, virou distrito, uma parte oficial desse município com nome próprio.

A feira do rio de Contas e o caminho até o município de 1897

Pelo rio de Contas, canoeiros desciam com frutas e verduras para vender no povoado de Jequié, e mascates e tropeiros também passavam pela feira. A partir de 1885, os comerciantes italianos José Rotondano, José Niella e Carlos Marotta passaram a comprar o que sobrava das canoas. O lugar dessa feira deu origem à Praça Luís Viana, que leva o nome do governador que assinou a criação do município de Jequié.

Em 1890, a junta de alistamento de eleitores começou a trabalhar na sacristia da igreja de Jequié, e em 1894 Antônio de Souza Brito Gondim tomou posse como primeiro administrador do distrito. Três anos depois, em 1897, uma lei estadual separou Jequié de Maracás e criou o município.

Jequié vira cidade e o decreto que levava a capital da Bahia para lá (1910 e 1911)

Em 1908, o município de Jequié ganhou nove medalhas e um diploma na Exposição Nacional. Em 13 de junho de 1910, uma lei estadual transformou Jequié em cidade. Em 1911, o governador Aurélio Viana decretou a mudança da capital da Bahia de Salvador para Jequié. Salvador foi bombardeada, o fogo atingiu a biblioteca pública e o governador renunciou. A capital da Bahia continuou em Salvador.

A barragem no rio de Contas, perto da cidade. Foto: Daniel9d Martins, CC BY 2.0

A enchente de 1914 e a reconstrução de Jequié

Em 1914, uma enchente do rio de Contas destruiu quase tudo em Jequié. Depois da cheia, a cidade foi reconstruída nas partes mais altas e ficou conhecida como Chicago Baiana. Jequié inaugurou o cemitério municipal em 1919 e recebeu uma agência do Banco do Brasil em 1923. Em 1927, a cidade festejou a chegada da Estrada de Ferro de Nazaré.

Linha do tempo de JequiéSete marcos, de 1880 a 1927, na história de Jequié.
  • 1880O povoado de Jequié vira distrito de Maracás.
  • 1885Comerciantes italianos passam a comprar o que sobra da feira do rio de Contas.
  • 1897Uma lei estadual separa Jequié de Maracás e cria o município.
  • 1910Jequié vira cidade em 13 de junho.
  • 1911O governador decreta a mudança da capital da Bahia para Jequié, mas ela fica em Salvador.
  • 1914Uma enchente do rio de Contas destrói quase toda a cidade.
  • 1927Chega a Estrada de Ferro de Nazaré.

De onde vem o nome Jequié?

O nome Jequié veio da fazenda Jequié ou Barra de Jequié, à margem do rio de Contas, onde nasceu o povoado. Uma explicação liga a palavra ao tupi jequi, um cesto em forma de funil usado como armadilha para pegar peixe. Outra explicação diz que Jequié vem da língua dos povos do sertão baiano que não falavam tupi e quer dizer onça.

O que visitar no aniversário de Jequié?

Catedral de Santo Antônio

A Catedral de Santo Antônio foi construída em 1928, em estilo gótico, na cidade reconstruída depois da enchente de 1914. O projeto é do arquiteto francês André Saffrey, e a obra foi feita pelo engenheiro alemão Carlos Kuenh. A igreja é dedicada a Santo Antônio, padroeiro de Jequié, festejado de 1 a 13 de junho.

Museu Histórico João Carlos Borges

No aniversário, o Museu Histórico João Carlos Borges é o lugar para ver a história de Jequié. O museu guarda documentos, fotografias, objetos e obras de arte da cidade.

Praça Luís Viana

A Praça Luís Viana fica no lugar da antiga feira do povoado, onde os comerciantes italianos compravam o que sobrava das canoas do rio de Contas. O nome da praça homenageia o governador que assinou a criação do município de Jequié, em 1897.

Prainha de Lomanto

A Prainha de Lomanto fica nas águas represadas do rio de Contas, o mesmo rio por onde os canoeiros levavam frutas e verduras para a feira de Jequié.

Alto da Prefeitura

O Alto da Prefeitura é um mirante com vista de Jequié, bom para ver o pôr do sol no fim do dia do aniversário.