A data do aniversário de Abaetetuba lembra o dia em que a cidade começou a funcionar oficialmente, em 15 de agosto de 1895. A lei que fez de Abaeté uma cidade foi assinada pelo governador do Pará, Lauro Sodré, em 6 de julho daquele ano. Abaeté foi o nome da cidade até 1944.

Quando é o aniversário de Abaetetuba e quantos anos a cidade faz?

O aniversário de Abaetetuba é em 15 de agosto. Em 2027, Abaetetuba completa 132 anos.

O aniversário de Abaetetuba é em 15 de agosto porque nesse dia, em 1895, Abaeté começou a funcionar oficialmente como cidade. A lei estadual que deu a Abaeté a condição de cidade é de 6 de julho de 1895 e foi assinada pelo governador do Pará, Lauro Sodré. Desde então, o 15 de agosto é tratado como a data de fundação de Abaetetuba.

O 15 de agosto já era uma data importante no Pará antes de 1895. Nesse dia, em 1823, o Pará aderiu à Independência do Brasil e rompeu de vez com Portugal. Em 1901, Castanhal, outra cidade paraense, também começou a funcionar com governo próprio num 15 de agosto, por ser a data da adesão do Pará.

É feriado no aniversário de Abaetetuba?

Sim, 15 de agosto é feriado estadual no Pará (Adesão ao Império Brasileiro), e o aniversário de Abaetetuba cai no mesmo dia.

O que abre e fecha no feriado em Abaetetuba?

  • Bancos: as agências costumam fechar; aplicativos, internet banking e caixas eletrônicos funcionam (Febraban).
  • Repartições municipais: costumam fechar, com plantão nos serviços essenciais.
  • Comércio e shoppings: o horário de feriado varia de loja para loja; vale conferir no site do shopping ou da loja.
  • Transporte público: costuma operar com horário de feriado, que muda de cidade para cidade.
  • Saúde e serviços essenciais: hospitais e pronto-atendimentos atendem as urgências; polícia e bombeiros trabalham em regime de plantão.

Como Abaetetuba nasceu em volta de uma capela no rio Maratauíra

Os missionários e a aldeia de Beja (por volta de 1635)

Por volta de 1635, padres capuchinhos do Convento do Una, em Belém, se juntaram a uma aldeia indígena da região chamada Samaúma. Mais tarde, o governador Francisco Xavier de Mendonça Furtado deu à aldeia o nome de Beja. Beja é mais antiga que Abaetetuba e hoje faz parte do município.

Catedral de Nossa Senhora da Conceição, padroeira da cidade. Foto: Túlio F, CC BY-SA 4.0

O povoado de Francisco de Azevedo Monteiro no rio Maratauíra (1724 a 1797)

Francisco de Azevedo Monteiro recebeu do governo terras no rio Maratauíra, um afluente do rio Tocantins. Em 1724, ele fundou ali um pequeno povoado, num lugar protegido das marés pela ilha de Sirituba. A tradição diz que ele chegou de barco com a família, fugindo de um temporal.

Monteiro começou no lugar uma capela de taipa e barro para Nossa Senhora da Conceição, mas abandonou a obra. Em 1773, famílias vindas do Marajó ocuparam a área, e o morador Manoel da Silva Raposo reconstruiu a capela. No fim da vida, Raposo doou a terra à Igreja, e em 1797 a igreja ganhou padre fixo, com o nome de Nossa Senhora da Conceição de Abaeté.

O caminho até o governo próprio, entre Belém e Igarapé-Miri (1839 a 1881)

Em 1839, Beja perdeu a independência, e as terras dela passaram para Abaeté. Em 1844, uma lei levou Abaeté para o município de Igarapé-Miri, e em 1877 outra lei devolveu o lugar a Belém.

Em 23 de março de 1880, uma lei deu a Abaeté governo próprio, separado de Belém. Os sete primeiros vereadores tomaram posse em 7 de janeiro de 1881, mesmo com Beja pedindo para ser a sede do novo município.

