A Revolução Constitucionalista, 9 de julho, é feriado em São Paulo?
Sim, é feriado civil estadual em todo o território paulista.
O 9 de julho é feriado civil estadual em São Paulo, com base na Lei Estadual n. 9.497/1997. Ele marca a data magna do estado, em memória da Revolução Constitucionalista de 1932, e produz efeitos jurídicos plenos em bancos, escolas e repartições.
A abrangência é total e o feriado se aplica da capital ao interior, do litoral à região metropolitana, sem depender de regra municipal. Fora de São Paulo, porém, não há efeito automático, já que se trata de um feriado estadual.
Quantos dias faltam para a Revolução Constitucionalista?
Faltam 347 dias para a Revolução Constitucionalista, em 09/07/2027 (Sexta-feira).
Em que época do ano cai a Revolução Constitucionalista?
Revolução Constitucionalista cai no inverno, em 9 de julho de 2027.
Onde o 9 de julho é feriado?
O 9 de julho é feriado em todo o Estado de São Paulo, não apenas na capital. Isso inclui as cidades do interior, do litoral e da região metropolitana de São Paulo, que é a maior aglomeração urbana do hemisfério sul. Fora do estado, a rotina segue normal, salvo regra local própria.
| Local | Como a data funciona |
|---|---|
| Capital paulista | Feriado estadual com alterações em bancos, escolas, repartições e parte do comércio |
| Grande SP (RMSP) | Mesmo efeito jurídico da capital, com mais de 22 milhões de pessoas afetadas |
| Interior paulista | Mesmo enquadramento do restante do estado |
| Litoral paulista | Feriado estadual, com aumento no fluxo turístico e nas praias |
| Demais estados | Não é feriado fora de São Paulo, por não ser feriado nacional |
O que abre e o que fecha em 9 de julho em São Paulo?
O que costuma funcionar
- Shopping Iguatemi e Shopping Cidade Jardim: funcionam com horário especial de feriado, lojas das 14h às 20h e alimentação das 12h às 22h (confirme com o shopping)
- Mercadão (Mercado Municipal de São Paulo): funcionamento em horário reduzido no feriado, ideal para o pastel de bacalhau e o mortadela
- MASP (Museu de Arte de São Paulo): costuma abrir em feriados nacionais e estaduais com ingresso gratuito nas terças-feiras; confirmar agenda no site
- Beco do Batman (Vila Madalena): área aberta e acessível o dia todo, sem restrição de horário
- Hospitais, urgência, segurança e demais serviços essenciais em plantão
- Postos de combustível, farmácias e canais digitais bancários
O que costuma fechar
- Agências bancárias presenciais em todo o estado
- Repartições administrativas estaduais e municipais sem escala essencial
- Escolas públicas e privadas com calendário letivo regular
- Correios e atendimento presencial em órgãos públicos
Dá para emendar em 2027?
Em 2027, não precisa emendar, porque a Revolução Constitucionalista cai numa sexta-feira e já forma um feriadão de três dias com o fim de semana.
Quem planeja viajar costuma mirar o litoral paulista, em especial as cidades da Baixada Santista e do litoral norte, como Guarujá, Ubatuba e São Sebastião, que recebem forte fluxo paulistano nos feriados de julho. Vale acompanhar eventuais decretos de ponto facultativo do governo estadual e da prefeitura da capital, que podem ampliar o descanso na véspera ou no dia seguinte.
História da Revolução Constitucionalista
O 9 de julho de 1932 marca o início do maior conflito armado do Brasil republicano depois da Proclamação da República. São Paulo se rebelou contra o governo provisório de Getúlio Vargas, que chegou ao poder após a Revolução de 1930 e governava sem uma Constituição e sem eleições. A exigência central dos paulistas era simples e clara, uma nova Constituição para o país.
O estopim veio semanas antes do primeiro tiro de canhão. Em 23 de maio de 1932, um protesto no centro de São Paulo terminou com quatro jovens mortos pela tropa do governo, os estudantes Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo. As iniciais dos quatro nomes formaram a sigla MMDC, que virou o símbolo da causa e deu nome ao movimento de voluntários. A morte dos rapazes transformou a indignação paulista em mobilização popular.

