A Revolução Constitucionalista, 9 de julho, é feriado em São Paulo?

Sim, em todo o estado. A Lei Estadual n. 9.497, de 5 de março de 1997, fez do 9 de julho feriado civil paulista, data magna em memória da Revolução de 1932.

O alcance vai da capital à Grande São Paulo, ao interior e ao litoral, sem depender de lei municipal. Em Minas Gerais, no Rio de Janeiro, no Paraná e no resto do país, o dia é útil.

A folga vale para o setor privado: quem é escalado recebe em dobro ou ganha folga compensatória. A data já mudou de lugar uma vez: em 2020, durante a pandemia, a Lei n. 17.264 antecipou o feriado para 25 de maio, só naquele ano.

LocalComo a data funciona
Capital e Grande São PauloFeriado estadual
Interior e litoral paulistaFeriado estadual, com mais movimento nas praias
Demais estadosDia útil

Quantos dias faltam para a Revolução Constitucionalista?

Faltam 256 dias para a Revolução Constitucionalista, em 09/07/2027 (sexta-feira).

Dá para emendar o 9 de julho em 2027?

Em 2027, não precisa emendar, porque a Revolução Constitucionalista cai numa sexta-feira e já forma um feriadão de três dias com o fim de semana.

Os feriados prolongados e as emendas de 2027 estão no calendário de 2027, e o mês inteiro, no calendário de julho de 2027.

A ponte depende de decreto de ponto facultativo do governo estadual ou da prefeitura, que pode ampliar a folga na véspera ou no dia seguinte.

Quem emenda costuma mirar o litoral, da Baixada Santista ao litoral norte, em cidades como Guarujá, Ubatuba e São Sebastião. No setor privado, a emenda depende de acordo entre empresa e empregados.

O que abre e o que fecha em São Paulo em 9 de julho

Hospitais, urgências e segurança trabalham em plantão, e postos de combustível e farmácias abrem. Shoppings e supermercados funcionam em horário de feriado, que varia por estabelecimento e pela convenção de cada cidade.

Em São Paulo, a agência bancária não abre no 9 de julho, segundo o calendário da Febraban; canais digitais seguem disponíveis.

Repartições estaduais e municipais sem escala essencial param, assim como os Correios e as escolas públicas e privadas de calendário regular.

História da Revolução Constitucionalista

Em 1932, Getúlio Vargas governava desde a Revolução de 1930 sem Constituição e sem eleições. São Paulo se levantou contra o governo provisório com uma exigência central: uma nova Constituição para o país.

O estopim veio semanas antes. Em 23 de maio de 1932, um protesto no centro de São Paulo terminou com quatro jovens mortos pela tropa: Mário Martins de Almeida, Euclydes Bueno Miragaia, Drausio Marcondes de Souza e Antônio Américo de Camargo Andrade. As iniciais formaram a sigla MMDC, que batizou o movimento de voluntários, organizado em 24 de maio.

Obelisco do Ibirapuera, o Mausoléu do Soldado Constitucionalista, principal memorial da Revolução de 1932 em São Paulo
Obelisco do Ibirapuera, o Mausoléu do Soldado Constitucionalista. Foto de Mike Peel, CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.

São Paulo contava com Minas Gerais e o Rio Grande do Sul, mas o apoio não chegou, e o estado lutou quase sozinho. Segundo a Assembleia Legislativa de São Paulo, cerca de 200 mil homens se apresentaram como voluntários, mas só uns 30 mil puderam ser armados; estima-se que cerca de 2 mil morreram até a rendição, em 2 de outubro de 1932.

A derrota militar não apagou o objetivo político. Vargas convocou eleições para uma Assembleia Constituinte, em 3 de maio de 1933, e o país ganhou a Constituição de 1934. O feriado veio 65 anos depois do levante, numa proposta de Guilherme Gianetti que Mário Covas sancionou.

Linha do tempo do 9 de julho na história de São Paulo

1930A Revolução de 1930 derruba a República Velha; Getúlio Vargas assume o governo provisório sem Constituição.
19329 de julho: começa a Revolução Constitucionalista de 1932 em São Paulo.
1932Em 2 de outubro, a rendição encerra a luta armada.
1934Nova Constituição promulgada, atendendo à demanda central do movimento paulista.
1997A Lei Estadual n. 9.497, de 5 de março, transforma o 9 de julho em feriado civil estadual em São Paulo.
2020A Lei n. 17.264/2020 antecipa, só naquele ano, o feriado de 9 de julho para 25 de maio, durante a pandemia de covid-19.

Como o 9 de julho é lembrado em São Paulo

O centro das homenagens é o mausoléu dos combatentes de 1932 no Parque do Ibirapuera, palco das cerimônias oficiais do dia.

Missas, desfiles cívicos e programações de museus e institutos ligados à história paulista completam a agenda do dia.

Próximas datas do 9 de julho

AnoDataDia da semana
20269 de julhoQuinta-feira
20279 de julhoSexta-feira
20289 de julhoDomingo
20299 de julhoSegunda-feira
20309 de julhoTerça-feira
20319 de julhoQuarta-feira