A data do aniversário de Governador Valadares lembra o dia em que o primeiro governo da cidade tomou posse, em 30 de janeiro de 1938. Nesse dia a cidade ainda se chamava Figueira e tinha acabado de se separar de Peçanha. Os moradores pediam essa separação desde 1935.

Quando é o aniversário de Governador Valadares e quantos anos a cidade faz?

O aniversário de Governador Valadares é em 30 de janeiro. Em 2027, Governador Valadares completa 89 anos.

O aniversário de Governador Valadares é em 30 de janeiro, o dia em que o primeiro governo da cidade tomou posse, em 1938. O município tinha sido criado um mês antes, em 31 de dezembro de 1937, por uma lei do governo de Minas que separou o povoado de Figueira de Peçanha. Era o que pedia o Partido Emancipador de Figueira, formado pelos moradores em 1935. A contagem dos anos da cidade parte da posse de 1938.

No dia da posse, a nova cidade ainda se chamava Figueira. Em 17 de dezembro de 1938, um decreto do governo de Minas trocou o nome para Governador Valadares, em homenagem a Benedito Valadares, que governava o estado. A Câmara Municipal só começou a funcionar em 13 de dezembro de 1947, nove anos depois da posse do primeiro governo.

É feriado no aniversário de Governador Valadares?

Sim, 30 de janeiro é feriado municipal em Governador Valadares, por lei da cidade.

O que abre e fecha no feriado em Governador Valadares?

  • Bancos: as agências costumam fechar; aplicativos, internet banking e caixas eletrônicos funcionam (Febraban).
  • Repartições municipais: costumam fechar, com plantão nos serviços essenciais.
  • Comércio e shoppings: o horário de feriado varia de loja para loja; vale conferir no site do shopping ou da loja.
  • Transporte público: costuma operar com horário de feriado, que muda de cidade para cidade.
  • Saúde e serviços essenciais: hospitais e pronto-atendimentos atendem as urgências; polícia e bombeiros trabalham em regime de plantão.

Como Governador Valadares nasceu dos quartéis do rio Doce

Os quartéis do rio Doce que deram origem ao povoado (1573 a 1818)

Em 1573 Sebastião Fernandes Tourinho subiu o rio Doce em busca de ouro e pedras preciosas, e em 1612 Marcos de Azeredo chegou ao rio Suaçuí Pequeno, no território do atual município. Depois Portugal proibiu a ocupação da região para evitar o contrabando do ouro de Diamantina. A proibição só terminou em 1755.

Em 1808 o governo de Portugal mandou abrir quartéis ao longo do rio Doce. Os soldados tinham ordem de expulsar os indígenas botocudos das margens e de proteger os colonos e os barcos. O primeiro quartel da área ficou em Baguari. Em 1818 um segundo quartel, chamado Dom Manoel, foi erguido poucos quilômetros rio abaixo, e em volta dele funcionou o porto de canoas que deu origem ao povoado.

Vista de Governador Valadares, no vale do rio Doce. Foto: Paulo JC Nogueira, CC BY-SA 3.0

O trem que fez o povoado de Figueira crescer (1884 a 1930)

O povoado recebia a produção dos vales do Suaçuí e do Santo Antônio e virou um pequeno ponto de troca de mercadorias. Em 1907 a Estrada de Ferro Vitória a Minas abriu uma estação em Derribadinha, do outro lado do rio. Em 15 de agosto de 1910 ficaram prontas a ponte sobre o rio Doce e a estação de Figueira, e o movimento passou para o povoado. O café e a madeira da região começaram a seguir de trem para os portos do Espírito Santo.

Com o trem vieram tropeiros que traziam feijão, milho, farinha, rapadura, queijo e toucinho e voltavam com sal, querosene, tecidos e ferramentas. No começo dos anos 1920 o povoado tinha poucas ruas entre os trilhos e o rio. A tradição atribui o traçado dessas ruas a Serra Lima, um carpinteiro filho do comandante do quartel. Em 1925 uma pequena usina a vapor levou luz elétrica ao povoado.

A campanha dos moradores para Figueira virar cidade (1930 a 1938)

Em 1930 Figueira ainda parecia um lugarejo pobre no meio da floresta. A primeira agência de banco abriu em 1931, e na mesma década foram abertas estradas para Peçanha e Itambacuri. Em 1935 os moradores formaram o Partido Emancipador de Figueira para pedir a separação de Peçanha. O pedido virou lei no último dia de 1937, e o primeiro governo da cidade tomou posse em 30 de janeiro de 1938.

