Aniversário de Jundiaí é feriado?

Não. O 14 de dezembro é data comemorativa, não feriado

Em Jundiaí, o 14 de dezembro não é feriado municipal. É a data da elevação a Vila de Jundiahy, em 1655, adotada como marco de fundação, e funciona como data comemorativa, com atos cívicos e programação cultural, mas sem a suspensão obrigatória de expediente que um feriado impõe. A regra prática do dia é de dia útil normal para bancos, comércio, transporte e serviços públicos. Quem procura por "14 de dezembro é feriado em Jundiaí?" tem a resposta direta, que é não, é data comemorativa.

Houve um período em que o 14 de dezembro chegou a ser feriado municipal, entre 2005 e 2007, mas a lei foi revogada e a data voltou a ser apenas comemorativa. Os feriados municipais de Jundiaí hoje são a Sexta-feira da Paixão, o Corpus Christi e o 15 de agosto, dia de Nossa Senhora do Desterro, padroeira do município. São esses os dias que de fato suspendem o expediente. Vale atenção, porque Corpus Christi, aqui, é feriado municipal, não nacional.

Quantos dias faltam para o Aniversário de Jundiaí?

Faltam 141 dias para o Aniversário de Jundiaí, em 14/12/2026 (Segunda-feira).

O que abre e o que fecha no aniversário de Jundiaí

Como 14 de dezembro é data comemorativa, e não feriado, o impacto na rotina é pequeno. O comércio, os bancos, o transporte e os serviços essenciais tendem a operar em dia normal, salvo decisão específica da Prefeitura no ano. O dia que de fato para Jundiaí é o 15 de agosto, da padroeira, além da Sexta-feira da Paixão e do Corpus Christi.

ServiçoFunciona?Detalhe
BancosSimAgências presenciais abrem em horário normal de dia útil
Comércio de ruaSimCentro e bairros costumam abrir normalmente
ShoppingsSimMaxi Shopping e Jundiaí Shopping operam em horário normal
SupermercadosSimFuncionam com grade normal
Transporte públicoSimOpera em grade de dia útil
Serviço público municipalVariávelExpediente normal, salvo ponto facultativo eventual
EscolasSimCalendário letivo segue normalmente
Saúde essencialSimUPAs, AMEs, urgência e plantão continuam ativos

Na prática, por ser data comemorativa, a vida da cidade segue perto do normal, com a possibilidade de ponto facultativo apenas no serviço público municipal. Os dias que de fato param Jundiaí são a Sexta-feira da Paixão, o Corpus Christi e o 15 de agosto, da padroeira.

Feriados de Jundiaí em 2026

Em 2026, Jundiaí tem 14 feriados: 12 nacionais, 1 estadual e 1 municipal.

DataDia da semanaFeriadoTipo
01/01Quinta-feiraAno NovoNacional
17/02Terca-feiraCarnaval (Ponto Facultativo)Nacional (Ponto Facultativo)
03/04Sexta-feiraSexta-feira SantaNacional
21/04Terca-feiraTiradentesNacional
01/05Sexta-feiraDia do TrabalhoNacional
04/06Quinta-feiraCorpus Christi (Ponto Facultativo)Nacional (Ponto Facultativo)
09/07Quinta-feiraRevolução ConstitucionalistaEstadual
15/08SabadoFeriado MunicipalMunicipal
07/09Segunda-feiraIndependência do BrasilNacional
12/10Segunda-feiraNossa Sra. AparecidaNacional
02/11Segunda-feiraFinadosNacional
15/11DomingoProclamação da RepúblicaNacional
20/11Sexta-feiraDia da Consciência NegraNacional
25/12Sexta-feiraNatalNacional

Onde fica Jundiaí e por que pesa no eixo SP-Campinas

Jundiaí fica no interior paulista, entre a capital e Campinas, em terreno de planalto a cerca de 762 metros de altitude, no pé da Serra do Japi, que chega a perto de 1.290 metros. As coordenadas do centro ficam em torno de -23,1864 de latitude e -46,8842 de longitude. A cidade está a cerca de 49 km de São Paulo e 37 km de Campinas, servida pelas rodovias Anhanguera e Bandeirantes.

