A data do aniversário de Mogi das Cruzes lembra o dia em que o povoado virou vila, em 1º de setembro de 1611. O pedido para criar a vila foi feito ao governador por Gaspar Vaz e outros moradores do povoado.
Quando é o aniversário de Mogi das Cruzes e quantos anos a cidade faz?
O aniversário de Mogi das Cruzes é em 1º de setembro. Em 2027, Mogi das Cruzes completa 467 anos.
O aniversário de Mogi das Cruzes é em 1º de setembro porque nesse dia, em 1611, o povoado virou vila, com o nome de Vila de Sant'Ana de Mogi Mirim. Em abril daquele ano, Gaspar Vaz e outros moradores foram a São Paulo pedir ao governador que o povoado virasse vila, e o governador aceitou o pedido. No dia da criação da vila, Gaspar Couqueiro, que criou a vila em nome do governo, marcou os limites das terras e escolheu as pessoas que iam governar e julgar na vila.
A idade de Mogi das Cruzes, porém, não é contada a partir de 1611. A prefeitura conta os anos da cidade a partir de 1560, quando o bandeirante Brás Cubas entrou nas matas da região, na beira do rio Tietê, à procura de ouro. Assim, Mogi das Cruzes comemora em 1º de setembro o dia em que virou vila, mas soma a idade desde 1560.
É feriado no aniversário de Mogi das Cruzes?
Sim, 1º de setembro é feriado municipal em Mogi das Cruzes, por lei da cidade.
O que abre e fecha no feriado em Mogi das Cruzes?
- Bancos: as agências costumam fechar; aplicativos, internet banking e caixas eletrônicos funcionam (Febraban).
- Repartições municipais: costumam fechar, com plantão nos serviços essenciais.
- Comércio e shoppings: o horário de feriado varia de loja para loja; vale conferir no site do shopping ou da loja.
- Transporte público: costuma operar com horário de feriado, que muda de cidade para cidade.
- Saúde e serviços essenciais: hospitais e pronto-atendimentos atendem as urgências; polícia e bombeiros trabalham em regime de plantão.
Como é comemorado o aniversário de Mogi das Cruzes?
A comemoração tradicional do aniversário de Mogi das Cruzes é o desfile cívico-militar organizado pela prefeitura na Avenida Cívica. O desfile do aniversário começa com a parte militar. Na época do aniversário, a prefeitura também costuma oferecer shows gratuitos, no evento chamado Mogi Fest.
Como Mogi das Cruzes passou de pouso de bandeirantes a cidade
O pouso de bandeirantes que virou povoado (1560 a 1611)
Antes de virar vila, o lugar onde hoje fica Mogi das Cruzes servia de descanso para os bandeirantes que iam e vinham de São Paulo. Brás Cubas foi o primeiro a ter uma fazenda nessa região, e cerca de 50 anos depois a fazenda tinha virado um povoado. Em agosto de 1602, um grande grupo de exploradores comandado por Nicolau Barreto saiu de São Paulo rumo a Mogi para procurar ouro.
Até 1601, só se ia de Mogi a São Paulo pelo rio. Em abril de 1601, Gaspar Vaz abriu o primeiro caminho por terra entre os dois lugares, e novos moradores se instalaram ao longo do caminho e pediram terras ao governo. Em setembro de 1608, o próprio Gaspar Vaz recebeu terras do governo em Mogi, onde morava com a mulher e os filhos. Foram esses moradores que, em abril de 1611, pediram que o povoado virasse vila.
A vila da igreja e do convento do Carmo (séculos 17 e 18)
A Festa do Divino aparece pela primeira vez numa ata da Câmara de Mogi de 1613, dois anos depois da criação da vila. Pouco tempo depois, a Câmara e o padre da vila pediram frades carmelitas para Mogi, e os frades fundaram ali um convento. Em 1762, uma irmandade de moradores devotos construiu a Igreja da Ordem Terceira do Carmo, ao lado da igreja do convento.
No século 18, por volta de 1730, foram copiadas folhas de música religiosa que mais tarde apareceram na capa do livro com os documentos da fundação da vila. Essas folhas de música são hoje conhecidas como Grupo de Mogi das Cruzes.