Quando a luta começou, São Paulo contava com a promessa de apoio de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul, mas esse reforço não chegou na hora decisiva, e o estado lutou quase sozinho. A sociedade civil se envolveu de ponta a ponta, com mulheres na organização da retaguarda, fábricas adaptadas para produzir armas e munição e campanhas de doação de joias e dinheiro para sustentar a tropa.
O movimento reuniu o exército paulista, a Força Pública, voluntários civis e estudantes universitários. Foram cerca de três meses de combate, em que o estado enfrentou o exército federal com desvantagem numérica e material. O conflito terminou com a derrota militar paulista em outubro de 1932, mas Vargas acabou cedendo à principal demanda, e a Assembleia Constituinte foi convocada, resultando na Constituição de 1934.
Os números dão a dimensão do esforço paulista. Segundo a Assembleia Legislativa de São Paulo, cerca de 200 mil homens se apresentaram como voluntários, mas apenas aproximadamente 30 mil puderam ser de fato armados, por falta de equipamento. Estima-se que cerca de 2 mil combatentes morreram nos quase três meses de luta, que se encerraram com a rendição paulista em 2 de outubro de 1932. A sigla MMDC, que batizou o movimento, vem das iniciais de quatro jovens mortos no protesto de 23 de maio daquele ano: Mário Martins de Almeida, Euclydes Bueno Miragaia, Drausio Marcondes de Souza e Antônio Américo de Camargo Andrade. A sociedade MMDC foi organizada em 24 de maio e reconhecida pelo governo estadual no mês seguinte.
Apesar da derrota militar, o movimento alcançou o objetivo político central. Getúlio Vargas convocou eleições para uma Assembleia Constituinte, realizadas em 3 de maio de 1933, que levaram à promulgação da Constituição de 1934. Foi o retorno do Estado de Direito ao país, depois de Vargas ter assumido o poder sem Constituição em 1930.
Na memória política de São Paulo, o 9 de julho é interpretado como uma vitória moral. O lema "São Paulo não pode capitular" ficou gravado na identidade paulistana. A data ganhou status de data magna do estado. O 9 de julho só foi transformado em feriado civil estadual pela Lei n. 9.497, de 5 de março de 1997, 65 anos após o conflito. A proposta foi do então deputado Guilherme Gianetti e a sanção coube ao governador Mário Covas.
Linha do tempo: o 9 de julho na história de SP
São Paulo em números (IBGE)
| Indicador | Dado |
|---|---|
| População estimada do estado (2025) | 46.081.801 habitantes, o estado mais populoso do Brasil |
| População da capital (2024) | 11,5 milhões de habitantes |
| Região metropolitana de São Paulo (2025) | Cerca de 21,6 milhões de habitantes, a maior do país |
| Número de municípios | 645 |
| Área territorial (2025) | 248.219,485 km² |
| Densidade demográfica (2022) | 178,92 hab/km² |
| PIB do estado | Cerca de R$ 2,7 trilhões, o maior do Brasil |
| Participação no PIB nacional | Cerca de 32% |
| PIB per capita do estado (2022) | R$ 70.470,53 (Sistema de Contas Regionais IBGE) |
| PIB per capita da capital | R$ 93.156 (2023) |
| Capital | São Paulo |
Clima em São Paulo no mês de julho
Clima em São Paulo
Classificação: Cfa (subtropical úmido). Média anual na capital: 19 graus C. Julho é o mês mais seco e frio.
