A data do aniversário de Itabira lembra o dia em que o lugar recebeu o título de cidade, em 9 de outubro de 1848. A lei da província de Minas Gerais que deu esse título também trocou o nome Itabira de Mato Dentro pelo nome mais curto de Itabira.
Quando é o aniversário de Itabira e quantos anos a cidade faz?
O aniversário de Itabira é em 9 de outubro. Em 2027, Itabira completa 179 anos.
O aniversário de Itabira é em 9 de outubro porque nesse dia, em 1848, uma lei da província de Minas Gerais deu ao lugar o título de cidade. Até então o lugar se chamava Itabira de Mato Dentro. A mesma lei deu à nova cidade de Itabira o nome mais curto que ela tem até hoje.
Antes de virar cidade, Itabira passou por duas mudanças. Em 1827 o povoado se tornou uma parte com nome próprio dentro do município de Caeté, e em 1833 se separou de Caeté e ganhou governo próprio, que começou a funcionar em 7 de outubro daquele ano. Mesmo assim, a contagem dos anos de Itabira parte de 1848, o ano em que o lugar recebeu o título de cidade.
É feriado no aniversário de Itabira?
Sim, 9 de outubro é feriado municipal em Itabira.
O que abre e fecha no feriado em Itabira?
- Bancos: as agências costumam fechar; aplicativos, internet banking e caixas eletrônicos funcionam (Febraban).
- Repartições municipais: costumam fechar, com plantão nos serviços essenciais.
- Comércio e shoppings: o horário de feriado varia de loja para loja; vale conferir no site do shopping ou da loja.
- Transporte público: costuma operar com horário de feriado, que muda de cidade para cidade.
- Saúde e serviços essenciais: hospitais e pronto-atendimentos atendem as urgências; polícia e bombeiros trabalham em regime de plantão.
Como é comemorado o aniversário de Itabira?
A prefeitura de Itabira costuma espalhar a festa do aniversário da cidade por todo o mês de outubro. No dia 9 de outubro há missa na Catedral Nossa Senhora do Rosário, e bandas de música se apresentam para cantar parabéns à cidade. Também em outubro a Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade organiza a Semana Drummondiana, em homenagem ao poeta que nasceu em Itabira em 31 de outubro de 1902.
Como Itabira nasceu do ouro do Pico do Cauê
A busca de ouro ao pé do Pico do Cauê (1720 a 1800)
Há registro de ouro em Itabira em 1698, mas a tradição da cidade começa a história de Itabira em 1720. Naquele ano os irmãos Francisco e Salvador Faria de Albanaz, paulistas descendentes de bandeirantes, estavam no Itambé quando viram ao longe o pico que depois se chamou Cauê. Eles seguiram até o pé do pico e acharam ouro nos riachos que desciam dele.
Os irmãos Faria de Albanaz voltaram à terra de origem para buscar pessoas escravizadas, ferramentas e comida. A notícia do ouro se espalhou, outros mineradores chegaram, e pequenas cabanas surgiram na beira dos córregos da Penha e de Santana. A área era de domínio indígena, e a chegada dos mineradores provocou conflitos com mortes.
João Pereira da Silva chegou ao povoado em 6 de junho de 1737, e Maria do Couto foi a primeira mulher a chegar ao lugar. Os moradores ergueram uma capela e escolheram Nossa Senhora do Rosário como padroeira. No fim do século 18 o povoado já tinha as ruas de Sant'Ana, do Rosário e dos Padres.
As forjas e a fábrica de espingardas do ferro de Itabira (1800 a 1867)
O ouro de Itabira tinha várias cores e 23 quilates, e as minas deram lucro até 1816. Depois disso os moradores passaram a trabalhar o ferro das serras. Manoel Fernandes Nunes montou forjas e uma fábrica de canos de espingarda, e Domingos Barbosa, que aprendeu o ofício em Mariana, também trabalhou no ferro. O governo português comprava as espingardas feitas em Itabira e ajudava a pagar as fábricas.
Em 1817 o naturalista francês Saint-Hilaire contou 13 forjas e uma fábrica de espingardas em Itabira, com máquinas movidas a água. Ele viu um povoado rico, com muitas casas de sobrado e outras em construção. Em 1867 já eram 84 forjas nas regiões de Itabira e Santa Bárbara, e ruínas de algumas delas ainda existem no lugar chamado Girau.
A expansão de Itabira também teve um lado violento. Em 1827 um destacamento militar comandado pelo capitão Francisco Procópio de Alvarenga Monteiro atacou e matou indígenas até a região de Ferros.
