A data do aniversário de Americana lembra a inauguração da estação de trem de Santa Bárbara, em 27 de agosto de 1875, com a presença de Dom Pedro II. A estação foi construída pela Companhia Paulista em terras da Fazenda Machadinho, e o povoado nasceu em volta dela. Basílio Bueno Rangel e o capitão Ignácio Correa Pacheco são considerados os fundadores, por terem dividido suas terras em lotes para as primeiras casas.
Quando é o aniversário de Americana e quantos anos a cidade faz?
O aniversário de Americana é em 27 de agosto. Em 2027, Americana completa 152 anos.
O aniversário de Americana é em 27 de agosto, o dia em que foi inaugurada a estação de trem de Santa Bárbara, em 1875. Dom Pedro II esteve na festa de inauguração. A estação fazia parte da linha da Companhia Paulista entre Campinas e Rio Claro, uma ferrovia criada pelos próprios fazendeiros de café para levar a produção. A parada foi construída em terras da Fazenda Machadinho, que pertenciam a Basílio Bueno Rangel.
Em volta da estação nasceu um povoado. Basílio Bueno Rangel e o capitão Ignácio Correa Pacheco dividiram suas terras em lotes, e ali surgiram as primeiras casas. O município de Americana só foi criado em 1924, mas a cidade conta os anos a partir da estação. Uma lei municipal de 1975 registrou 27 de agosto de 1875 como a data da fundação.
É feriado no aniversário de Americana?
Não, 27 de agosto não é feriado municipal em Americana.
Como é comemorado o aniversário de Americana?
A comemoração tradicional do aniversário é o Roteiro Gastronômico, organizado pela prefeitura. São três dias de festa na Avenida Antônio Pinto Duarte, na região do Portal Princesa Tecelã, com entrada solidária. Restaurantes da cidade apresentam pratos e disputam um concurso gastronômico com prêmios.
Como Americana nasceu em volta da estação e virou a Princesa Tecelã
As fazendas que existiam antes da estação (1796 a 1875)
Antes das fazendas, a região do rio Piracicaba era terra dos indígenas Paiaguás. No fim do século 18, a Coroa portuguesa doou ali três grandes áreas de terra. A primeira foi o Sítio do Quilombo, doado em 1796. Outra ficava onde os rios Atibaia e Jaguari se juntam e virou a Fazenda Salto Grande.
O trabalho nas fazendas era feito por pessoas escravizadas. Em 1875, a Fazenda Salto Grande tinha 368 cativos. A Vila de Santa Bárbara, a cerca de 10 quilômetros dali, vivia do algodão, da cana e dos cereais.
A chegada das famílias do sul dos Estados Unidos (1866 e 1867)
Em 1866, chegou à região o coronel William Hutchinson Norris, que tinha sido senador pelo Alabama. Ele lutou pelo Sul na Guerra Civil dos Estados Unidos, e por isso as famílias que vieram com ele são chamadas de confederadas. Norris comprou terras perto da Fazenda Machadinho e do Ribeirão Quilombo, e em 1867 vieram a família dele e dezenas de outras famílias do Sul.
Os recém-chegados trouxeram o arado e o trole, uma carroça leve. Também trouxeram uma melancia chamada Cascavel da Geórgia. Nas suas propriedades, eles usaram mão de obra escravizada trazida do sul dos Estados Unidos.
A fábrica de tecidos de Carioba, aberta no ano da estação (1875 a 1901)
No mesmo ano da estação, 1875, foi inaugurada a fábrica de tecidos de Carioba. Ela foi fundada pelos irmãos Souza Queiroz com o engenheiro norte-americano William Pultney Ralston e está entre as três primeiras fábricas de tecidos do estado de São Paulo. Carioba fazia tecido de algodão para a roupa dos escravizados e sacos para guardar café, e ganhou medalha de prata numa exposição em São Paulo em 1885.
Em 8 de outubro de 1887, chegou um grupo de imigrantes italianos chefiado por Joaquim Boer, que foi trabalhar na Fazenda Salto Grande. Em 1896, os italianos ergueram a primeira capela católica, com uma missa para Santo Antônio, que depois virou o padroeiro da cidade. No mesmo ano a fábrica de Carioba fechou. Em 1901, o alemão Franz Müller comprou a fábrica num leilão do Banco do Brasil e construiu ali uma vila operária, com hotel, escola e cooperativa.
