Aniversário de Mogi das Cruzes é feriado?
Sim, é feriado municipal
Em Mogi das Cruzes, 1º de setembro é feriado municipal do aniversário, segundo o calendário oficial da Prefeitura. A data marca a instalação da vila, em 1611. O efeito mais visível é a suspensão do expediente administrativo e do atendimento bancário presencial, com reorganização do comércio e dos serviços não essenciais.
O alcance é municipal. Fora da cidade, vizinhos como Suzano, Itaquaquecetuba e Guararema seguem seus próprios calendários e não param pela data. Não confunda as duas datas, porque o 1º de setembro é o aniversário e a padroeira Sant Ana é celebrada em 26 de julho.
Quantos dias faltam para o Aniversário de Mogi das Cruzes?
Faltam 42 dias para o Aniversário de Mogi das Cruzes, em 01/09/2026 (Terça-feira).
O que abre e o que fecha no aniversário de Mogi das Cruzes
| Serviço | Funciona? | Detalhe |
|---|---|---|
| Bancos | Não | Agências presenciais fecham no feriado municipal |
| Comércio de rua | Variável | Parte abre mediante acordo; parte fecha ou reduz horário |
| Shoppings | Sim | Mogi Shopping e Pátio Mogilar costumam operar em horário de feriado |
| Supermercados | Sim | Costumam abrir com grade normal ou ajustada |
| Transporte público | Sim | Opera em grade de domingo ou feriado |
| Serviço público municipal | Não | Expediente administrativo suspenso, com plantão essencial |
| Escolas | Não | Rede pública para; a privada depende do calendário letivo |
| Saúde essencial | Sim | UPAs, urgência e plantão continuam ativos |
Fecham bancos, repartições municipais e escolas da rede pública, e parte do comércio de rua reduz o horário. Seguem funcionando shoppings, supermercados, farmácias, transporte em grade de feriado e o atendimento de saúde de urgência.
Feriados de Mogi das Cruzes em 2026
Em 2026, Mogi das Cruzes tem 17 feriados: 12 nacionais, 1 estadual e 4 municipais.
| Data | Dia da semana | Feriado | Tipo |
|---|---|---|---|
| 01/01 | Quinta-feira | Ano Novo | Nacional |
| 17/02 | Terca-feira | Carnaval (Ponto Facultativo) | Nacional (Ponto Facultativo) |
| 03/04 | Sexta-feira | Sexta-feira Santa | Nacional |
| 21/04 | Terca-feira | Tiradentes | Nacional |
| 01/05 | Sexta-feira | Dia do Trabalho | Nacional |
| 04/06 | Quinta-feira | Corpus Christi (Ponto Facultativo) | Nacional (Ponto Facultativo) |
| 09/07 | Quinta-feira | Revolução Constitucionalista | Estadual |
| 26/07 | Domingo | Padroeira Santana | Municipal |
| 01/09 | Terca-feira | Aniversário de fundação da cidade | Municipal |
| 01/09 | Terca-feira | Feriado municipal local (TJSP) | Municipal |
| 01/09 | Terca-feira | Mogi das Cruzes Aniversário do Município | Municipal |
| 07/09 | Segunda-feira | Independência do Brasil | Nacional |
| 12/10 | Segunda-feira | Nossa Sra. Aparecida | Nacional |
| 02/11 | Segunda-feira | Finados | Nacional |
| 15/11 | Domingo | Proclamação da República | Nacional |
| 20/11 | Sexta-feira | Dia da Consciência Negra | Nacional |
| 25/12 | Sexta-feira | Natal | Nacional |
Onde fica Mogi das Cruzes e por que articula o Alto Tietê
Mogi das Cruzes fica no leste da Região Metropolitana de São Paulo, na sub-região do Alto Tietê, em terreno de planalto a cerca de 742 metros de altitude. As coordenadas do centro ficam em torno de -23,5228 de latitude e -46,1883 de longitude. O território se estende do vale do rio Tietê, onde está o cinturão verde, até a Serra do Itapeti, que emoldura a cidade ao norte.