A vila no caminho para o porto de Santos (1822 a 1855)
Em 1822, Dom Pedro passou pela vila de Mogi e descansou no Convento do Carmo na volta de São Paulo, depois da Independência. Em 1845, a maior parte das casas de Mogi tinha paredes de terra, chamadas de taipa. Os moradores faziam panos de lã e aguardente e plantavam cana, algodão e café. Esses produtos seguiam em lombo de mula até Santos ou São Sebastião e de lá iam para o Rio de Janeiro. Em 1855, a vila ganhou o título de cidade, já com o nome de Mogi das Cruzes.
Os distritos de Mogi que viraram cidades (1948 a 1964)
O território de Mogi das Cruzes já foi bem maior do que é hoje. Poá, Suzano, Itaquaquecetuba e Biritiba-Mirim começaram como partes do município de Mogi. Poá e Suzano viraram municípios próprios em 1948, Itaquaquecetuba em 1953 e Biritiba-Mirim em 1964. Com essas separações, Mogi das Cruzes ficou com o território menor que tem hoje.
A colônia japonesa e as hortas em volta de Mogi (século 20)
No século 20 chegaram a Mogi das Cruzes muitas famílias do Japão, e os descendentes dessas famílias já estão na terceira geração na cidade. Os agricultores japoneses ajudaram a formar a grande área de hortas em volta da cidade. Hoje Mogi das Cruzes é um grande polo de produção de hortaliças, cogumelos, caqui, orquídeas e nêsperas.
- c. 1560O bandeirante Brás Cubas entra nas matas da região à procura de ouro.
- 1601Gaspar Vaz abre o primeiro caminho por terra entre São Paulo e Mogi.
- 1611Em 1º de setembro, o povoado vira a Vila de Sant'Ana de Mogi Mirim.
- 1613Uma ata da Câmara cita a Festa do Divino pela primeira vez.
- 1822Dom Pedro passa por Mogi na volta de São Paulo, depois da Independência.
- 1855A vila vira cidade, com o nome de Mogi das Cruzes.
- 2008Abre o Parque Centenário, nos 100 anos da imigração japonesa.
De onde vem o nome Mogi das Cruzes?
O nome Mogi vem de M'Boigy, que na língua tupi quer dizer rio das cobras. Era assim que os indígenas chamavam um trecho do rio Tietê. Com o tempo, a palavra foi escrita de vários jeitos, como Boigy, Mogy e Moji, até chegar a Mogi. Em 1953 o nome oficial passou a ser escrito Moji das Cruzes, com j, e depois voltou a ser Mogi.
Quando virou vila, em 1611, o lugar recebeu o nome de Sant'Ana de Mogi Mirim. Sant'Ana entrou no nome porque era a santa padroeira da vila. Mirim quer dizer pequeno e provavelmente lembra o riacho Mogi Mirim.
As palavras das Cruzes vieram da fala do povo. Os primeiros moradores marcavam com cruzes os pontos onde terminavam as terras da vila, e o povo passou a chamar o lugar de Mogi das Cruzes. Em 1855, quando a vila ganhou o título de cidade, Mogi das Cruzes virou o nome oficial.
O que visitar no aniversário de Mogi das Cruzes?
Catedral de Sant'Ana
A Catedral de Sant'Ana fica no lugar da primeira capela do povoado e é dedicada à mesma santa que deu nome à vila em 1611. A igreja de hoje foi planejada em 1952, e desde 1962 ela é a sede da diocese de Mogi das Cruzes.
Igrejas do Carmo
A Igreja da Ordem Terceira do Carmo foi construída em 1762 por moradores devotos, ao lado da igreja do convento que os carmelitas fundaram a pedido da Câmara da vila. Os tetos foram pintados no fim do século 18 por um artista desconhecido. A igreja é protegida pelo Iphan desde 1967 e pelo Condephaat desde 1982.
Avenida Cívica
A Avenida Cívica é onde passa o desfile cívico-militar do aniversário de Mogi das Cruzes, organizado pela prefeitura.
Parque Centenário da Imigração Japonesa
O Parque Centenário da Imigração Japonesa lembra as famílias do Japão que formaram as hortas em volta de Mogi. O parque foi aberto em 28 de junho de 2008, nos 100 anos da imigração japonesa para o Brasil. A área era uma mina de areia nos anos 1970, e quando a areia acabou a água do subsolo subiu e formou os lagos. Hoje o parque tem quatro lagos com pontes flutuantes e um museu sobre os imigrantes japoneses.
Pico do Urubu
O Pico do Urubu fica na Serra do Itapeti, tem 1.160 metros de altitude e tem uma rampa de voo livre. O topo do Pico do Urubu fica 370 metros acima do marco zero, no centro antigo onde a vila nasceu em 1611.