A briga entre Campinas e Santa Bárbara e a criação do município (1904 a 1938)
O Ribeirão Quilombo era a divisa entre Campinas e Santa Bárbara, e o povoado da estação cresceu perto dessa divisa. Depois de anos de briga na Justiça entre as duas cidades, uma lei estadual de 1904 fez do povoado um distrito de Campinas. A primeira iluminação das ruas veio de três lampiões a querosene trazidos da Alemanha.
Em 1922, começou a luta para separar a vila de Campinas, liderada por Antônio Lobo. Em 12 de novembro de 1924, uma lei estadual criou o município de Vila Americana, que começou a funcionar em 15 de janeiro de 1925. Em 1932, três jovens da cidade, Jorge Jones, Fernando de Camargo e Aristeu Valente, morreram em Monte Sião na Revolução Constitucionalista e hoje são lembrados como heróis.
As tecelagens que deram o apelido de Princesa Tecelã (de 1930 em diante)
Na década de 1930, a cidade se encheu de pequenas tecelagens que produziam sob encomenda. Muitas faziam tecidos com fios de rayon, feitos de celulose, e Americana passou a ser chamada de Capital do Rayon. O hino oficial da cidade a chama de Princesa Tecelã. Nova Odessa fez parte do município de 1938 a 1959.
Com o crescimento, os bairros de Americana se juntaram aos de Santa Bárbara d'Oeste, e a divisa entre as duas cidades ficou na Avenida da Amizade. Na década de 1990, os tecidos importados provocaram uma crise nas tecelagens da cidade.
- 1866O coronel William Norris chega dos Estados Unidos e compra terras perto da Fazenda Machadinho.
- 1875Em 27 de agosto abre a Estação de Santa Bárbara, com a presença de Dom Pedro II.
- 1900Por volta desse ano, a estação passa a se chamar Villa Americana.
- 1904O povoado vira distrito de Campinas.
- 1924Em 12 de novembro, uma lei estadual cria o município de Vila Americana.
- 1938A cidade passa a se chamar só Americana.
De onde vem o nome Americana?
No começo, a parada se chamava Estação de Santa Bárbara, porque ficava em terras da Vila de Santa Bárbara, que não tinha estação própria. As cartas mandadas para a vila da estação acabavam entregues na Vila de Santa Bárbara, e muitas se perdiam. O povo já chamava o lugar de vila dos americanos, por causa das famílias do sul dos Estados Unidos que moravam ali.
Por volta de 1900, a Companhia Paulista passou a chamar a estação de Villa Americana. Em 1906, quando o secretário de Estado dos Estados Unidos, Elihu Root, visitou a vila, centenas de americanos foram recebê-lo com tochas acesas. A vila ainda não tinha luz elétrica. Em 1938, um decreto estadual tirou a palavra Vila e deixou só Americana.
O que visitar no aniversário de Americana?
Vila Operária de Carioba
A fábrica de Carioba foi inaugurada em 1875, o mesmo ano da estação que marca o aniversário. A antiga vila operária construída pela família Müller mostra como viviam os operários nas primeiras décadas da cidade.
Casarão do Salto Grande
O casarão da Fazenda Salto Grande foi tombado pelo governo de São Paulo em 1982. Foi nessa fazenda que trabalharam os cativos e, depois, as primeiras famílias italianas. Hoje o casarão abriga o Museu Histórico e Pedagógico Municipal Doutor João da Silva Carrão.
Estação Cultura
A Estação Cultura fica na Avenida Doutor Antônio Lobo, no Centro. A avenida tem o nome de Antônio Lobo, que liderou a luta para Americana virar município.
Portal Princesa Tecelã
O Portal Princesa Tecelã fica na região onde acontece o Roteiro Gastronômico do aniversário. Ao lado do portal, a prefeitura instalou uma cápsula do tempo na festa dos 150 anos da cidade. A pintura da cápsula mostra a estação, a bandeira da cidade, o algodão e a melancia, e ela será aberta quando Americana completar 200 anos.
Cemitério do Campo, em Santa Bárbara d'Oeste
O Cemitério do Campo fica na cidade vizinha e guarda a memória das famílias que deram o nome a Americana. O primeiro enterro foi o de Beatrice Oliver, em 1867. Em 1878, as famílias ergueram ali uma capela que atendia três igrejas protestantes.