A data do aniversário de Criciúma lembra a chegada das primeiras famílias de imigrantes italianos, em 6 de janeiro de 1880. Eram 22 famílias vindas do norte da Itália, de regiões como Veneza e Treviso. Elas pararam à beira do rio Criciúma e ali começaram o primeiro povoado.
Quando é o aniversário de Criciúma e quantos anos a cidade faz?
O aniversário de Criciúma é em 6 de janeiro. Em 2027, Criciúma completa 147 anos.
O aniversário de Criciúma é em 6 de janeiro, o dia em que chegaram as primeiras famílias de imigrantes italianos, em 1880. As 22 famílias chegaram a pé, abrindo caminho na mata até encontrar um rio pequeno, sombreado por coqueiros. Esse rio era o rio Criciúma. Nas margens dele, as famílias fizeram o primeiro povoado, que deu origem à cidade.
Criciúma também lembra o 4 de novembro, o dia de 1925 em que uma lei estadual criou o município, separado de Araranguá. O município começou a funcionar em 1º de janeiro de 1926. A prefeitura trata o 6 de janeiro como o aniversário da cidade, e é a partir de 1880 que se contam os anos de Criciúma. O feriado municipal é o 6 de janeiro.
É feriado no aniversário de Criciúma?
Sim, 6 de janeiro é feriado municipal em Criciúma, por lei da cidade.
O que abre e fecha no feriado em Criciúma?
- Bancos: as agências costumam fechar; aplicativos, internet banking e caixas eletrônicos funcionam (Febraban).
- Repartições municipais: costumam fechar, com plantão nos serviços essenciais.
- Comércio e shoppings: o horário de feriado varia de loja para loja; vale conferir no site do shopping ou da loja.
- Transporte público: costuma operar com horário de feriado, que muda de cidade para cidade.
- Saúde e serviços essenciais: hospitais e pronto-atendimentos atendem as urgências; polícia e bombeiros trabalham em regime de plantão.
Como é comemorado o aniversário de Criciúma?
A comemoração tradicional do aniversário de Criciúma começa com uma missa na Catedral São José. Depois vem o corte de um bolo na Praça Nereu Ramos, no centro da cidade. O bolo é feito com cerca de um quilo para cada ano de colonização, e por isso fica mais pesado a cada aniversário.
Como Criciúma passou de colônia italiana a Capital do Carvão
A chegada das famílias italianas a uma terra quase sem moradores (1880)
Antes de 1880, a terra onde hoje fica Criciúma era quase toda mata. Só passavam por ali, de tempos em tempos, as expedições que andavam pelo interior. Por volta de 1735, o governo doou terras a Jerônimo de Castro perto de Urussanga, mas a região continuou quase intocada.
Em 1880 chegaram as 22 famílias italianas. Entre os sobrenomes das primeiras famílias estão Pizetti, Scotti, Sonego, Benedet, Casagrande, De Luca, Zanette, Milanez, Piazza e Barbieri. Os imigrantes construíram casas, estradas e escolas e viviam da agricultura. Nos primeiros tempos, muitos colonos morreram em conflitos com os indígenas da região.
A vida difícil na colônia nos primeiros anos (1880 a 1890)
A partir de 1890 chegaram também famílias da Polônia, depois imigrantes alemães e descendentes de portugueses vindos de Laguna. Em 1890, a colônia já tinha 61 lotes distribuídos. Ela ficava a 55 quilômetros da estação de trem de Pedras Grandes, já no vale do rio Araranguá.
Os colonos plantavam trigo, uva, milho, feijão e cana. Era difícil levar a colheita para vender. Faltava estrada, e o rio Araranguá quase não dava passagem a barcos. Em 1889, chuvas de pedra destruíram boa parte da colheita.
O distrito de São José de Criciúma, com juiz de paz e escola (1892)
Em 2 de setembro de 1892, uma lei estadual transformou a colônia, chamada então de São José de Criciúma, em distrito de Araranguá. Com isso, o lugar passou a ter um juiz de paz próprio. A mesma lei criou uma escola primária no povoado. Criciúma era o sexto distrito do município de Araranguá.
O carvão, a ferrovia e a criação do município (1913 a 1926)
Três fatos fizeram Criciúma crescer. O primeiro foi o começo da extração de carvão, em 1913. O segundo foi a construção da Estrada de Ferro Dona Teresa Cristina na região, entre 1920 e 1930, que ajudou a levar o carvão para fora.
O terceiro foi a criação do município, em 4 de novembro de 1925, por uma lei estadual que separou Criciúma de Araranguá. O novo município começou a funcionar em 1º de janeiro de 1926.
Da Capital do Carvão à cerâmica
Com a Segunda Guerra Mundial, a extração de carvão cresceu muito. Muitos colonos deixaram a roça para trabalhar nas minas, e Criciúma passou a ser conhecida como a Capital do Carvão. A partir de 1947, a indústria de cerâmica também começou a crescer na cidade. Hoje a prefeitura apresenta Criciúma como a Capital Brasileira do Carvão Mineral e do Revestimento Cerâmico.
- 1880Em 6 de janeiro, 22 famílias italianas chegam às margens do rio Criciúma.
- 1892A colônia de São José de Criciúma vira distrito de Araranguá, com juiz de paz e escola.
- 1913Começa a extração de carvão na região.
- 1925Em 4 de novembro, uma lei estadual cria o município, separado de Araranguá.
- 1926Em 1º de janeiro, o município começa a funcionar.
- 1947A indústria de cerâmica começa a crescer na cidade.
- 1948O nome do município deixa de ser escrito Cresciúma e passa a ser Criciúma.
De onde vem o nome Criciúma?
O nome Criciúma vem do capim criciúma, que crescia em grande quantidade nas margens do rio onde as famílias italianas pararam em 1880. Criciúma é o nome de várias plantas parecidas com o capim, e a palavra tem origem indígena, ligada ao tupi. Esse capim ainda pode ser visto na Praça Nereu Ramos, no centro da cidade.
Durante muitos anos, o nome do município se escrevia Cresciúma. A grafia mudou para Criciúma no fim de 1948, por uma lei estadual.
O que visitar no aniversário de Criciúma?
Praça Nereu Ramos
A Praça Nereu Ramos, no centro, é onde se corta o bolo do aniversário de Criciúma. Na praça ainda cresce o capim criciúma, a planta que deu nome à cidade.
Catedral São José
A Catedral São José fica na Praça Nereu Ramos e é onde acontece a missa do aniversário. A obra da igreja começou em 1907 e terminou dez anos depois, em 1917. São José é o padroeiro da paróquia do centro, e a colônia já se chamava São José de Criciúma em 1892.
Museu de Colonização Augusto Casagrande
O Museu de Colonização Augusto Casagrande foi aberto em 1980, no centenário da chegada das famílias italianas. O museu fica num sobrado de estilo italiano. Casagrande é um dos sobrenomes das primeiras famílias que chegaram em 1880.
Parque dos Imigrantes
O Parque dos Imigrantes, no bairro Rio Maina, tem elementos que lembram a colonização italiana. O terreno do parque era antes um depósito de rejeito de carvão.
Mina de Visitação Octavio Fontana
A Mina de Visitação Octavio Fontana mostra como era a extração de carvão, a atividade que fez Criciúma ficar conhecida como a Capital do Carvão.
Parque Astronômico
O Parque Astronômico fica no Morro Cechinel. Ele foi inaugurado num dia 6 de janeiro, no aniversário da cidade.