A data do aniversário de Jundiaí lembra o dia em que o povoado virou vila, em 14 de dezembro de 1656. A ordem foi dada pelo capitão-mor Manuel Quevedo de Vasconcelos, que governava a região em nome do conde de Monsanto. O povoado tinha crescido em volta de uma capela dedicada a Nossa Senhora do Desterro.

Quando é o aniversário de Jundiaí e quantos anos a cidade faz?

O aniversário de Jundiaí é em 14 de dezembro. Em 2026, Jundiaí completa 370 anos.

O aniversário de Jundiaí é em 14 de dezembro porque nesse dia o povoado virou vila, e a prefeitura conta a idade da cidade a partir de 1656. Quem assinou a ordem foi o capitão-mor Manuel Quevedo de Vasconcelos, que agia em nome do conde de Monsanto, o dono da Capitania de São Vicente. Como vila, Jundiaí se separou de Parnaíba e passou a ter Câmara própria. O primeiro nome da vila foi Nossa Senhora do Desterro e Vila Formosa de Jundiaí.

Antes de virar vila, os moradores precisavam ir até a vila de Parnaíba para batizar os filhos, casar e registrar as mortes. Por isso eles ergueram uma capela para Nossa Senhora do Desterro entre 1649 e 1651, e o povoado cresceu em volta dela, perto do rio Jundiaí. Quando virou vila, Jundiaí era o lugar habitado mais ao norte da Capitania de São Vicente.

É feriado no aniversário de Jundiaí?

Não, 14 de dezembro não é feriado municipal em Jundiaí.

Como é comemorado o aniversário de Jundiaí?

A comemoração tradicional do aniversário de Jundiaí é um concerto da Orquestra Municipal no Teatro Polytheama. O concerto festeja ao mesmo tempo o aniversário da cidade e o aniversário do teatro, aberto em 1911. Em vários aniversários de Jundiaí, a prefeitura também entregou obras feitas na cidade.

Como Jundiaí passou de vila do sertão a cidade da uva

O casal que, segundo a tradição, chegou primeiro a Jundiaí

A tradição conta que os primeiros moradores de Jundiaí foram Rafael de Oliveira e Petronilha Rodrigues Antunes, que chegaram à região em 1615 fugindo de São Paulo. Rafael era acusado de prender indígenas. Mais tarde ele foi perdoado por ter lutado contra os holandeses.

Estação Ferroviária de Jundiaí, ponto final da histórica linha Santos-Jundiaí de 1867. Foto: Leonardo Palermo Gentile, CC BY-SA 4.0

Faltam documentos dessa época, e por isso os historiadores contam a chegada do casal de jeitos diferentes. Para a festa dos 300 anos da cidade, uma comissão examinou os papéis antigos e reuniu num estudo o que se sabia sobre a fundação de Jundiaí.

A vila que abastecia os bandeirantes no caminho do sertão (séculos 17 e 18)

Nos primeiros tempos, a vila de Jundiaí era chamada de Portão do Sertão, porque por ela passavam muitas expedições de bandeirantes rumo ao interior. As pequenas lavouras da vila davam comida aos moradores, aos tropeiros e aos bandeirantes. Mais tarde o Caminho dos Goiases passou a sair de Jundiaí e a seguir por Mogi Mirim e Mogi Guaçu.

Em 1769 parte do território de Jundiaí formou a vila de Mogi Mirim, que ficou com quase todo o nordeste do atual estado de São Paulo. Em 1797 foi a vez de Campinas se separar de Jundiaí. Nessa época a vila tinha só quatro ruas no centro, e as melhores casas eram de taipa.

O barão de Jundiaí e o título de cidade (1846 a 1865)

Em 1846 o imperador Dom Pedro II visitou a vila de Jundiaí e ficou hospedado na casa de Antônio de Queiroz Teles, um lavrador nascido ali em 1789. Queiroz Teles recebeu depois o título de barão de Jundiaí. Em 1862 ele mandou construir um casarão no centro da vila, hoje chamado de Solar do Barão.

Em 28 de março de 1865, uma lei da província de São Paulo deu a Jundiaí o título de cidade.

