A data do aniversário de Breves lembra o dia em que o povoado virou freguesia, com igreja e padre fixo, em 30 de novembro de 1850. A freguesia foi criada por uma resolução da província do Pará. O povoado tinha nascido em volta do engenho dos irmãos portugueses Manuel e Ângelo Fernandes Breves.

Quando é o aniversário de Breves e quantos anos a cidade faz?

O aniversário de Breves é em 30 de novembro. Em 2026, Breves completa 176 anos.

O aniversário de Breves é em 30 de novembro porque nesse dia, em 1850, uma resolução da província do Pará criou a freguesia de Nossa Senhora de Santana dos Breves. Freguesia era o povoado que tinha igreja própria, com padre fixo. A igreja de Breves foi dedicada a Nossa Senhora de Santana, que é até hoje a padroeira da cidade.

No ano seguinte, em 25 de outubro de 1851, uma lei da província transformou Breves em vila, e foi nessa data que o município de Breves foi criado. Mesmo assim, a contagem dos anos de Breves parte de 1850, o ano da freguesia, e não de 1851, o ano do município.

É feriado no aniversário de Breves?

Sim, 30 de novembro é feriado municipal em Breves.

O que abre e fecha no feriado em Breves?

  • Bancos: as agências costumam fechar; aplicativos, internet banking e caixas eletrônicos funcionam (Febraban).
  • Repartições municipais: costumam fechar, com plantão nos serviços essenciais.
  • Comércio e shoppings: o horário de feriado varia de loja para loja; vale conferir no site do shopping ou da loja.
  • Transporte público: costuma operar com horário de feriado, que muda de cidade para cidade.
  • Saúde e serviços essenciais: hospitais e pronto-atendimentos atendem as urgências; polícia e bombeiros trabalham em regime de plantão.

Como é comemorado o aniversário de Breves?

A comemoração tradicional do aniversário é o concurso Miss Breves, feito em novembro, nas semanas da festa dos anos da cidade. Quem organiza o concurso é a secretaria municipal de cultura.

Como Breves nasceu do engenho de uma família portuguesa

As terras doadas aos irmãos Breves para montar um engenho (1738 a 1781)

Antes dos portugueses, a região era ocupada por povos indígenas, como os Bocas e os Nheengaíbas. Em 19 de novembro de 1738, o governo do Pará doou uma grande área de terra perto do rio Parauaú aos irmãos portugueses Manuel e Ângelo Fernandes Breves. O rei de Portugal confirmou a doação em 30 de março de 1740.

Entardecer no rio Parauaú, em Breves, na Ilha do Marajó. Foto: Anderson Riedel / Palácio do Planalto, CC BY 2.0

Nas terras doadas, os irmãos montaram um sítio chamado Sant'Anna dos Breves, e o lugar ficou conhecido como Engenho dos Breves, em homenagem a eles. Depois, outros parentes da família foram morar na região e o povoado cresceu. Uma portaria de 20 de outubro de 1781 passou a chamar o lugar de Santana dos Breves.

Do povoado ao município de Breves (1781 a 1856)

No fim do período colonial, Santana dos Breves fez parte de Melgaço e depois de Portel. Em 1850 o povoado virou freguesia, e em 1851 virou vila, com a criação do município de Breves. A lei de 1851 também acabou com o município vizinho de Melgaço, e todo o território de Melgaço passou a fazer parte de Breves.

A junção com Melgaço durou poucos anos. Em 1856, outra lei da província separou Melgaço de Breves, e Melgaço voltou a ser vila.

A nova sede e o título de cidade (1906 a 1960)

Em 1906, uma lei do Pará levou a sede do município para Antônio Lemos. Em 1909, uma lei criou dentro do município áreas com nomes de rios, como Rio Macacos, Rio Jacaré e Rio Mapuá. No mesmo ano, em 10 de novembro de 1909, outra lei do Pará deu a Breves o título de cidade. Desde 1960, o município tem quatro partes com nome próprio, que são Breves, Antônio Lemos, Curumu e São Miguel dos Macacos.

Os barcos, a madeira e a borracha no século 20

No começo do século 20, os barcos que subiam o Amazonas passavam pelos canais estreitos de Breves. Em 1914 os turistas a caminho de Manaus gostavam muito dessa passagem. Na cidade, o Trapiche Municipal foi por muitas décadas o principal porto de embarque e desembarque de passageiros.

Vista da cidade de Breves, no oeste do Marajó. Foto: Ridiculopathy, CC0

Em 1925 foi construído o prédio da Breves Industrial S.A., a BISA, numa época em que Breves era chamada de Celeiro Mundial da Madeira. Durante a Segunda Guerra Mundial, a fábrica de borracha do Corcovado viveu seu auge, e em volta dela nasceu a Vila de Corcovado.

Linha do tempo de BrevesSeis marcos, de 1738 a 1909, na história de Breves.
  • 1738O governo do Pará doa terras perto do rio Parauaú aos irmãos portugueses Manuel e Ângelo Fernandes Breves.
  • 1781O povoado do engenho passa a se chamar Santana dos Breves.
  • 1850Em 30 de novembro o povoado vira freguesia, a data do aniversário.
  • 1851Breves vira vila e o município é criado.
  • 1861Começam as obras da Igreja Matriz de Sant'Ana.
  • 1909Uma lei do Pará dá a Breves o título de cidade.

De onde vem o nome Breves?

O nome Breves é o sobrenome dos irmãos portugueses Manuel e Ângelo Fernandes Breves, que receberam as terras perto do rio Parauaú em 1738. O engenho deles ficou conhecido como Engenho dos Breves, e em 1781 o povoado passou a se chamar Santana dos Breves. Em 1909, a lei que deu o título de cidade usou só o nome Breves.

Em 1838 o nome já estava em uso. A baía na boca do rio Parauaú se chamava baía dos Bocas, mas o povo a chamava de baía dos Breves. O rio dos Breves já era caminho de barco até Belém.

O que visitar no aniversário de Breves?

Igreja Matriz de Sant'Ana

A Igreja Matriz de Sant'Ana fica na Avenida Presidente Getúlio Vargas, e as obras dela começaram em 1861. Sant'Ana é a padroeira da freguesia criada em 30 de novembro de 1850, a data do aniversário de Breves.

Trapiche Municipal

O Trapiche Municipal foi por muitas décadas o principal porto de embarque e desembarque de passageiros de Breves, no tempo em que a cidade vivia da madeira e da borracha.

Estreito de Breves

O Estreito de Breves leva o nome da cidade e é a passagem dos barcos que navegam pela região. Pela tradição, quem entra no estreito joga uma oferenda na água para as divindades do fundo dos rios.

Rio Parauaú

O rio Parauaú passa perto das terras doadas aos irmãos Breves em 1738, onde o povoado começou. O rio é navegável em todo o seu curso e é parada quase obrigatória dos barcos que navegam pelo Amazonas.