A data do aniversário de Franco da Rocha lembra o dia em que um decreto do governo de São Paulo criou o município, em 30 de novembro de 1944. Até então Franco da Rocha fazia parte do município de Juqueri, hoje Mairiporã. O nome da cidade homenageia o médico Francisco Franco da Rocha, que dirigiu o Hospital do Juquery.
Quando é o aniversário de Franco da Rocha e quantos anos a cidade faz?
O aniversário de Franco da Rocha é em 30 de novembro. Em 2026, Franco da Rocha completa 82 anos.
O aniversário de Franco da Rocha é em 30 de novembro porque nesse dia, em 1944, um decreto do governo de São Paulo criou o município. O novo município tinha duas partes, Franco da Rocha e Caieiras, que até então pertenciam ao município de Juqueri. Em 1948 Juqueri passou a se chamar Mairiporã. O governo de Franco da Rocha começou a funcionar em 1º de janeiro de 1945.
Antes de virar município, Franco da Rocha já era uma parte oficial de Juqueri desde 21 de setembro de 1934, quando um decreto deu ao povoado o nome do médico. Mesmo assim, a contagem dos anos parte de 1944, o ano em que Franco da Rocha ganhou prefeitura própria.
É feriado no aniversário de Franco da Rocha?
Sim, 30 de novembro é feriado municipal em Franco da Rocha.
O que abre e fecha no feriado em Franco da Rocha?
- Bancos: as agências costumam fechar; aplicativos, internet banking e caixas eletrônicos funcionam (Febraban).
- Repartições municipais: costumam fechar, com plantão nos serviços essenciais.
- Comércio e shoppings: o horário de feriado varia de loja para loja; vale conferir no site do shopping ou da loja.
- Transporte público: costuma operar com horário de feriado, que muda de cidade para cidade.
- Saúde e serviços essenciais: hospitais e pronto-atendimentos atendem as urgências; polícia e bombeiros trabalham em regime de plantão.
Como é comemorado o aniversário de Franco da Rocha?
A comemoração tradicional do aniversário de Franco da Rocha é a festa no Parque Municipal Benedito Bueno de Morais, com esporte, música e cultura nos dias próximos de 30 de novembro. Na festa costuma ser jogada a final da Copa Menino de Ouro. Em alguns anos a prefeitura também organiza uma corrida para marcar a data.
Como Franco da Rocha cresceu em volta da estação e do Hospital do Juquery
As terras dos Campos do Juquery e a Parada do Feijão (1627 a 1807)
O primeiro documento conhecido sobre a região é de 1627, quando o rei de Portugal deu as terras dos Campos do Juquery a Amador Bueno da Ribeira. Quem recebia essas terras tinha três anos para começar a plantar, ou perdia a doação. Por muito tempo a área pertenceu a Santana de Parnaíba e teve grandes fazendas.
A região também era caminho para Minas Gerais. Os tropeiros, que levavam gado e mercadorias, paravam ali para comer e chamavam o lugar de Parada do Feijão. As primeiras escrituras de sítios da região, como a do sítio Borda da Mata, são de 1807.
A ferrovia inglesa e a abertura da Estação Juquery (1866 a 1888)
Em 1866 a companhia inglesa São Paulo Railway comprou o sítio Borda da Mata e as fazendas Belém e Cachoeira para a ferrovia entre Santos e Jundiaí. A Estação Juquery foi aberta em 1º de fevereiro de 1888, no lugar da antiga Parada do Feijão, e o povoado começou a crescer em volta dela.
No mesmo ano chegou o italiano Filoteo Beneducci, que queria achar ouro na área chamada Pedreira, hoje Quarta Colônia. Ele passou a tirar pedras do terreno e a mandá-las de trem para São Paulo. Essa extração de pedras é tida como a primeira indústria de Franco da Rocha.
A colônia do Juquery para pessoas com transtorno mental (1895 a 1898)
A partir de 1895 o governo de São Paulo comprou terras da Fazenda Juquery para construir uma colônia agrícola para pessoas com transtorno mental. Os asilos da capital e de Sorocaba já não tinham lugar para novos pacientes. Em 1896, depois da morte de Frederico Alvarenga, o médico Francisco Franco da Rocha foi escolhido para administrar o hospital.