Mogi é a cidade-polo da porção leste da metrópole. Articula uma sub-região que reúne municípios como Suzano, Itaquaquecetuba e Guararema, e funciona como centro de comércio, serviços e saúde do Alto Tietê. O cinturão verde faz da cidade o maior abastecedor de hortifrúti da Grande São Paulo, e a colônia japonesa marca a agricultura e a cultura local. No saneamento, o município ainda tem o que avançar, porque o tratamento de esgoto cobria cerca de 62% no levantamento do SNIS usado no Ranking do Saneamento 2024 do Instituto Trata Brasil, abaixo da coleta e do abastecimento de água, ambos perto de 90%.
| Dado territorial | Valor |
|---|---|
| Região | Alto Tietê, leste da RM de São Paulo |
| Coordenadas (centro) | -23,5228 / -46,1883 |
| Altitude | cerca de 742 m |
| Relevo | Vale do Tietê e Serra do Itapeti |
| População (Censo 2022, IBGE) | 451.505 habitantes |
| Área | 712,5 km² |
| Papel regional | Cidade-polo do Alto Tietê, polo de agro, comércio e saúde |
Clima e temperatura média em Mogi das Cruzes ao longo do ano
O clima é subtropical de altitude, do tipo Cfa, mais ameno do que o do interior paulista. A altitude de mais de 700 metros e a Serra do Itapeti deixam Mogi mais fresca, e no inverno as mínimas médias caem para perto de 12°C, com madrugadas frias e geadas ocasionais nas áreas rurais mais altas, sobretudo entre junho e agosto.
A chuva é bem distribuída ao longo do ano, sem estação seca rigorosa, embora o verão concentre os meses mais chuvosos, de dezembro a março. As máximas médias raramente passam de 27°C, o que dá à cidade um clima ameno o ano inteiro, bem diferente do calor de cidades do interior.
Os valores mensais a seguir são aproximados, de referência Climatempo (série de 30 anos), porque o município não tem estação meteorológica própria do INMET confirmada. Servem para descrever o clima histórico, não como previsão do tempo.
Valores médios aproximados (referência Climatempo (série 30 anos)). Para a normal climatológica oficial, consulte o INMET. Descreve o clima histórico, não é previsão do tempo.
Calendário anual de Mogi das Cruzes: meses, festas e ciclos
O ano mogiano é puxado pela tradição religiosa colonial e pela herança japonesa. A Festa do Divino, documentada desde 1613, e o Akimatsuri, da colônia japonesa, são os dois pilares do calendário, ao lado da festa da padroeira e do aniversário da cidade.
| Mês | O que costuma marcar |
|---|---|
| Janeiro | Sem evento fixo confirmado. Auge do verão chuvoso, com pancadas de fim de tarde. |
| Fevereiro | Sem evento fixo confirmado. Verão chuvoso e ameno. |
| Março | Sem evento fixo confirmado. Fim do verão, ainda com chuvas frequentes. |
| Abril | Akimatsuri, o Festival de Outono, organizado pelo Bunkyo desde 1986, reúne perto de 80 mil visitantes em torno da comida e da cultura japonesa. |
| Maio | Festa do Divino Espírito Santo costuma ocorrer no período, no Pentecostes (50 dias após a Páscoa). É a maior e mais tradicional da cidade, documentada desde 1613. |
| Junho | Continuação da Festa do Divino conforme a data móvel do Pentecostes. Início do inverno ameno, com mínimas perto de 12°C. |
| Julho | Festa de Sant Ana, a padroeira, em 26 de julho. Mês frio e mais seco do ano. |
| Agosto | Sem evento fixo confirmado. Tempo seco e frio, com geadas ocasionais nas áreas altas. |
| Setembro | Aniversário da cidade em 1º de setembro, feriado municipal. |
| Outubro | Sem evento fixo confirmado. Retorno das chuvas e clima mais ameno. |
| Novembro | Sem evento fixo confirmado. Chuvas voltando a se intensificar. |
| Dezembro | Sem evento fixo confirmado. Verão chuvoso e decoração de fim de ano no Centro. |
As datas variam a cada edição, sobretudo as móveis, como a Festa do Divino. Confirme o calendário do ano com a Prefeitura ou com o organizador de cada evento antes de programar a viagem.