| Mes | Min. | Max. | Chuva |
|---|---|---|---|
| Maio | 13 C | 22 C | 75 mm |
| Junho | 11 C | 20 C | 56 mm |
| Julho | 10 C | 20 C | 42 mm |
| Agosto | 11 C | 22 C | 40 mm |
| Setembro | 14 C | 25 C | 80 mm |
Bairros da capital paulista para o feriado de 9 de julho
O 9 de julho em São Paulo coincide com o tempo seco e ameno de julho, ideal para explorar a cidade. Confira os bairros mais buscados para o feriado:
| Bairro | Destaque |
|---|---|
| Jardins | Avenida Paulista, MASP, Shopping Iguatemi e gastronomia sofisticada |
| Vila Madalena | Beco do Batman, bares, restaurantes e a cultura jovem paulistana |
| Liberdade | Bairro japonês com feiras, gastronomia asiática e cultura oriental |
| Bela Vista | Bixiga, com a tradição italiana, pizzarias e o Memorial da América Latina |
| Mooca | Herança italiana com padarias históricas, cerâmica e bares tradicionais |
| Centro Histórico | Mercadão, Pátio do Colégio, Vale do Anhangabaú e o patrimônio do século XIX |
| Itaim Bibi | Shopping Cidade Jardim e gastronomia contemporânea de alto padrão |
| Pinheiros | Mercado de Pinheiros, bares, livrarias e vida cultural intensa |
Gastronomia paulistana: o que provar no feriado
Julho em São Paulo é tempo frio, o que aumenta a busca por pratos que aquecem. O feriado de 9 de julho é uma boa ocasião para explorar o que a cidade tem de melhor.
| Prato ou produto | Onde encontrar |
|---|---|
| Pizza paulistana | Bixiga, Vila Madalena e Mooca, com bordas altas e sabor intenso, diferente do modelo napolitano |
| Pastel de bacalhau e mortadela | Mercadão, símbolos gastronômicos do mercado municipal paulistano |
| Virado à paulista | Feijão virado, couve, linguiça e arroz, o prato mais identitário de São Paulo |
| Coxinha e salgados paulistanos | Padarias e lanchonetes tradicionais espalhadas por toda a cidade |
| Culinária japonesa | Liberdade e toda a cidade, com a maior comunidade japonesa fora do Japão |
| Churrasco paulista | Churrascarias de bairro e rodízios espalhados pela Grande SP |
Como o 9 de julho é comemorado em SP
As celebrações do 9 de julho em São Paulo incluem eventos oficiais, homenagens no Obelisco e no Mausoléu do Soldado Constitucionalista (no Parque do Ibirapuera), missas e celebrações religiosas, além de programações culturais organizadas por museus e institutos ligados à história paulista. A data também é momento de reflexão política sobre constitucionalismo e democracia, temas que o levante de 1932 ajudou a consolidar no imaginário brasileiro.
Curiosidades sobre o 9 de julho e São Paulo
- O 9 de julho só se tornou feriado civil estadual em 1997, 65 anos após a revolução
- Em 2020, o feriado foi excepcionalmente antecipado por lei, o que mostra que a data depende de norma formal
- O Mausoléu do Soldado Constitucionalista, no Ibirapuera, é o principal memorial da data em São Paulo
- A Revolução Constitucionalista foi o maior conflito armado do Brasil entre a Guerra do Paraguai (1864-1870) e os movimentos da era Vargas
- Dos 100 maiores PIBs municipais do Brasil, 35 ficam em São Paulo, o que dá dimensão do peso econômico do feriado
- A pizza paulistana tem registro de indicação geográfica e é diferente das versões de outros estados do Brasil
- A Avenida Paulista, próximo ao MASP, é o palco preferido dos eventos do 9 de julho na capital
- São Paulo é o estado mais populoso do Brasil com mais de 46 milhões de habitantes, o que torna o 9 de julho o feriado estadual de maior abrangência numérica do país
Comparativo: 9 de julho em SP x outros feriados estaduais brasileiros
| Aspecto | 9 de julho em SP | Dia útil comum |
|---|---|---|
| Bancos | Agências fechadas | Funcionamento normal |
| Escolas | Sem aula regular | Aulas e expediente |
| Comércio | Parcial, com horários especiais nos shoppings | Horário comercial padrão |
| Trânsito e turismo | Aumento no fluxo de lazer e viagens curtas ao litoral | Predomínio de deslocamento de trabalho |
Próximas datas do 9 de julho
| Ano | Data | Dia da semana |
|---|---|---|
| 2026 | 9 de julho | Quinta-feira |
| 2027 | 9 de julho | Sexta-feira |
| 2028 | 9 de julho | Domingo |
| 2029 | 9 de julho | Segunda-feira |
| 2030 | 9 de julho | Terça-feira |
| 2031 | 9 de julho | Quarta-feira |
Esta página é atualizada anualmente com as datas, regras e orientações mais recentes sobre a Revolução Constitucionalista.