A data do aniversário de Itajaí lembra o dia em que o município começou a funcionar, em 15 de junho de 1860. Nesse dia tomaram posse os sete primeiros vereadores, e Joaquim Pereira Liberato passou a presidir a Câmara. O povoado tinha nascido em 1824 em volta de uma capela, com a liderança do comerciante português Agostinho Alves Ramos.

Quando é o aniversário de Itajaí e quantos anos a cidade faz?

O aniversário de Itajaí é em 15 de junho. Em 2027, Itajaí completa 167 anos.

O aniversário de Itajaí é em 15 de junho porque nesse dia, em 1860, o município passou a ter governo próprio. Nesse dia tomaram posse os sete primeiros vereadores de Itajaí, e Joaquim Pereira Liberato foi escolhido para presidir a primeira Câmara. O município tinha sido criado pela província de Santa Catarina em 4 de abril de 1859. Até então o povoado dependia de Porto Belo, e a Câmara de Porto Belo lutou contra a separação.

O novo município era bem maior que a Itajaí de hoje. Ele ia da foz do rio Itajaí-Açu até as terras onde hoje ficam Blumenau, Brusque e Camboriú. Mesmo assim, a contagem dos anos de Itajaí parte de 1860, o ano da posse dos primeiros vereadores, e não de 1824, o ano em que o povoado ganhou padre próprio.

É feriado no aniversário de Itajaí?

Sim, 15 de junho é feriado municipal em Itajaí.

O que abre e fecha no feriado em Itajaí?

  • Bancos: as agências costumam fechar; aplicativos, internet banking e caixas eletrônicos funcionam (Febraban).
  • Repartições municipais: costumam fechar, com plantão nos serviços essenciais.
  • Comércio e shoppings: o horário de feriado varia de loja para loja; vale conferir no site do shopping ou da loja.
  • Transporte público: costuma operar com horário de feriado, que muda de cidade para cidade.
  • Saúde e serviços essenciais: hospitais e pronto-atendimentos atendem as urgências; polícia e bombeiros trabalham em regime de plantão.

Como é comemorado o aniversário de Itajaí?

A comemoração tradicional do aniversário de Itajaí é o corte oficial do bolo, feito pela prefeitura no Centreventos, na beira do rio Itajaí-Açu, no dia 15 de junho. O bolo segue a receita de dona Hilda da Silva Molleri. Nas semanas do aniversário, fatias do mesmo bolo são levadas aos bairros da cidade.

Outra tradição do aniversário é o Casamento Coletivo organizado pela prefeitura. O número de casais é igual à idade que a cidade completa, e a festa dos noivos tem música, brinde e bolo.

Como Itajaí nasceu na foz do rio Itajaí-Açu

A foz do rio antes do povoado (1658 ao século 18)

Em 1658 o paulista João Dias de Arzão recebeu terras na beira do rio Itajaí-Açu, em frente à foz do rio Itajaí-Mirim. Ele morou com a família na margem onde hoje fica Navegantes. Arzão procurava ouro, não encontrou e não quis fundar um povoado. Nessa época os indígenas xokleng ainda resistiam à chegada dos brancos, e os carijós da beira do mar já tinham quase desaparecido.

Centro de Itajaí (SC), na foz do rio Itajaí-Açu. Foto: Ronaldo Canhada, CC BY-SA 3.0

No século 18 a riqueza da região era a madeira. Escravizados serravam as árvores à mão, e as tábuas seguiam para Santos e para o Rio de Janeiro. A derrubada foi tão grande que o governo português reservou ao rei o corte das melhores árvores. Muitos moradores eram açorianos que ocupavam a terra sem papel de posse.

A colônia de Drummond, que Itajaí já contou como fundação (1820 a 1822)

Em 5 de janeiro de 1820 o rei Dom João VI autorizou Antônio de Menezes Vasconcelos de Drummond a abrir uma colônia perto do rio Itajaí-Mirim. Drummond tinha 25 anos e cuidava do corte de madeira do rei em Santa Catarina. Soldados dispensados ajudaram a derrubar a mata para as primeiras roças e casas. A colônia teria o nome de São Tomás de Vilanova, em homenagem a um ministro do rei, mas Drummond parou as obras quando o rei voltou para Portugal.

Nos cerca de dois anos em que ficou na colônia, Drummond montou uma serraria e construiu a sumaca São Domingos Lourenço, o primeiro barco desse tamanho feito na beira do Itajaí. Na primeira viagem ela levou milho, feijão e tábuas para o Rio de Janeiro. Por isso Itajaí já festejou o centenário da fundação em julho de 1920, contando a partir de 1820, e a Rua Bento passou a se chamar Avenida Antônio Drumond.

