Por que 22 de agosto
Por que o Dia do Folclore é em 22 de agosto? Porque o decreto federal que criou a data, em 1965, escolheu o 22 de agosto para recordar o lançamento da palavra "folk-lore", em 1846.
O ato é o Decreto 56.747, de 17 de agosto de 1965. É um decreto do presidente, e não um decreto-lei, como às vezes se lê. O artigo 1º manda celebrar o Dia do Folclore anualmente em 22 de agosto em todo o país. O artigo 2º encarrega a Campanha de Defesa do Folclore Brasileiro, do Ministério da Educação, e a Comissão Nacional de Folclore de promover a data, inclusive nas escolas.
A palavra é atribuída ao escritor inglês William John Thoms, que a propôs em 1846 numa carta à revista Athenaeum. Ele juntou duas palavras do inglês antigo: folk, que quer dizer povo, e lore, que quer dizer saber. Folclore, então, é o saber do povo.
Quantos dias faltam para o Dia do Folclore?
Faltam 309 dias para o Dia do Folclore, em 22/08/2027 (Domingo).
O que é folclore
O que é folclore? É o conjunto de lendas, festas, danças, músicas, comidas, brincadeiras, ditados e crenças que o povo cria e passa de geração em geração, quase sempre de boca em boca, sem autor conhecido.
No Brasil, o folclore mistura três heranças principais: a indígena, a africana e a portuguesa. Ela aparece na comida, nas festas de santo, nos ritmos, nas cantigas de roda e nas histórias contadas para assustar ou divertir as crianças. Cada região tem as suas versões, e uma mesma lenda pode mudar de detalhe de uma cidade para outra.
Folclore não é coisa do passado. Ele continua vivo nas festas que enchem as ruas todo ano, nas receitas de família e nas brincadeiras que as crianças aprendem umas com as outras no recreio.

Lendas mais conhecidas
Quais as lendas mais conhecidas? Saci, Curupira, Boitatá, Mula sem cabeça, Boto e Iara estão entre as mais contadas no país.
O Saci é o menino de uma perna só, de gorro vermelho e cachimbo, que aparece nos redemoinhos e vive aprontando: esconde objetos, solta animais e embaraça a crina dos cavalos. O Curupira é o protetor da mata, de pés virados para trás, que confunde caçadores com pegadas que apontam para o lado errado. O Boitatá é a cobra de fogo que protege os campos das queimadas.
A Mula sem cabeça solta fogo pelo pescoço e galopa pelas noites. O Boto é o golfinho de rio que, nas histórias, vira um rapaz bem vestido nas noites de festa. A Iara é a mãe-d'água, que encanta com o canto quem se aproxima dos rios.
Em 1974, os Correios lançaram uma série de selos com lendas brasileiras, entre elas a do Saci, mostrada acima. É um sinal de como essas histórias passaram da roda de conversa para os símbolos do país.
Festas populares no calendário
O folclore também tem data marcada. As festas juninas tomam o mês de junho com quadrilha, fogueira e comidas de milho. No Nordeste, o São João de Campina Grande ocupa a cidade durante o mês de junho. No Amazonas, o Festival de Parintins põe na arena a disputa entre os bois Garantido e Caprichoso, no fim de junho.
Cada uma dessas páginas mostra a data da festa no ano escolhido, com o dia da semana e quantos dias faltam. Para ver todas juntas, abra o calendário de festas populares.
Ideias para a escola
O que é o mês do folclore? É o costume das escolas de usar agosto inteiro, por causa do dia 22, para projetos sobre cultura popular. Não há lei que crie o mês: é uma tradição escolar.
Algumas ideias simples: pedir que cada aluno traga uma lenda contada pela família ou pela vizinhança, montar um mural com as festas da região e a data de cada uma, aprender uma cantiga de roda com os avós ou ensinar à turma uma brincadeira antiga, como amarelinha, pião ou passa-anel. O resultado mostra, na prática, que o folclore está perto de casa.