A data do aniversário de Ilhéus lembra a lei de 28 de junho de 1881, que fez de Ilhéus uma cidade. A idade de Ilhéus, porém, conta desde 1534, quando o rei de Portugal deu estas terras a Jorge de Figueiredo Correia. É assim que a prefeitura conta os anos da cidade.
Quando é o aniversário de Ilhéus e quantos anos a cidade faz?
O aniversário de Ilhéus é em 28 de junho. Em 2027, Ilhéus completa 493 anos.
O aniversário de Ilhéus é em 28 de junho porque nesse dia, em 1881, uma lei provincial fez de Ilhéus uma cidade. Os deputados da província da Bahia pediram a mudança porque o lugar tinha crescido com o cacau. Ilhéus foi instalada como cidade em 14 de agosto do mesmo ano.
A história de Ilhéus começa bem antes da lei. Em 26 de junho de 1534, o rei de Portugal deu estas terras a Jorge de Figueiredo Correia, e a prefeitura conta a idade de Ilhéus a partir desse ano. Por isso a festa de 28 de junho lembra as duas datas, a das terras dadas em 1534 e a da cidade criada em 1881.
É feriado no aniversário de Ilhéus?
Sim, 28 de junho é feriado municipal em Ilhéus.
O que abre e fecha no feriado em Ilhéus?
- Bancos: as agências costumam fechar; aplicativos, internet banking e caixas eletrônicos funcionam (Febraban).
- Repartições municipais: costumam fechar, com plantão nos serviços essenciais.
- Comércio e shoppings: o horário de feriado varia de loja para loja; vale conferir no site do shopping ou da loja.
- Transporte público: costuma operar com horário de feriado, que muda de cidade para cidade.
- Saúde e serviços essenciais: hospitais e pronto-atendimentos atendem as urgências; polícia e bombeiros trabalham em regime de plantão.
Como é comemorado o aniversário de Ilhéus?
A comemoração tradicional do aniversário de Ilhéus é a cerimônia em que a prefeitura ergue as bandeiras em frente à Catedral de São Sebastião, na Praça Dom Eduardo, no dia 28 de junho. Depois da cerimônia das bandeiras, o bispo celebra uma missa solene na catedral.
Como Ilhéus passou de capitania de São Jorge a terra do cacau
A capitania e o povoado de São Jorge dos Ilhéus (1534 a 1551)
A capitania de Ilhéus tinha 50 léguas de costa, da ilha de Tinharé até a ilha de Comandatuba. O dono das terras, Jorge de Figueiredo Correia, cuidava das contas do rei e nunca esteve em Ilhéus. Em seu lugar ele mandou o espanhol Francisco Romero, que começou um povoado no Morro de São Paulo, não gostou do lugar e seguiu para o rio dos Ilhéus. Ali, em 1535, Romero fundou o povoado de São Jorge dos Ilhéus, no Outeiro de São Sebastião.
Depois de um tempo de guerra, os moradores fizeram as pazes com os indígenas tupiniquins. Com a paz, homens ricos de Lisboa mandaram construir engenhos de açúcar na capitania, e em 1537 Mem de Sá ganhou as terras do Engenho de Santana. Os colonos, porém, se revoltaram contra Romero, prenderam o chefe do povoado e o mandaram de volta para Portugal.
As guerras e invasões até a volta da capitania ao rei (1551 a 1754)
Jorge de Figueiredo Correia morreu em 1551, e o filho dele vendeu a capitania a Lucas Giraldes, que chegou a ter oito engenhos de açúcar. Em 1556 o povoado virou paróquia, por ordem de Dom Pero Fernandes Sardinha. Em 1559 começou a Guerra dos Ilhéus, que teve a Batalha dos Nadadores, na praia do Cururupe.
Em 1595 os franceses atacaram Ilhéus e foram expulsos, e em 1611 foi construído um forte de pedra e cal. Em 1632 os holandeses tomaram Ilhéus e saíram alguns anos depois. Em 9 de junho de 1754, a capitania voltou a pertencer ao rei de Portugal.
Do tempo de decadência ao cacau que levou à lei de 1881 (1754 a 1881)
Em 1817 Ilhéus estava em decadência, depois de um tempo de riqueza, e o antigo colégio dos jesuítas servia de sede para a Câmara. O porto mandava farinha, arroz, café, aguardente, madeira e um pouco de cacau para outras regiões. Em 1822 chegaram cerca de 161 colonos alemães.
Em 1866 o cacau já era a principal fonte de renda de Ilhéus, com quase 32 mil arrobas. O crescimento do cacau fez os deputados da província aprovarem em 1881 a lei que transformou Ilhéus em cidade.
A riqueza do cacau e a crise das plantações (1881 a hoje)
Em 1913 Ilhéus passou a ter um bispo próprio. Nos anos 1920 a cidade ganhou o Ilhéos Hotel, o primeiro prédio do interior do Nordeste com elevador. Em 1924 os donos das fazendas de cacau começaram a construir o porto de Ilhéus com o próprio dinheiro.
Essa época de riqueza virou cenário dos romances de Jorge Amado, como Gabriela, Cravo e Canela, de 1958, e Terras do Sem Fim. Nos anos 1990 a doença vassoura-de-bruxa atacou as plantações de cacau da região.
- 1534O rei de Portugal dá as terras de Ilhéus a Jorge de Figueiredo Correia. A prefeitura conta os anos da cidade a partir daqui.
- 1535Francisco Romero funda o povoado de São Jorge dos Ilhéus no Outeiro de São Sebastião.
- 1632Os holandeses tomam Ilhéus e saem alguns anos depois.
- 1754A capitania volta a pertencer ao rei de Portugal.
- 1881Em 28 de junho, uma lei da província faz de Ilhéus uma cidade.
- 1958Jorge Amado publica Gabriela, Cravo e Canela, romance que se passa em Ilhéus.
- Anos 1990A vassoura-de-bruxa ataca as plantações de cacau.
De onde vem o nome Ilhéus?
O nome Ilhéus junta um santo e uma paisagem. São Jorge era o santo de devoção do dono da capitania, e por isso o povoado se chamou São Jorge dos Ilhéus. Ilhéu quer dizer ilha pequena, e quatro ilhotas no mar em frente à costa deram o nome à capitania. Algumas existem até hoje, como a Pedra de Ilhéus e o Ilheusinho.
Por muito tempo o nome foi escrito com o, Ilhéos. A sigla do aeroporto da cidade, IOS, ainda guarda essa grafia antiga.
O que visitar no aniversário de Ilhéus?
Outeiro de São Sebastião
O Outeiro de São Sebastião é o morro onde Francisco Romero fundou o povoado em 1535, de frente para a Baía do Pontal. É ali que fica o marco de fundação de Ilhéus.
Catedral de São Sebastião
A Catedral de São Sebastião fica na Praça Dom Eduardo, no centro. Em frente a ela a prefeitura ergue as bandeiras no dia 28 de junho, e dentro dela acontece a missa solene do aniversário.
Igreja Matriz de São Jorge
A Igreja Matriz de São Jorge fica na Praça Rui Barbosa e homenageia São Jorge, o santo que deu a primeira parte do nome da cidade.
Casa de Cultura Jorge Amado
A Casa de Cultura Jorge Amado homenageia o escritor que contou a época do cacau, a riqueza que fez Ilhéus virar cidade em 1881. O Bar Vesúvio é outro ponto histórico de Ilhéus.
Capela de Santana
A Capela de Nossa Senhora de Santana fica nas terras do engenho que Mem de Sá ganhou em 1537. Ela é considerada a terceira igreja mais antiga do Brasil.