Hospital, jornais e fábricas de tecidos na cidade de Itabira (1848 a 1900)
Depois de virar cidade em 1848, Itabira ganhou um hospital em 1859. A cidade também tinha um teatro na praça da igreja matriz e dois jornais, o Correio de Itabira e o Cidade de Itabira. As famílias ricas construíram casarões em estilo colonial, que ainda dão ao centro de Itabira um ar de cidade antiga.
A fábrica de tecidos da Gabiroba abriu em 1876, e a da Pedreira em 1888. O telégrafo chegou a Itabira em 1884. Com o fim da escravidão, muitos fazendeiros de Itabira deixaram a lavoura e passaram a criar gado.
O minério de ferro de Itabira e as empresas estrangeiras (1902 a 1926)
Em 31 de outubro de 1902 nasceu em Itabira o poeta Carlos Drummond de Andrade. Pouco depois, um congresso de geólogos em Estocolmo, na Suécia, mostrou que o centro de Minas Gerais tinha as maiores jazidas de minério de ferro do mundo. Em junho de 1911 a empresa inglesa Itabira Iron Ore Company recebeu do governo federal o direito de explorar e exportar o minério de ferro de Itabira. No mesmo ano o advogado e farmacêutico Eurico Camilo de Oliveira Lage abriu um cinema na cidade.
Um grupo ligado a Percival Farquhar assumiu a Itabira Iron Ore Company, mas não chegou a tirar o minério, porque não construiu a usina de aço que o contrato exigia. Em 1926 o município de Itabira exportava mais de 100 mil arrobas de café por ano.
A Vale e a mineração do Pico do Cauê (de 1942 em diante)
Em 1942, depois de um acordo assinado em Washington, o presidente Getúlio Vargas criou a Companhia Vale do Rio Doce, hoje Vale. A Vale reformou e depois duplicou a Estrada de Ferro Vitória a Minas, que leva o minério até o Porto de Tubarão, no Espírito Santo. No fim dos anos 1960 a Vale pôs em operação o Projeto Cauê, e nos anos 1970 a empresa tinha 90% dos empregos da indústria de Itabira.
O Pico do Cauê, que guiou os irmãos Faria de Albanaz até o ouro, tinha cerca de 1.385 metros de altura em 1720 e perdeu cerca de 150 metros com a mineração. Nos anos 1980 Itabira passou a buscar outras atividades, porque a Vale começou a investir mais em outras regiões, como Carajás, no Pará.
- 1720Os irmãos Faria de Albanaz acham ouro nos riachos ao pé do Pico do Cauê.
- 1817O naturalista Saint-Hilaire encontra 13 forjas e uma fábrica de espingardas no povoado.
- 1833O povoado se separa de Caeté e ganha governo próprio.
- 1848Em 9 de outubro, Itabira recebe o título de cidade. É a data do aniversário.
- 1902Nasce em Itabira o poeta Carlos Drummond de Andrade.
- 1942Getúlio Vargas cria a Companhia Vale do Rio Doce, hoje Vale.
- 1943 a 1947O município se chama Presidente Vargas.
De onde vem o nome Itabira?
O nome Itabira veio de uma montanha. Itabira era o nome de uma montanha alta, em forma de cone e com ouro, ao pé da qual o povoado nasceu e que depois ficou conhecida como Pico do Cauê. Na língua tupi, itá quer dizer pedra e byr quer dizer erguida, e em 1901 o estudioso Teodoro Sampaio traduziu o nome Itabira como pedra que se levanta. Um dicionário de 1845 dava outro sentido ao nome, pedra brilhante.
O nome Itabira chegou a sumir por alguns anos. Em 31 de dezembro de 1943 uma lei estadual trocou o nome do município de Itabira para Presidente Vargas, e o nome Itabira voltou em 5 de março de 1947, por um decreto. Já o nome Cauê, do pico, vem de uma língua africana e quer dizer irmãos.
O que visitar no aniversário de Itabira?
Catedral Nossa Senhora do Rosário
No dia 9 de outubro dá para assistir à missa do aniversário de Itabira na Catedral Nossa Senhora do Rosário. Nossa Senhora do Rosário é a padroeira escolhida pelos primeiros moradores do povoado, que ergueram para ela uma capela.
Memorial Carlos Drummond de Andrade
No aniversário de Itabira dá para visitar o Memorial Carlos Drummond de Andrade, aberto em 1998 perto do Pico do Amor. Junto com o Museu Caminhos Drummondianos, o memorial guarda um acervo sobre a vida do poeta e a história de Itabira.
Ruínas das forjas do Girau
No lugar chamado Girau ainda existem ruínas de algumas das forjas que trabalharam o ferro de Itabira no século 19. As ruínas lembram a época em que Itabira fazia canos de espingarda com o ferro das serras.