A cidade compra da Igreja as terras do centro (1903 e 1904)

Depois de virar cidade, Abaeté ainda não era dona do próprio centro, porque essas terras pertenciam à Igreja desde a doação de Raposo. Em 1903, o governo da cidade entrou na Justiça, e as duas partes fizeram um acordo em que a Igreja recebeu dez contos de réis. A escritura que passou as terras para o município foi assinada em 13 de outubro de 1904.

A cachaça e o porto do Tocantins (anos 1950)

Nos anos 1950, a economia de Abaetetuba se apoiava na produção de cachaça. Em 1956, 34 das 83 fábricas do município faziam aguardente, e a cidade vendeu para fora quase 1,6 milhão de litros. O porto era a saída natural do rio Tocantins, tinha grande movimento de barcos e os estaleiros, lugares onde se constroem barcos, cresciam. A viagem de barco a motor até Belém levava cerca de seis horas.

Orla de Abaetetuba, às margens do rio. Foto: Túlio F, CC BY-SA 4.0

A cidade vira sede de uma diocese (1961 e 1981)

Em 1961, Abaetetuba virou sede de uma prelazia, um território próprio da Igreja Católica. Em 8 de agosto de 1981, a prelazia passou a ser a Diocese de Abaetetuba. A igreja de Nossa Senhora da Conceição, a mesma santa da capela que deu origem à cidade, virou a catedral.

Linha do tempo de AbaetetubaSete marcos, de 1635 a 1981, na história de Abaetetuba.
  • 1635Padres capuchinhos de Belém chegam à aldeia indígena de Samaúma, depois chamada Beja.
  • 1724Francisco de Azevedo Monteiro funda um pequeno povoado na beira do rio Maratauíra.
  • 1880Abaeté ganha governo próprio, separado de Belém.
  • 1895Em 15 de agosto, Abaeté começa a funcionar oficialmente como cidade.
  • 1904A cidade compra da Igreja as terras do centro.
  • 1944Abaeté passa a se chamar Abaetetuba, porque havia outra Abaeté em Minas Gerais.
  • 1981Nasce a Diocese de Abaetetuba, com a igreja da padroeira como catedral.

De onde vem o nome Abaetetuba?

O nome Abaetetuba vem de Abaeté, o primeiro nome da cidade. Abaeté vem de uma língua indígena e quer dizer homem forte e valente, juntando aba, que significa homem, e eté, que significa verdadeiro. O final tuba quer dizer lugar de abundância, e Abaetetuba passou a significar lugar de homem ilustre.

O nome mudou porque uma lei federal proibia duas cidades com o mesmo nome no Brasil, e já existia outra Abaeté, em Minas Gerais. Um decreto do governo do Pará, de 30 de dezembro de 1943, criou o nome Abaetetuba, que passou a valer em 1º de janeiro de 1944. No mesmo ato, a cidade ganhou juiz próprio e deixou de depender da Justiça de Igarapé-Miri.

O que visitar no aniversário de Abaetetuba?

Catedral de Nossa Senhora da Conceição

A catedral é dedicada à mesma santa da capela de taipa em volta da qual a cidade nasceu, e é a sede da Diocese de Abaetetuba. A festa da padroeira chegou a durar onze dias, de 28 de novembro a 8 de dezembro, e o Círio da santa acontece desde 1812.

Vila de Beja e Igreja de São Miguel Arcanjo

A Vila de Beja fica a cerca de 22 km do centro e guarda o lugar da antiga aldeia dos missionários, mais velha que a própria cidade. Na vila fica a Igreja de São Miguel Arcanjo, e Beja também tem uma praia de água doce.

Engenho Pacheco

O Engenho Pacheco guarda a tradição que deu à cidade o apelido de Terra da Cachaça, a bebida que foi a base da economia nos anos 1950. O engenho produz cerca de mil litros de cachaça por mês.

Ilhas do Maratauíra

Boa parte do território de Abaetetuba é formada por mais de 45 ilhas, entre elas Capim, Sirituba, Campompema e Pacoca. A ilha de Sirituba é a mesma que protegia das marés o primeiro povoado, fundado por Francisco de Azevedo Monteiro.