Dos bandeirantes à Terra do Caqui: história e identidade
Da Vila de Sant Ana ao cinturão verde
O começo está ligado às bandeiras e à busca por ouro. As crônicas falam em Brás Cubas explorando a região por volta de 1560, mas sem documento primário que feche a data. O marco documentado é a instalação da Vila de Sant Ana de Mogi Mirim, em 1º de setembro de 1611, sob o fundador Gaspar Vaz, que poucos anos antes havia aberto o primeiro caminho terrestre de São Paulo a Mogi e obtido a sesmaria da região. Há divergência sobre a data de origem (1560, sem documento, contra 1611, documentado), e a cidade adota 1611 como oficial. O nome Mogi vem do tupi e costuma ser traduzido como rio das cobras, somado ao das Cruzes que entrou no nome ao longo do período colonial.
Mogi nasceu como ponto de passagem no Caminho Velho para as Minas, na era das monções, e cedo virou centro religioso. A Festa do Divino Espírito Santo está documentada desde 1613, em ata da Câmara, e é uma das mais antigas e maiores do Brasil. O patrimônio colonial ficou de pé no Conjunto das Igrejas do Carmo, da Ordem Primeira e Terceira, com construção iniciada por volta de 1627 e 1633, tombado pelo CONDEPHAAT em 1982.
A grande virada veio com a imigração japonesa, a partir de 1919. Os imigrantes formaram uma das maiores colônias do país e ergueram o cinturão verde, que fez de Mogi o maior abastecedor de hortifrúti da Grande São Paulo, líder em cogumelos, nêsperas, caqui e orquídeas. Daí vêm os apelidos de Terra do Caqui, por ser a maior produtora do Brasil, e de Cidade das Orquídeas, maior produtora do país. A ferrovia, de 1875, e a industrialização, com a siderurgia da Gerdau e a química, completam o quadro de uma cidade que junta roça e indústria.
Vale um detalhe que confunde muita gente. Mauricio de Sousa, criador da Turma da Mônica, viveu em Mogi, mas nasceu em Santa Isabel, cidade vizinha. Ele costuma dizer que muitos personagens nasceram inspirados em amigos e cenas da infância em Mogi, antes da mudança para a capital.
Linha do tempo de Mogi das Cruzes
Economia de Mogi das Cruzes: cinturão verde, indústria e serviços
Da horta à siderurgia
A base agrícola é o cinturão verde, herança da colônia japonesa. Mogi é o maior produtor de hortifrúti da Região Metropolitana de São Paulo e líder nacional em caqui, cogumelos, nêsperas e orquídeas. As estufas e hortas abastecem a capital paulista todos os dias, num arranjo rural que convive com a cidade.
A cidade não vive só do campo. A indústria reúne a siderurgia da Gerdau, com aços para o setor automotivo, além de química e logística, concentradas no distrito de Taboão. O comércio e os serviços regionais atendem todo o Alto Tietê. O PIB per capita ficou em R$ 57.746 (IBGE), e o município tem o 19º maior PIB de São Paulo.
Mogi das Cruzes como polo de saúde e universidades
Este bloco é um diretório do que existe na cidade, não uma recomendação de tratamento nem de instituição. Para decisões de saúde, procure um profissional ou os canais oficiais.
Na saúde, a cidade conta com o Hospital Municipal de Mogi das Cruzes e o Hospital Municipal de Brás Cubas, ambos públicos pelo SUS, além da Santa Casa de Misericórdia de Mogi das Cruzes, filantrópica, e da rede de UPAs e UBSs municipais. Para a lista completa de estabelecimentos, consulte o CNES (Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde).
Na educação, o nome mais conhecido é a UMC, a Universidade de Mogi das Cruzes, privada, fundada em 1964. Há ainda a Universidade Braz Cubas, também privada, e a FATEC Mogi das Cruzes, estadual, voltada ao ensino tecnológico.