O peso de Jundiaí vem da indústria e da logística. A posição de entroncamento, herdada da ferrovia de 1867, fez da cidade um polo de centros de distribuição e parque industrial diversificado, com o Terminal Intermodal de Jundiaí ligado ao Porto de Santos. É a sede da Região Metropolitana de Jundiaí, criada em 2021, e uma das economias mais fortes do interior, com IDH muito alto.

Dado territorialValor
RegiãoInterior paulista, eixo São Paulo-Campinas
Coordenadas (centro)-23,1864 / -46,8842
Altitudecerca de 762 m (Serra do Japi chega a ~1.290 m)
BiomaMata Atlântica, com a Serra do Japi preservada
População (Censo 2022, IBGE)443.221 habitantes
Área431,2 km²
Papel regionalSede da Região Metropolitana de Jundiaí, polo industrial e logístico
Jundiaí no mapa. Latitude -23,1864, longitude -46,8842. Fonte: OpenStreetMap.

Clima e temperatura média em Jundiaí ao longo do ano

O clima é subtropical de altitude, do tipo Cfa/Cwa, ameno o ano todo por causa dos 762 metros de elevação. O ano se divide em dois tempos. De outubro a março chove mais, com o verão úmido e pancadas de fim de tarde, e dezembro e janeiro reúnem os meses mais chuvosos. De abril a setembro o tempo seca, e o inverno é seco, com julho e agosto bem secos.

O calor é moderado. A máxima média fica na casa dos 22°C a 27°C, sem os extremos de cidades de baixada. O mês mais frio é julho, quando a mínima média desce para perto de 12°C e dá para sentir frio de madrugada. O pico de calor vem entre dezembro e fevereiro, com máximas médias perto de 27°C.

Jundiaí não tem estação meteorológica oficial do INMET na cidade. Os valores mensais aqui são médios aproximados de referência Climatempo, e a referência regional é o IAC Jundiaí (e a estação de São Paulo). Para a normal climatológica oficial, consulte o INMET.

Valores médios aproximados (referência Climatempo (série 30 anos)). Para a normal climatológica oficial, consulte o INMET. Descreve o clima histórico, não é previsão do tempo.

O céu em Jundiaí no dia do aniversário (14/12/2026)
Nascer do sol05:15
Pôr do sol18:48
Duração do dia13h33
Fase da Lua🌒 Lua Crescente (25% iluminada)
Horários calculados para as coordenadas da cidade. A fase da Lua é a mesma no Brasil todo; muda a cada dia. Veja a Lua hoje.

Calendário anual de Jundiaí: meses, festas e ciclos

O ano jundiaiense gira em torno da uva e do vinho, com a grande festa da cidade no começo do ano e as datas religiosas marcando o calendário de feriados.

MêsO que costuma marcar
JaneiroFesta da Uva e Expo Vinhos, a maior festa da cidade, no Parque da Uva, costumam ocorrer entre janeiro e fevereiro.
FevereiroContinuação da temporada da Festa da Uva e Expo Vinhos, um dos maiores eventos vitivinícolas do Brasil.
MarçoSem evento fixo de grande porte confirmado. Fim do verão chuvoso.
AbrilSexta-feira da Paixão, feriado municipal (data móvel, costuma cair em março ou abril).
MaioSem evento fixo de grande porte confirmado.
JunhoCorpus Christi, feriado municipal (data móvel, costuma cair em maio ou junho), e festas juninas de bairro.
JulhoSem evento fixo de grande porte confirmado. Mês frio e seco.
AgostoFesta da Padroeira Nossa Senhora do Desterro, de 6 a 15 de agosto, com o 15 de agosto como feriado municipal.
SetembroSem evento fixo de grande porte confirmado.
OutubroSem evento fixo de grande porte confirmado. Retorno das chuvas.
NovembroSem evento fixo de grande porte confirmado.
DezembroAniversário da cidade em 14 de dezembro, comemorado, mas sem feriado. Verão chuvoso e decoração de fim de ano.

As datas variam a cada edição. Confirme o calendário do ano com a Prefeitura ou com o organizador de cada evento antes de programar a viagem.

