A data do aniversário de Itatiba lembra o dia em que tomaram posse os primeiros vereadores da cidade, em 1º de novembro de 1857. Com essa posse o lugar deixou de depender de Jundiaí e passou a ter governo próprio. Na época a cidade se chamava Belém de Jundiaí.

Quando é o aniversário de Itatiba e quantos anos a cidade faz?

O aniversário de Itatiba é em 1º de novembro. Em 2027, Itatiba completa 170 anos.

O aniversário de Itatiba é em 1º de novembro porque nesse dia, em 1857, tomaram posse os primeiros vereadores eleitos da cidade. Até ali o lugar pertencia a Jundiaí. Em 1856 os moradores fizeram um abaixo-assinado pedindo governo próprio, e em 20 de fevereiro de 1857 uma lei da província de São Paulo criou a Vila do Belém de Jundiaí.

Naquela época não havia prefeito, e a Câmara de vereadores governava a cidade. Por isso a posse da primeira Câmara, em 1º de novembro de 1857, marca o começo do governo próprio de Itatiba e é a data que a cidade comemora.

É feriado no aniversário de Itatiba?

Não, 1º de novembro não é feriado municipal em Itatiba.

Como Itatiba nasceu em volta da capela de Nossa Senhora do Belém

As primeiras famílias na beira do Rio Atibaia (1786 a 1792)

A área onde hoje fica Itatiba pertencia a Jundiaí, na divisa com Atibaia, Bragança e Campinas. Desde cerca de 1700 o Rio Atibaia servia de caminho entre as vilas da região. Em 1786 doze famílias, a maioria vinda de Atibaia e de Bragança, abriam sítios na mata perto do rio. A prova disso é uma contagem de moradores de Jundiaí, achada em 2004 no Arquivo do Estado de São Paulo.

Vista da cidade de Itatiba, na Região Metropolitana de Campinas. Foto: Assessoria do deputado Edmir Chedid/Alesp, CC BY 4.0

O grupo de sítios ganhou o nome de Bairro do Atibaia, e em 1792 já eram 42 famílias. Em 1792 também chegou Antônio Rodrigues da Silva, conhecido como Sargentão, que servia numa companhia de soldados de Jundiaí. Ele veio com a esposa Izidora e trouxe a imagem de Nossa Senhora do Belém, provavelmente de Minas Gerais. No sítio dele, onde hoje fica o bairro do Cruzeiro, ergueu uma pequena capela.

As terras da colina doadas à santa para formar o centro (1822 a 1830)

Em 1822 o Sargentão e o amigo Raimundo Cardoso de Oliveira compraram uma grande área na colina vizinha. Em agosto de 1823 eles registraram a compra no cartório de Jundiaí e doaram as terras à capela de Nossa Senhora do Belém. Nessas terras começou a segunda capela, a atual igreja do Rosário, e o dinheiro da venda dos lotes ia para a construção da igreja matriz.

Em 1829 os moradores receberam licença para fazer batizados na capela. O primeiro pedido para a igreja ter padre fixo foi negado, e o segundo deu certo. Em 9 de dezembro de 1830 um decreto de Dom Pedro I criou a igreja de Belém de Jundiaí.

O café e o pedido de separação de Jundiaí (1850 a 1857)

Por volta de 1850 o café chegou às fazendas da região, e a relação com Jundiaí começou a se desgastar. Em 1856 os moradores fizeram o abaixo-assinado pedindo governo próprio. A lei saiu em fevereiro de 1857, e a primeira Câmara tomou posse em 1º de novembro.

A cidade do café e o trabalho escravizado (1876 a 1888)

Em 1876 Belém de Jundiaí recebeu o título de cidade e, no ano seguinte, passou a se chamar Itatiba. O café era a principal lavoura, e a cidade também vendia algodão e vinho. Para levar o café havia uma ferrovia, a Estrada de Ferro Carril Itatibense.

O café dependia do trabalho de pessoas escravizadas, e por volta de 1870 e 1880 quase dois terços dos moradores viviam nessa condição. O padre Francisco de Paula Lima foi um dos abolicionistas da cidade. Em 28 e 29 de abril de 1888 a cidade fez uma grande festa pela abolição, e a Avenida 29 de Abril lembra essa data.

Museu Histórico Municipal Padre Francisco de Paula Lima. Foto: Tullio F, CC BY-SA 4.0

As fábricas e os móveis coloniais depois do café (1929 a 1964)

O café trouxe muitos imigrantes italianos. Depois da crise de 1929 o café perdeu força, e vieram as fábricas de tecido, de fósforo e de calçado. Nos anos 1960 começaram as fábricas de móveis em estilo colonial, que deram a Itatiba o apelido de Capital Brasileira do Móvel Colonial. Em 1964 Morungaba, que fazia parte de Itatiba, se separou e virou município.

Linha do tempo de ItatibaSete marcos, de 1786 a 1960, na história de Itatiba.
  • 1786Doze famílias abrem sítios na beira do Rio Atibaia.
  • 1792O Sargentão chega com a imagem de Nossa Senhora do Belém e ergue a primeira capela.
  • 1823Terras na colina são doadas à capela, e ali nasce o centro.
  • 1830A igreja passa a ter padre fixo, com o nome de Belém de Jundiaí.
  • 1857Em 1º de novembro tomam posse os primeiros vereadores, e a cidade deixa de depender de Jundiaí.
  • 1877Belém de Jundiaí passa a se chamar Itatiba, que em tupi quer dizer muita pedra.
  • Anos 1960Começam as fábricas de móveis coloniais.

De onde vem o nome Itatiba?

Itatiba quer dizer muita pedra em tupi. Até 1877 a cidade se chamava Belém de Jundiaí, por causa de Nossa Senhora do Belém, a santa da primeira capela. O padre Francisco de Paula Lima e o maestro Elias Álvares Lobo tiveram a ideia de trocar o nome, e os moradores queriam um nome indígena que quisesse dizer pedra branca, que seria Itatinga.

O vereador Antônio Augusto de Castro sugeriu Itatiba, e esse nome passou a valer em 8 de maio de 1877. Alguns deputados acharam que tinha havido um erro de tradução. O nome Itatinga acabou ficando para outra cidade paulista, na região de Bauru.

O que visitar no aniversário de Itatiba?

Igreja do Rosário

A igreja do Rosário fica no centro e nasceu como a segunda capela da cidade. Ela foi construída na colina que o Sargentão e Raimundo Cardoso de Oliveira doaram à santa em 1823, e em volta dela nasceram as ruas do centro.

Museu Histórico Padre Francisco de Paula Lima

O museu da cidade leva o nome do padre Francisco de Paula Lima, um dos abolicionistas de Itatiba. Ele nasceu em Itu e descendia de escravizados. Foi também um dos que tiveram a ideia de trocar o nome Belém de Jundiaí.

Avenida 29 de Abril

A avenida tem no nome a data da festa da abolição na cidade, em 1888. Nos anos 1960 ela ficou cheia de lojas de móveis coloniais, o produto que deu apelido a Itatiba.