O projeto foi do arquiteto Ramos de Azevedo, e o hospital abriu em 1898 com 800 leitos, numa área de 150 hectares ao lado da linha do trem. Com o hospital, o movimento da estação cresceu, e a São Paulo Railway reformou e aumentou o prédio. Uma usina na Quarta Colônia gerava energia para o hospital e, durante anos, também para a estação e o povoado.
A igreja, a escola e o nome do médico no povoado (1908 a 1938)
Em 1908 começou a construção da igreja de Nossa Senhora da Conceição, hoje padroeira da cidade. Em 1909 uma escola rural para meninos passou a funcionar onde hoje fica a Rua Azevedo Soares, com o professor Ernesto Alves de Oliveira.
Francisco Franco da Rocha nasceu em Amparo em 1864, formou-se em medicina no Rio de Janeiro em 1890 e dirigiu o hospital até 1923. Ele morreu em São Paulo em 8 de novembro de 1933. Em setembro de 1934 o povoado em volta do hospital recebeu o nome dele, e em 1938 uma parte do território passou a formar Caieiras.
O município e a separação de Caieiras e Francisco Morato (1944 a 1964)
Em 30 de novembro de 1944 Franco da Rocha virou município, com Caieiras como segunda parte. Em 1948 o estado criou também a área de Francisco Morato dentro do município. Caieiras se separou e virou município em 1959, e Francisco Morato em 1964.
A proteção do hospital, da estação e do cerrado (1989 a 2014)
Em 1989 o estado passou a proteger por lei os prédios do hospital projetados por Ramos de Azevedo, o arquivo de documentos e a área verde da fazenda. Em junho de 1993 foi criado o Parque Estadual do Juquery, em terras da antiga Fazenda Juquery. A antiga estação de trem ganhou proteção em 2011, e uma estação nova foi aberta em 2014.
- 1627Amador Bueno da Ribeira recebe do rei as terras dos Campos do Juquery.
- 1888A Estação Juquery é aberta na ferrovia entre Santos e Jundiaí.
- 1898Abre a colônia para pessoas com transtorno mental que deu origem ao Hospital do Juquery.
- 1934O povoado recebe o nome de Franco da Rocha.
- 1944Em 30 de novembro um decreto estadual cria o município.
- 1959Caieiras se separa e vira município.
- 1964Francisco Morato se separa e vira município.
De onde vem o nome Franco da Rocha?
O nome Franco da Rocha homenageia o médico Francisco Franco da Rocha, que dirigiu o Hospital do Juquery de 1896 a 1923. O povoado recebeu o nome dele em 1934, menos de um ano depois da morte do médico.
Antes disso o lugar usava o nome da estação de trem, Juquery. A palavra vem de yu-kery, o nome de uma planta que os indígenas encontravam nas margens dos rios da região e de onde tiravam sal.
O que visitar no aniversário de Franco da Rocha?
Complexo Hospitalar do Juquery
A prefeitura funciona hoje no Paço Municipal Juquery, dentro do antigo complexo do hospital que deu origem ao povoado. Na década de 1970 o hospital chegou a abrigar 16 mil pacientes. Os prédios projetados por Ramos de Azevedo são protegidos por lei desde 1989.
Museu de Arte Osório Cesar
O museu leva o nome do médico Osório Cesar, um dos primeiros a usar a arte no tratamento dos pacientes do Juquery. Osório Cesar nasceu na Paraíba em 1894 e também tocava violino.
Parque Estadual do Juquery
O parque foi criado em 1993 em terras da antiga Fazenda Juquery, a fazenda comprada pelo estado para construir o hospital. Ele protege o único trecho de cerrado que restou na Grande São Paulo, entre Franco da Rocha e Caieiras.
Antiga Estação Juquery
A estação aberta em 1888 fez o povoado crescer à sua volta. O prédio antigo é protegido por lei desde 2011 e continua no centro da cidade.
Represa Paiva Castro
A Represa Paiva Castro faz parte do Sistema Cantareira, que abastece a Grande São Paulo. Ela tem paisagens bonitas ao longo das margens, e o lugar já foi muito usado para pesca e esportes na água.