A capela que deu origem ao povoado (1824 a 1833)

Depois da colônia de Drummond, o comerciante português Agostinho Alves Ramos se mudou para a foz com a mulher, Ana Maria Rita. Ele era sócio de uma casa comercial em Desterro e liderou o pedido ao bispo do Rio de Janeiro para o povoado ter padre próprio. O pedido foi atendido em 31 de março de 1824, e o primeiro padre foi o frei franciscano Pedro Antônio Agote. A pequena capela, de pau a pique, ficava num terreno doado por José Coelho da Rocha e Maria Coelho da Rocha, e os moradores passaram a construir as casas em volta dela.

Os primeiros moradores vieram de São Francisco do Sul, de Desterro e de outros povoados do litoral, e quase todos tinham origem açoriana. Em 12 de agosto de 1833 a capela virou paróquia, com o nome de Santíssimo Sacramento. Em 1845 navios de 150 toneladas subiam o rio até a igreja, e canoas seguiam rio acima a remo ou puxadas por cordas.

A criação do município e as primeiras separações (1853 a 1887)

Agostinho Alves Ramos morreu em 1853 e foi enterrado no cemitério do povoado. O movimento dos moradores para criar o município começou em 1858, e a posse dos primeiros vereadores veio em 15 de junho de 1860. Em agosto de 1860 nasceu, dentro do território do município, a colônia de Brusque. Itajaí recebeu o título de cidade em 1º de maio de 1876.

Em 1880 uma grande enchente atingiu todo o vale, e o rio abriu um caminho para o mar por dentro da cidade. No mesmo ano começaram as separações, com Blumenau em 1880, Brusque em 1881 e Camboriú em 1884. Em 1887 Itajaí abriu o Hospital Santa Beatriz, que leva o nome da mulher do governante da província.

Praia Brava, em Itajaí. Foto: Otávio Nogueira, CC BY 2.0

O porto e a cidade do século 20 (1910 a 1962)

A luz elétrica chegou a Itajaí em 1910. Em 1912 o povoado da outra margem do rio, que os moradores chamavam de outro lado, ganhou o nome de Navegantes. O Mercado Público abriu em 1917, e o palacete municipal foi inaugurado em 1925. No fim da década de 1950 Itajaí já era o principal porto de Santa Catarina. Penha, Ilhota e Luiz Alves deixaram o município em 1958, e Navegantes fez o mesmo em 1962.

Linha do tempo de ItajaíSete marcos, de 1658 a 1962, na história de Itajaí.
  • 1658João Dias de Arzão recebe terras na beira do rio Itajaí-Açu.
  • 1820Drummond começa uma colônia perto do rio Itajaí-Mirim.
  • 1824Em 31 de março, o povoado ganha padre próprio e cresce em volta da capela.
  • 1833A capela vira paróquia.
  • 1860Em 15 de junho, os primeiros vereadores tomam posse e o município começa a funcionar.
  • 1876Itajaí recebe o título de cidade.
  • 1962Navegantes se separa de Itajaí e vira município.

De onde vem o nome Itajaí?

O nome Itajaí vem do rio Itajaí-Açu, que chega ao mar ao lado do Centro. A explicação mais aceita diz que a palavra vem do tupi Tajahy, que quer dizer rio dos taiás. O taiá é uma planta que pode ser comida. No português antigo o nome era escrito Itajahy.

Outra explicação liga a palavra ao Morro do Taió. Uma terceira lê o nome como água do senhor da pedra.

O que visitar no aniversário de Itajaí?

Igreja Matriz do Santíssimo Sacramento

A Igreja Matriz fica no mesmo terreno da primeira capela, a de 1824, em volta da qual nasceu o povoado. Atrás da igreja fica o Jardim Bruno Malburg, criado em 1937.

Museu Histórico de Itajaí, no Palácio Marcos Konder

O Palácio Marcos Konder foi construído entre 1921 e 1925 pelo prefeito Marcos Konder, que pensou as três torres do prédio para lembrar os três poderes. O palácio abrigou a prefeitura até 1973 e a Câmara de Vereadores até 1999. O Museu Histórico ocupa o prédio desde 1982.

Centreventos

O Centreventos fica na beira do rio Itajaí-Açu, ao lado da Marina de Itajaí. É ali que a prefeitura faz o corte oficial do bolo no dia 15 de junho.

Avenida Beira-Rio e Mercado Público

A Avenida Ministro Victor Konder, a Beira-Rio, acompanha o rio que deu nome à cidade. Nela ficam casas históricas, a Praça Genésio Miranda Lins e o Mercado Público, aberto em 1917.