Da Vila de Jundiahy à Terra da Uva: bandeiras, ferrovia e a Niágara Rosada

Da freguesia do Desterro ao polo industrial de hoje

O começo foi religioso e modesto. Por volta de 1651, Rafael de Oliveira e Petronilha Antunes ergueram a freguesia de Nossa Senhora do Desterro de Jundiahy, num ponto que servia de descanso e abastecimento das bandeiras. Em 14 de dezembro de 1655, o povoado foi elevado à condição de Vila de Jundiahy, e é dessa data que a cidade conta a idade. Algumas fontes mais antigas citam 1656, mas o ano oficial, adotado pelo IBGE e pela Prefeitura, é 1655. O nome vem do tupi jundiá, o peixe bagre do Rio Jundiaí.

No século XVIII, a vila virou ponto de partida do Caminho dos Goiases, a rota do ouro rumo ao Centro-Oeste. A virada moderna veio com a ferrovia, porque em 16 de fevereiro de 1867 foi inaugurada a linha Santos-Jundiaí, a primeira ferrovia de São Paulo, construída com capital inglês pela São Paulo Railway, e a Estação Jundiaí era o ponto final. Por volta de 1886, o Núcleo Colonial Barão de Jundiaí trouxe a imigração italiana e firmou a viticultura no bairro do Traviú.

Foi nesse cinturão de parreiras que, em 1933, uma mutação espontânea de uma videira de Niágara Branca produziu cachos rosados. Nascia a Niágara Rosada, hoje a uva de mesa mais consumida do Brasil, e o título de Terra da Uva. A primeira Festa da Uva, em janeiro de 1934, já reuniu mais de 100 mil visitantes. A segunda metade do século XX trouxe a industrialização e o papel logístico no eixo Anhanguera-Bandeirantes.

A herança histórica ficou de pé no patrimônio. O Solar do Barão de Jundiaí, casarão de taipa de 1862, foi tombado pelo CONDEPHAAT em 1970 e hoje abriga o Museu Histórico e Cultural. O Complexo da Estação Ferroviária da Santos-Jundiaí, de 1867, tem tombamento estadual. E a Serra do Japi foi tombada pelo CONDEPHAAT e reconhecida como Reserva da Biosfera da Mata Atlântica pela UNESCO em 1994.

Linha do tempo de Jundiaí

c. 1615Primeiras incursões de bandeirantes pelas terras de povos tupi que viviam às margens do rio Jundiaí.
1651Rafael de Oliveira e Petronilha Antunes erguem a freguesia de Nossa Senhora do Desterro de Jundiahy.
1655Em 14 de dezembro, elevação à condição de Vila de Jundiahy. Marco de fundação adotado pela cidade.
Século XVIIIJundiaí vira ponto de partida do Caminho dos Goiases, a rota do ouro rumo ao Centro-Oeste.
1867Em 16 de fevereiro, inauguração da linha Santos-Jundiaí, a primeira ferrovia de São Paulo, com a Estação Jundiaí como ponto final.
1886Núcleo Colonial Barão de Jundiaí: imigração italiana e a viticultura ganham força no bairro do Traviú.
1933Surge a uva Niágara Rosada, por mutação espontânea de uma videira no Traviú.
1934Em janeiro, a primeira Festa da Uva reúne mais de 100 mil visitantes.
2021Criação da Região Metropolitana de Jundiaí, com a cidade como sede.

Economia de Jundiaí: indústria, logística e a uva

Um polo industrial e logístico no eixo SP-Campinas

Jundiaí é a 8ª maior economia de São Paulo, com base na indústria diversificada, de alimentos e bebidas a metalurgia, têxtil, química e tecnologia, com empresas como Siemens, AGCO e Telefônica. A posição no eixo Anhanguera-Bandeirantes, entre São Paulo e Campinas, fez da cidade um forte polo de logística e centros de distribuição, com o Terminal Intermodal de Jundiaí (TIJU) ligado ao Porto de Santos.

A vitivinicultura segue como marca cultural e econômica, com a uva e o vinho de mais de 16 vinícolas familiares e o Circuito das Frutas. O PIB per capita ficou em R$ 147.598 (IBGE 2023), um dos maiores do interior de São Paulo. Esse valor reflete o PIB industrial por habitante, puxado pela forte base de indústria e logística, e não a renda média direta da população.