A ferrovia e os imigrantes italianos (1867 a 1891)

Em 1867 a ferrovia passou a ligar Santos a Jundiaí, depois de sete anos de obra, e a estação de Jundiaí era a última da linha. Depois chegaram os trilhos da Companhia Paulista em 1872, da Ituana em 1873, da Itatibense em 1890 e da Bragantina em 1891.

Em 4 de outubro de 1886 foi criado o Núcleo Colonial Barão de Jundiaí, onde hoje fica o bairro da Colônia. Os primeiros 22 colonos italianos chegaram ao núcleo em 1887, e logo depois chegaram outras famílias. Enquanto esperavam os lotes, as famílias se abrigavam sob uma grande figueira.

A uva Niágara Rosada e as fábricas (século 20)

Em 1933 o viticultor Aurélio Franzin achou três cachos rosados numa parreira de uva Niágara Branca, no bairro Traviú. Assim surgiu a uva Niágara Rosada. Em 1934 Antenor Soares Gandra criou a Festa da Uva, que no começo acontecia no antigo Mercado Municipal.

A Serra do Japi, Reserva da Biosfera da Mata Atlântica pela UNESCO. Foto: William Carvalho, CC BY-SA 4.0

Depois da abertura da Rodovia Anhanguera, em 1948, mais fábricas de metal vieram para Jundiaí. No mesmo ano o distrito de Rocinha se separou e virou o município de Vinhedo. Em 1964 Itupeva, Campo Limpo e Várzea Paulista também deixaram Jundiaí e viraram municípios.

Linha do tempo de JundiaíSete marcos, de 1651 a 1934, na história de Jundiaí.
  • 1651Moradores terminam a capela de Nossa Senhora do Desterro.
  • 1656Em 14 de dezembro, o povoado vira vila e ganha Câmara própria.
  • 1769Parte das terras de Jundiaí forma a vila de Mogi Mirim.
  • 1865Jundiaí recebe o título de cidade.
  • 1867A ferrovia passa a ligar Santos a Jundiaí.
  • 1933Nasce a uva Niágara Rosada, no bairro Traviú.
  • 1934A cidade faz a primeira Festa da Uva.

De onde vem o nome Jundiaí?

O nome Jundiaí vem do tupi e quer dizer rio dos jundiás. O jundiá é um tipo de bagre, e o y do tupi quer dizer rio. Nos papéis antigos o nome era escrito Jundiahy, e em 1911 já aparecia escrito Jundiaí.

Outra explicação diz que o nome vem de Yundiaí, que quer dizer alagados com muita folhagem e galhos secos.

O que visitar no aniversário de Jundiaí?

Teatro Polytheama

O Teatro Polytheama é onde a Orquestra Municipal faz o concerto do aniversário de Jundiaí. O teatro foi aberto em 1911, com projeto do escritório de Ramos de Azevedo, e o nome vem do grego e quer dizer muitos espetáculos. Na década de 1920 ele tinha 2.920 lugares. O teatro fechou em 1975 e depois foi comprado pela prefeitura.

Solar do Barão

O Solar do Barão é o casarão de 1862 que Antônio de Queiroz Teles, o barão de Jundiaí, mandou construir. As paredes são de taipa de pilão, uma técnica que usa terra socada. O prédio foi protegido pelo governo do estado em 1970 e abriga desde 1982 o Museu Histórico e Cultural de Jundiaí.

Mosteiro de São Bento

O Mosteiro de São Bento é um dos poucos prédios que restaram da antiga vila de Jundiaí. Em 1838 os monges beneditinos já tinham uma casa na vila.

Parque da Uva

O Parque da Uva é onde acontece a Festa da Uva, criada em 1934, um ano depois do surgimento da uva Niágara Rosada em Jundiaí. Desde 1964 a Festa da Uva acontece nos anos pares, e nos outros anos acontece a Festa do Morango.

Museu Ferroviário Barão de Mauá

O Museu Ferroviário conta a história dos trens que chegaram a Jundiaí a partir de 1867. O museu foi criado em 1979, na Avenida União dos Ferroviários.