A data do aniversário de Camaçari lembra o dia em que a antiga aldeia dos jesuítas virou vila, em 28 de setembro de 1758. A mudança veio por um decreto do governo do Marquês de Pombal, em Portugal. A nova vila recebeu o nome de Vila de Nova Abrantes do Espírito Santo.
Quando é o aniversário de Camaçari e quantos anos a cidade faz?
O aniversário de Camaçari é em 28 de setembro. Em 2027, Camaçari completa 269 anos.
O aniversário de Camaçari é em 28 de setembro porque nesse dia, em 1758, a antiga aldeia dos jesuítas virou vila. A mudança veio por um decreto do governo do Marquês de Pombal, em Portugal, que também tirou os jesuítas da aldeia. A nova vila recebeu o nome de Vila de Nova Abrantes do Espírito Santo e, tempos depois, passou a ser chamada só de Vila de Abrantes.
A contagem dos anos de Camaçari parte de 1758, e não de 1558, o ano em que os jesuítas fundaram a aldeia. Até 1758 o lugar era uma aldeia comandada pelos padres, e a partir dessa data passou a ser uma vila, com governo próprio. Os primeiros registros da vila contam 544 casas.
É feriado no aniversário de Camaçari?
Sim, 28 de setembro é feriado municipal em Camaçari, por lei da cidade.
O que abre e fecha no feriado em Camaçari?
- Bancos: as agências costumam fechar; aplicativos, internet banking e caixas eletrônicos funcionam (Febraban).
- Repartições municipais: costumam fechar, com plantão nos serviços essenciais.
- Comércio e shoppings: o horário de feriado varia de loja para loja; vale conferir no site do shopping ou da loja.
- Transporte público: costuma operar com horário de feriado, que muda de cidade para cidade.
- Saúde e serviços essenciais: hospitais e pronto-atendimentos atendem as urgências; polícia e bombeiros trabalham em regime de plantão.
Como é comemorado o aniversário de Camaçari?
A comemoração tradicional do aniversário de Camaçari é o desfile cívico organizado pela Secretaria de Educação da prefeitura. O desfile passa pela Avenida 28 de Setembro, que antes se chamava Radial A e tem no nome a data do aniversário. Desfilam alunos das escolas municipais, bandas marciais e fanfarras, e a Filarmônica 28 de Setembro toca os hinos. Os distritos de Monte Gordo e Abrantes também fazem desfiles, e a comemoração termina com um show à noite.
Como Camaçari passou de aldeia dos jesuítas a cidade industrial
A aldeia dos jesuítas para ensinar a fé aos tupinambás (1558 a 1625)
Antes de Camaçari existir, os jesuítas João Gonçalves e Antônio Rodrigues fundaram em 1558 a Aldeia do Divino Espírito Santo, às margens do rio Joanes. A aldeia servia para ensinar a fé católica aos tupinambás que viviam na região. O nome Espírito Santo ficou depois no nome da vila e na igreja matriz.
Em 1624, quando os holandeses invadiram Salvador, a aldeia serviu de abrigo para o bispo Dom Marcos Teixeira e várias autoridades da capital. Ali eles organizaram, junto com os indígenas, as tropas de resistência. Um ano depois os holandeses foram expulsos.
A Vila de Abrantes, uma vila pequena de lavoura e pesca (1758 a 1848)
Em 28 de setembro de 1758 a aldeia virou a Vila de Nova Abrantes do Espírito Santo, e os jesuítas foram mandados embora. Houve uma tentativa de levar a sede da vila para o arraial de Parafuso, mas a mudança não aconteceu. Em 1817 Abrantes ainda era uma vila pequena, perto do rio Joanes e a uma légua do mar, e a maioria dos moradores ainda era indígena. Eles plantavam mandioca, pescavam e caçavam.
Em 1846 o governo da província acabou com a vila e juntou as terras ao município de Mata de São João. Dois anos depois, em 1848, a Vila de Abrantes foi restabelecida.
A estrada de ferro e o povoado que deu nome ao município (1860 a 1938)
Em 1860 o desembargador Tomaz Garcez Paranhos Montenegro conseguiu levar a estrada de ferro para as terras dele. Em volta da linha de trem cresceu o povoado de Camassari, que em 1920 virou distrito, ainda dentro do município de Abrantes.
Em 1925 o município de Abrantes passou a se chamar Montenegro, em homenagem ao desembargador. Em 1933 a sede do município já ficava em Camassari, e em 30 de março de 1938 o município inteiro passou a se chamar Camassari.
A nova escrita do nome e a chegada das fábricas (1953 em diante)
Em 1953 uma lei estadual mudou a escrita do nome para Camaçari e criou o distrito de Dias d'Ávila, que virou município em 1985. Camaçari recebeu depois o Polo Petroquímico de Camaçari, o primeiro complexo petroquímico planejado do país.
- 1558Os jesuítas fundam a Aldeia do Divino Espírito Santo, às margens do rio Joanes.
- 1624A aldeia abriga o bispo e as autoridades de Salvador durante a invasão holandesa.
- 1758Em 28 de setembro a aldeia vira Vila de Nova Abrantes do Espírito Santo.
- 1860A estrada de ferro chega às terras do desembargador Montenegro.
- 1925O município de Abrantes passa a se chamar Montenegro.
- 1938Em 30 de março o município passa a se chamar Camassari.
- 1953O nome passa a ser escrito Camaçari.
De onde vem o nome Camaçari?
O nome Camaçari vem do tupi kamasary, o nome de uma árvore da região, hoje chamada cachaporra-do-gentio. Nos papéis antigos, o nome era escrito Camassary. O nome também é traduzido como árvore que chora, porque o orvalho cobria as folhas das árvores com gotinhas de água.
O município só passou a se chamar Camassari em 1938. Antes ele se chamou Vila de Abrantes e, de 1925 a 1938, Montenegro. A escrita com ç veio em 1953.
O que visitar no aniversário de Camaçari?
Avenida 28 de Setembro
A Avenida 28 de Setembro, antiga Radial A, tem no nome a data do aniversário de Camaçari. É por ela que passa o desfile cívico de 28 de setembro.
Vila de Abrantes
O distrito de Vila de Abrantes guarda o nome da vila criada em 28 de setembro de 1758, a data do aniversário. A vila nasceu da aldeia do Espírito Santo, fundada pelos jesuítas em 1558 perto do rio Joanes. O distrito também faz o próprio desfile de aniversário.
Monte Gordo
O distrito de Monte Gordo também faz desfile no aniversário de Camaçari. A igreja de São Bento, em Monte Gordo, virou paróquia em 1818.
Praia de Arembepe
A praia de Arembepe fica no litoral de Camaçari e ficou conhecida pela aldeia hippie. Na praia há uma base do Projeto Tamar, que cuida das tartarugas marinhas. Perto de Arembepe, em 1574, afundou a nau portuguesa Santa Clara.