Jundiaí como polo de saúde e educação

Este bloco é um diretório do que existe na cidade, não uma recomendação de tratamento nem de instituição. Para decisões de saúde, procure um profissional ou os canais oficiais.

Na saúde, dois nomes se destacam, o Hospital de Caridade São Vicente de Paulo (HSVP), filantrópico, fundado em 1902, e o Hospital Universitário de Jundiaí (HU), ligado à Faculdade de Medicina de Jundiaí e referência materno-infantil. A rede inclui ainda UPAs e AMEs. Para a lista completa de estabelecimentos de saúde do município, consulte o CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde).

Na educação, a cidade reúne a Faculdade de Medicina de Jundiaí (FMJ, pública municipal), a FATEC Jundiaí (estadual, do Centro Paula Souza), o IFSP Campus Jundiaí (federal) e um campus da Universidade São Francisco (USF).

Locais para conhecer em Jundiaí

LocalO que é
Serra do JapiGrande reserva de Mata Atlântica, tombada pelo CONDEPHAAT e Reserva da Biosfera da UNESCO desde 1994, com trilhas e fauna, com pico a cerca de 1.290 m
Complexo da Estação FerroviáriaEstação da Santos-Jundiaí de 1867, com museu, ponto final da Linha 7-Rubi
Solar do Barão de JundiaíCasarão de taipa de 1862, tombado, hoje o Museu Histórico e Cultural
Parque da Uva (Comendador Antônio Carbonari)Sede da Festa da Uva e da Expo Vinhos
Catedral de Nossa Senhora do DesterroIgreja da padroeira da cidade, no Centro

Horários e ingressos mudam. Confirme com cada local antes de ir.

Distâncias de Jundiaí para outras cidades

CidadeDistância rodoviária (aprox.)
Várzea Paulistacerca de 6 km
Louveiracerca de 13 km
Itupevacerca de 18 km
Campo Limpo Paulistacerca de 20 km
Campinascerca de 37 km
São Paulo (capital)cerca de 49 km

As distâncias rodoviárias são aproximadas e variam conforme o trajeto e a rodovia (Anhanguera, Bandeirantes ou dos Romeiros).

Telefones e serviços úteis em Jundiaí

ServiçoContatoQuando usar
Polícia Militar190Risco imediato, emergência policial
SAMU192Urgência médica
Corpo de Bombeiros193Incêndio, resgate, acidente
Defesa Civil199Riscos como alagamento e vendaval
Central de Atendimento à Mulher180Violência contra a mulher
Direitos Humanos100Violação de direitos
Fala Jundiaí 156156Central de Atendimento da Prefeitura, serviços ao munícipe

Os números 190, 192, 193, 199, 180 e 100 são nacionais. O 156 (Fala Jundiaí 156) é o canal municipal da Prefeitura. Confira no portal oficial antes de usar em caso não urgente.

Jundiaí em números

População (Censo 2022)443.221 habitantes
Área431,2 km²
Densidade demográfica~1.028 hab/km²
PIB per capita (IBGE 2023)R$ 147.598
IDH-M (2010)0,822 (muito alto)
Altitude~762 m
Código IBGE3525904
DDD11
Ano de fundação1655

Personalidades de Jundiaí

A cidade deu nomes à cultura, à ciência e ao esporte. Nasceram em Jundiaí o poeta concretista Décio Pignatari (1927), o consultor de carreira e colunista Max Gehringer, e a astrônoma da NASA Duília de Mello. No futebol, são da cidade Nenê (ex-Vasco e PSG) e Lucas Piton.

Gentílico, apelidos e identidade de Jundiaí

Quem nasce na cidade é jundiaiense. O apelido mais forte é Terra da Uva, herdado da viticultura italiana e da Niágara Rosada, surgida na cidade em 1933 e hoje a uva de mesa mais consumida do Brasil, com a Festa da Uva desde 1934. A identidade local reúne a tradição agrícola da uva, o parque industrial e logístico do eixo SP-Campinas e a Serra do Japi preservada. Como em outras cidades industriais, há contraste entre o centro e bairros mais distantes, e documentos da própria Prefeitura apontam diferenças de acesso a serviços e pressão sobre a mobilidade urbana, efeito do crescimento acelerado. A padroeira é Nossa Senhora do Desterro.