A data do aniversário de Bagé lembra a fundação da cidade, em 17 de julho de 1811. Naquele ano o exército do marechal Dom Diogo de Souza acampou ao pé dos Cerros de Bagé e, ao partir, deixou gente no lugar. Em volta desse acampamento nasceu Bagé.
Quando é o aniversário de Bagé e quantos anos a cidade faz?
O aniversário de Bagé é em 17 de julho. Em 2027, Bagé completa 216 anos.
O aniversário de Bagé é em 17 de julho por causa de um acampamento militar de 1811. Naquele ano o marechal Dom Diogo de Souza comandava um exército de três mil homens que ia lutar na Banda Oriental, o atual Uruguai. O exército de Dom Diogo ficou acampado um bom tempo ao pé dos Cerros de Bagé. Quando partiu para Cerro Largo, com dez mil cavalos e dois mil bois, deixou no acampamento parte dos soldados, comerciantes, mulheres, doentes, cirurgiões e mantimentos.
Essa gente ficou para trás por causa do inverno, porque chovia muito e os rios cheios não deixavam passar as carretas carregadas. Dom Diogo colocou Pedro Fagundes de Oliveira no comando do acampamento de Bagé. Em volta do acampamento nasceu um vilarejo com mais água, lenha e proteção do que a aldeia vizinha da antiga Guarda de São Sebastião. O historiador Tarcísio Antônio da Costa Taborda fixou 17 de julho de 1811 como a data oficial da fundação de Bagé.
É feriado no aniversário de Bagé?
Não, 17 de julho não é feriado municipal em Bagé.
Como é comemorado o aniversário de Bagé?
A prefeitura de Bagé costuma montar uma semana de atividades antes de 17 de julho, o dia do aniversário. Uma das atividades é o bolo de aniversário servido no Largo do Centro Administrativo. No mesmo largo costuma acontecer um encontro de carros antigos, com exposição de veículos clássicos.
Como Bagé cresceu em volta do acampamento de 1811
As missões e o Forte de Santa Tecla na fronteira antes de Bagé (1683 a 1801)
Antes de Bagé existir, a região era disputada por Portugal e Espanha. Em 1683 padres jesuítas vindos de Buenos Aires fundaram ali a Redução de São André dos Guenoas, uma aldeia de indígenas organizada pelos padres. Em 1752 uma comissão de Portugal e Espanha chegou para marcar a nova fronteira, e Sepé Tiaraju, com 600 indígenas armados, impediu a passagem dos demarcadores.
Em 1773 os espanhóis ergueram o Forte de Santa Tecla a sete quilômetros de onde hoje fica Bagé. O forte tinha cinco pontas e um fosso de nove metros de largura. Em 1776 o português Rafael Pinto Bandeira tomou o forte, e no dia seguinte o forte foi derrubado e queimado. A partir de 1801 o governo português doou terras na região para fazendas de gado, e assim ocupava o campo e guardava a fronteira.
Os primeiros anos do vilarejo de Bagé e a ocupação pelos exércitos vizinhos (1813 a 1827)
Em 20 de janeiro de 1813, dia de São Sebastião, uma procissão levou a imagem do santo da antiga Guarda de São Sebastião para o vilarejo novo de Bagé. O primeiro padre do lugar foi José Loureiro. A igreja nova começou a ser erguida em 1815 e ficou pronta em 1820, no lugar da atual Matriz de São Sebastião.
Poucos anos depois, de 1825 a 1827, o exército do Uruguai e da Argentina ocupou Bagé duas vezes. Em 1827 soldados do exército de Lavalleja estragaram a igreja de São Sebastião, rasgaram os livros de registro e levaram os objetos da igreja.
Bagé na Revolução Farroupilha e a separação de Piratini (1836 a 1847)
Em 1836 Bagé era um vilarejo de pouco mais de cem casas e ranchos em volta da capela de São Sebastião. Em 10 de setembro daquele ano Antônio de Souza Netto venceu as tropas do Império no combate do Seival, em Bagé, e no dia seguinte proclamou a República Rio-grandense. Em abril de 1843 Caxias tomou a povoação de Bagé e deixou ali dois mil soldados. Em 1845, já com a paz, Caxias, Bento Gonçalves e Souza Netto entraram em Bagé e foram recebidos com bailes e fogos.