A madeira e a mica que fizeram a cidade crescer (anos 1940 e 1950)

Nos anos 1940 a Belgo-Mineira e a Acesita tomaram grandes áreas de mata para tirar madeira para as suas usinas, e a cidade ganhou 14 serrarias entre 1940 e 1950. Na mesma época começou a extração de mica, usada em equipamentos da Segunda Guerra, e americanos e britânicos vieram à cidade. A malária era comum e só começou a recuar com o primeiro serviço de saúde pública, aberto em 1942.

A rodovia Rio-Bahia passou a atender o município na mesma década, e em 1948 começou a funcionar a Companhia Açucareira Rio Doce. Em 1959 o pequeno arraial já tinha virado uma grande cidade, com ruas alinhadas na planície do rio Doce.

Pico da Ibituruna. Foto: Danilo Carvalho, CC BY-SA 3.0

A emigração que deu à cidade o apelido de Valadólares (desde os anos 1960)

A mata acabou e as serrarias fecharam nos anos 1960, e a usina de açúcar fechou em 1972. Em fevereiro de 1979 o rio Doce subiu 5,18 metros acima do normal. Nas décadas de 1970 e 1980 muitos moradores foram trabalhar fora do país, a maioria nos Estados Unidos. O dinheiro enviado às famílias passou a mover a economia e deu à cidade o apelido de Governador Valadólares.

Linha do tempo de Governador ValadaresSeis marcos, de 1573 a 1940, na história de Governador Valadares.
  • 1573Sebastião Fernandes Tourinho sobe o rio Doce em busca de ouro e passa pela região.
  • 1818Soldados erguem o quartel Dom Manoel, e um porto de canoas começa a funcionar ao lado.
  • 1884Uma lei cria o distrito de Santo Antônio da Figueira, como parte de Peçanha.
  • 15/08/1910Ficam prontas a ponte sobre o rio Doce e a estação de trem de Figueira.
  • 1938Toma posse o primeiro governo da cidade de Figueira. É a data do aniversário; A cidade passa a se chamar Governador Valadares, em homenagem ao governador Benedito Valadares.
  • Anos 1940A extração de mica para a Segunda Guerra traz americanos e britânicos à cidade.

De onde vem o nome Governador Valadares?

O nome homenageia Benedito Valadares, que nasceu em Pará de Minas e governou Minas Gerais de 1933 a 1945, nomeado por Getúlio Vargas. Ele era o governador quando o município foi criado, e o nome novo foi dado em 17 de dezembro de 1938.

Antes disso o lugar se chamava Figueira, nome que vinha dos primeiros tempos do povoado. Em 1884 uma lei da província criou o distrito de Santo Antônio da Figueira, ainda dentro de Peçanha, e em 1923 o nome do distrito foi encurtado para Figueira. O brasão da cidade traz a cruz de Santo Antônio, o santo que deu nome ao antigo arraial e que continua sendo o padroeiro.

O que visitar no aniversário de Governador Valadares?

Praça do Vigésimo

A Praça do Vigésimo tem um marco que homenageia os 20 anos da cidade, inaugurado em 30 de janeiro de 1958, no dia do aniversário. A praça também tem uma grande árvore do tipo fícus.

Pico da Ibituruna

Ibituruna é uma palavra tupi que quer dizer montanha preta. O pico tem 1.123 metros de altitude e pode ser visto de todos os bairros. No alto fica uma imagem de Nossa Senhora das Graças, inaugurada em 27 de janeiro de 1963, três dias antes do aniversário da cidade. O primeiro voo de asa-delta saiu do pico em 1977.

Praça da Estação

A estação atual foi inaugurada em 1951 no lugar da antiga estação Figueira do Rio Doce, a que fez o povoado crescer. A praça guarda uma locomotiva fabricada em Düsseldorf, na Alemanha, em 1925, que foi usada na construção da Estrada de Ferro Vitória a Minas.

Catedral de Santo Antônio

A obra da catedral começou em 1924, para substituir a capela de Santo Antônio erguida entre 1910 e 1915. A igreja guarda um relicário com um pedaço dos ossos de Santo Antônio, o padroeiro que deu nome ao antigo arraial.

Praça Serra Lima

A Praça Serra Lima homenageia o pioneiro a quem a tradição atribui o traçado das primeiras ruas do povoado. A praça tem um chafariz e muitas árvores do tipo oiti.