Locais para conhecer em Mogi das Cruzes
| Local | O que é |
|---|---|
| Catedral de Sant Ana | Igreja da padroeira, na Praça Coronel Almeida, marco zero da cidade |
| Conjunto das Igrejas do Carmo | Igrejas da Ordem Primeira e Terceira, com construção desde 1627, tombadas pelo CONDEPHAAT em 1982 |
| Parque Centenário da Imigração Japonesa | Parque de 200 mil m² às margens do Tietê, com o Museu Taro Konno e a Feira Agroecológica |
| Pico do Urubu e Mirante | Vista panorâmica da cidade e da Serra do Itapeti, ponto de voo livre |
| Pinacoteca e Museu Mogiano (Casarão do Carmo) | Acervo de arte e memória, no antigo casarão ligado ao Carmo |
| Mercado Municipal | Mercadão da cidade, com balcões de comida e produtos frescos |
| Casarão do Chá | Casa de 1942, arquitetura nipo-colonial, ligada ao antigo cultivo de chá pela família Hori |
| Distrito rural de Sabaúna | Antigo núcleo ferroviário, hoje ponto de turismo rural |
Horários e ingressos mudam. Confirme com cada local antes de ir.

Foto: Henrique Boney, CC BY-SA 3.0

Foto: BrunoBonavigo, CC BY 4.0

Foto: Jean Paulo de Souza, CC BY-SA 4.0
Distâncias de Mogi das Cruzes para outras cidades
| Cidade | Distância rodoviária (aprox.) |
|---|---|
| Suzano | cerca de 20 km |
| Itaquaquecetuba | cerca de 21 km |
| Guararema | cerca de 28 km |
| Salesópolis | cerca de 43 km |
| Bertioga | cerca de 49 km |
| São Paulo (capital) | cerca de 62 km |
As distâncias são rodoviárias aproximadas. O principal acesso à capital é a Rodovia Ayrton Senna (SP-070), pela zona leste; a Mogi-Bertioga (SP-098) leva ao litoral norte, e a Mogi-Dutra liga ao Vale do Paraíba. A CPTM Linha 11-Coral conecta Mogi à Estação da Luz em São Paulo, herança da ferrovia de 1875.
Telefones e serviços úteis em Mogi das Cruzes
| Serviço | Contato | Quando usar |
|---|---|---|
| Polícia Militar | 190 | Risco imediato, emergência policial |
| SAMU | 192 | Urgência médica |
| Corpo de Bombeiros | 193 | Incêndio, resgate, acidente |
| Defesa Civil | 199 | Riscos como alagamento e vendaval |
| Central de Atendimento à Mulher | 180 | Violência contra a mulher |
| Direitos Humanos | 100 | Violação de direitos |
Os números 190, 192, 193, 199, 180 e 100 são nacionais. Para serviços da Prefeitura, consulte o portal oficial em mogidascruzes.sp.gov.br antes de usar em caso não urgente.
Mogi das Cruzes em números
| População (Censo 2022) | 451.505 habitantes |
| Área | 712,5 km² |
| Densidade demográfica | ~634 hab/km² |
| PIB per capita (IBGE) | R$ 57.746 |
| IDH-M (2010) | 0,783 (alto) |
| Altitude | ~742 m |
| Código IBGE | 3530607 |
| DDD | 11 |
| Ano de fundação | 1611 |
Personalidades de Mogi das Cruzes
O nome mais conhecido nascido na cidade é o do jogador de futebol Neymar (nascido em 1992). Também são de Mogi a jornalista e educadora financeira Nathalia Arcuri (nascida em 1985), criadora do Me Poupe, o jornalista Luiz Bacci e o jurista Hélio Bicudo.
Já o cartunista Mauricio de Sousa aparece muito ligado à cidade, mas é caso de quem viveu em Mogi, não nasceu aqui, já que ele nasceu em Santa Isabel. A Turma da Mônica se inspirou em amigos e cenas da infância dele em Mogi, antes da mudança para a capital.
Gentílico, apelidos e identidade de Mogi das Cruzes
Quem nasce na cidade é mogiano ou mogiana, também chamado mogicruzense. Dois apelidos contam a identidade local, ambos ligados à colônia japonesa. Terra do Caqui veio de ser a maior produtora do fruto no Brasil, introduzido pelos imigrantes japoneses. Cidade das Orquídeas nasceu da liderança nacional na produção dessas flores. Soma-se a tudo isso o título de cidade-polo do Alto Tietê e a memória da vila colonial de Sant Ana, a padroeira que batizou a antiga Vila de Sant Ana de Mogi Mirim.