Depois da guerra, Bagé ganhou governo próprio. Em 5 de junho de 1846 uma lei da província separou Bagé do município de Piratini. A primeira Câmara de Vereadores de Bagé tomou posse em 2 de fevereiro de 1847.
Bagé ganha o título de cidade, o primeiro jornal e o trem (1859 a 1894)
Uma lei da província deu a Bagé o título de cidade em 15 de dezembro de 1859. O primeiro jornal da cidade foi a Aurora de Bagé, lançado em 10 de setembro de 1861. Em 2 de dezembro de 1884 foi inaugurada a ferrovia entre Rio Grande e Bagé.
Na Revolução Federalista, Bagé ficou cercada pelos federalistas a partir de 30 de novembro de 1893. Os federalistas só foram embora às 23 horas de 7 de janeiro de 1894.
A arte e os novos municípios que saíram de Bagé (1921 a 1996)
Em 1921 Bagé ganhou o Instituto Municipal de Belas Artes, que ensina música e dança. Em 1957 Bagé já era chamada de Rainha da Fronteira. Os artistas Glauco Rodrigues, Carlos Scliar, Glênio Bianchetti e Danúbio Gonçalves ficaram conhecidos como Os quatro de Bagé e criaram o Museu da Gravura Brasileira em 1977. Nos anos 1990 Candiota, Hulha Negra e Aceguá deixaram de fazer parte de Bagé e viraram municípios.
- 1773Os espanhóis erguem o Forte de Santa Tecla perto dos Cerros de Bagé.
- 1776Rafael Pinto Bandeira toma o forte para os portugueses.
- 1811Em 17 de julho, o exército de Dom Diogo de Souza deixa gente acampada em Bagé.
- 1836Souza Netto vence o combate do Seival, em terras de Bagé.
- 1846Bagé deixa de fazer parte de Piratini.
- 1859Bagé ganha o título de cidade.
- 1884Chega o trem que liga Rio Grande a Bagé.
De onde vem o nome Bagé?
O nome da cidade vem dos Cerros de Bagé, os morros onde o exército de Dom Diogo acampou em 1811. Uma versão antiga diz que um indígena chamado Ibagé morou num desses morros e deu seu nome ao cerro e ao arroio. Nos anos 1950 o escritor Mansueto Bernardi escreveu que não havia prova de que esse indígena existiu.
O sociólogo Félix Contreiras Rodrigues, nascido em Bagé, ligou o nome à palavra baag, que quer dizer lugar de onde se volta. Nas cartas de Dom Diogo o nome aparece escrito com j, e a grafia Bagé, com g, só se firmou a partir de 1910.
O que visitar no aniversário de Bagé?
Largo do Centro Administrativo
No Largo do Centro Administrativo é possível comer o bolo do aniversário de Bagé e ver o encontro de carros antigos, que costumam fazer parte da semana do aniversário.
Matriz de São Sebastião
Na Matriz de São Sebastião é possível ver o lugar da igreja erguida de 1815 a 1820 no vilarejo nascido do acampamento de 1811. São Sebastião é o padroeiro de Bagé.
Museu Dom Diogo de Souza
No Museu Dom Diogo de Souza é possível ver armas, bandeiras e objetos das guerras travadas no Rio Grande do Sul. O museu leva o nome do marechal que acampou em Bagé em 1811 e fica na Rua Emílio Guilayn, 759. O museu também guarda uma pedra da Lua trazida pela missão Apollo 17.
Museu da Gravura Brasileira
No Museu da Gravura Brasileira é possível ver gravuras, fotografias e esculturas em bronze e cerâmica. O museu foi criado em 1977 pelo grupo Os quatro de Bagé e fica na Rua Coronel Azambuja, 18.